quinta-feira, agosto 31, 2006

Ah... o Leal

O Leal vai para a Venezuela, realizar um sonho.
Estudar medicina.
Coisa que ele nunca conseguiu aqui.
E já tinha se conformado que não conseguiria.
Está em choque, pois ele tinha tanto medo que eu fosse embora, se conseguisse um emprego no sul, e deixasse ele na mão ... pois ele vai embora e nem conseguimos ficar juntos de tanto medo que ele tinha. Ele me olha, como se tivesse se dado conta do quanto os medos o impediram.
De quanto ele perdeu, por causa do medo.
Talvez eu aja igual a ele, em outras situações.
Foi bom ver isso de perto.

Espelunca

Tem certas horas em que eu odeio essa empresa.
É a legítima ... espelunca.
Sem ordem, sem respeito, sem nada que valha a pena.
Apenas paga o meu salário e me possibilita trabalhar com o que eu gosto.
Mas ... é uma bela porcaria, se fazendo de grande coisa.
E eu tô cansada da galera.
Ás vezes, agradeço as poucas oportunidades de não ter nenhum deles por perto.
Silêncio...
é tudo que eu desejo nesse ambiente cheio de barulho e ensurdecedor.
Os clientes ... argh ... grosseiros, mal preparados, infantis, não sei como sobrevivem, ou talvez, seja isso, ... eles apenas sobrevivem.
Descobri a minha arrogância com muita força aqui.
Meus julgamentos, minha capacidade de menosprezar a ignorância humana.
A preguiça de ser independente, me irrita.
A falta de inteligência me esgota.
A falta de vontade de aprender, mas ... querendo obter um diploma de curso superior.
UM HORROR!!!!

sexta-feira, junho 30, 2006

Meu coração ...

Tô de coração fechado, fechado!
Não gosto de me sentir assim!
Saí com o Leal, e me sentia completamente desconectada da pessoa, só tava precisando descarregar. (Pegar um cara pra descarregar tensão sexual)
Sei lá, pode não ser, realmente ruim, mas eu não me sinto bem com isso.
Tem um julgamento interno de que isso é horrível.

Talvez ... eu precise aprender a ser menos julgadora comigo mesma.

Por que, apesar do julgamento, eu fiz o que eu senti vontade de fazer na hora, e não enrolei, não fingi que tinha algo mais, não me fiz de compreensiva ou coisa assim, entrei com a energia que eu tenho por ele.
Mas eu acho q é uma energia mesquinha, miserável.
Eu sei que eu posso dar muito mais para um homem!
Mas não tenho vontade de trocar algo mais com ele.
É uma escolha.
Mas uma escolha que eu julgo ruim e mesquinha.

terça-feira, junho 27, 2006

Enfim, vida???

Várias idéias na cabeça ...
Estudar prá concursos tanto nacionais qto regionais;
Aprender a curtir SP, com as dificuldades já verificadas
(o fechamento da galera e o meu também, principalmente);
Encontrar vida afetiva em Sampa
(coisas q eu curto,
atividades de rotina q me façam sentir em casa,
novos amigos, novos interesses,
terapia, aula de violão, percussão);
Arrumar uma casa prá morar, e ficar com o meu jeito;
Encontrar um emprego melhor aqui em Sampa mesmo,
me sentir mais conectada com a empresa e
poder realizar atividades mais interessantes;
Resolver umas pendências que eu tinha
desde a época do meu divórcio
(coisas q eu devia ter resolvido há séculos,
mas me acomodei, e agora estou precisando q fiquem,
realmente, resolvidas)
E outras que vão surgindo aos poucos ...

No final de semana que passou,
fui em um casamento.
Ui ...q horror!
Casamento católico de renovação carismática ...
Fui mórmon tempo demais, e
acho essas coisas meio "evangélicas" quase abomináveis!
hehehehe
na verdade, abomino algumas expressões religiosas!
Não q eu não respeite a religiosidade humana ...
muito pelo contrário ... só não acredito no cerimonial
e fico irritadíssima com quase tudo q acontece.
Já entendi que sempre que eu for nesse tipo de ritual
vou me incomodar, ficar entediada, quase em choque!
E o mais engraçado, é q eu fico me comparando comigo mesma ...
e é isso q faz a situação mais insólita ainda.
Eu era daquele jeito, completamente crédula naquele ritual,
e agora ... nem pensar.
A vida muda, as pessoas mudam, e eu sou a prova viva disso.
Engraçado também porque algumas cerimônias me cativam
Porque sinto uma energia de confiança nas pessoas, e acabo me emocionando,
Mas em outros casos ... bate uma sensação de falsidade que cria ogeriza ao evento.

No domingo, dia de sol, céu azul, em São Paulo.
Quase inacreditável, mas foi real.
E a noite, fui ao cinema com o Eric (ex Abhati).
Escolhemos o programa errado.
Quando vi estávamos tagarelando horrores
e o tempo acabando, pois o filme já iria começar.
Devíamos ter escolhido fazer algo que nos permitisse
Conversar mais, mas acho que o medo de não termos nada em comum foi maior.
E no final das contas, acho q tínhamos muito pra trocar.

terça-feira, junho 13, 2006

Depois da ausência

Fiquei ausente ...
sem vontade de escrever, sem tempo, sem assunto.
Não que não houvessem assuntos, mas eu não estava a fim.
Há algum tempo, pensei em retomar ...

Mas hj, eu levei um susto.
Há algum tempo atrás eu estava numa história que era um ata nem desata com um cara daqui de São Paulo.
Já tinha me desinteressado porque o considerei muito enrolado.
Pois bem ... hj ele me disse que sabe que fugiu por bobagem, mas que se propõe a enfrentar os medos dele e viver o que for possível viver ainda na história.
E eu ainda estou em choque.
Porque eu o considerava carta fora do baralho e já estava investindo em outra história, e agora ... não sei o que fazer.
Por que me emocionou, ouvir o que ele tinha prá dizer, mas ... já não estava mais a fim e disse isso prá ele, e ele aceitou.
Disse que entende a situação criada e que eu vou acabar relaxando com ele e deixando rolar.
Tava tão na boa ... tão disponível ...
Nunca tinha passado por isso antes.
Sei lá, ainda estou me recuperando ... mas acho q vou considerar com calma tudo o que ele me disse.

E eu tentando tirar meu amigo junkie do meu coração ...
um dia depois que eu apaguei ele dos meus amigos do orkut, apaguei dos meus contatos do msn, pois eu decidi que será uma boa maneira de ir me desvencilhando dessa coisa que eu nunca vou bancar.
E aí me aparece o Leal, com uma disposição que eu nunca percebi nele.
E tem o Alfredo ... putz, q coisa estranha!!!!

domingo, abril 16, 2006

Sentimentos novos

Falei com o Léo por telefone muito rápido.
Q coisa ...
fiquei feliz de ouví-lo!
Ouvir a voz dele depois de tanto tempo ...
Tìnhamos nos falado na quinta-feira, mas ...
sei lá ... eu não tinha ficado tão tocada!
E daí, entrando no avião, rapidamente, falei com ele.
E quando desliguei ... meu coração tava dolorido de saudades!
Eu gosto muito dele!
Sinto muita saudade!
Coisa estranha ...
Nunca tinha sentido algo assim, por alguém ...

sábado, abril 15, 2006

Ciúmes ...
Um dos sentimentos mais desprezados no ser humano,
por todos os problemas que ele causa, por todos os malefícios
que pode trazer para a relação das pessoas.
Lembro que, na minha infância, minha mãe me criticava por ser ciumenta.
Usou meu ciúme como desculpa para não ter outros relacionamentos,
mas ao mesmo tempo me reduzia a um pedaço de lixo, porq eu sentia isso e
demonstrava isso várias vezes no meu comportamento.
E aquilo me deixava profundamente envergonhada...
E, aos poucos, eu fui deixando de demonstrar isso.
Tornou-se algo baixo, vil, pequeno e que não devia aparecer.

E eu acho que junto com o meu ciúme sumiu a minha coragem.
A coragem de amar e ser amada, a confiança de que eu tenho todo o direito do mundo em sentir.
Sem julgar o que eu estou sentindo.
Uma armadura de proteção que foi me fazendo desaparecer ...
e eu sempre falava muito nisso, que se eu tivesse a possibilidade,
eu "gostaria de ser da cor da parede para não ser vista",
e então, eu tirei de mim o direito de sentir ciúmes.

Falo isso por causa do mesmo cara de sempre: Léo.
Ele tá namorando.
E eu tenho ciúmes dele!
E como é difícil lidar com o que eu sinto, e ao mesmo tempo com o que eu fui condicionada a acreditar... sim, porque na real, é isso que está me consumindo.
O que eu sinto: ciúme!
Fico puta da cara de imaginar que ele está com alguém, e não comigo.
sinto inveja, raiva e um misto de coisas.
Sei que eu nunca banquei o que eu gostaria de viver com o Léo.
Em nenhum momento me determinei a chegar frente a frente,
olhar nos olhos do Léo e dizer que sou a fim dele,
que o meu coração fica preenchido com a presença dele
com uma facilidade assombrosa e assustadora.
No máximo, falei algo parecido por mail, mas ...
nunca na cara.
Temi ser rejeitada!!!
Mas também temi ser aceita e amada por ele.
Uma loucura, uma viagem, uma confusão.
Daí eu fui pelo caminho mais fácil,
o de sempre, sair fora, fingir que sou uma parede (daquelas bem apagadas).
Mas agora, que ele está com alguém, se relacionando,
amando, transando ... eu tô com ciúmes!!!!
Fazia muito tempo que eu não experimentava isso.
Era mais uma questão de orgulho que de ciúmes.
Eu nem conseguia fazer a distinção exata.
Agora, eu reconheço com todas as letras .... CIÚME!
É uma coisa dolorida, que te corrói mas ao mesmo tempo ....
é lenta, dá prá suportar, sobreviver, mas está ali ... presente.
UM SACO!!!

Mas eu sempre suporto.
Engulo, e deixo passar.
Só que está se tornando estranho ...
dentro de mim, algo mudou ...
eu estou achando insuportável, insustentável.
Eu sinto saudades do Léo, e tem aumentado.
Eu queria vê-lo, conversar, dar um abraço, ficar perto, mas ...
não tenho coragem. O medo de ser rejeitada parece maior.
Algo dentro de mim, diz que eu não vou ser, mas ...
eu tenho medo dele!
É isso que pega também: eu tenho medo dele!
Do que eu sinto, do que eu já experimentei quando estivemos juntos.
Da abertura do meu peito, quando tive coragem de ficar com ele ...
e da dor que veio logo depois.
Da vontade de vê-lo brilhar, como eu sinto que ele pode,
e do medo que eu tenho de acabar me enrolando de novo,
sendo machucada, iludida ou qualquer coisa semelhante.

E no meio do meu medo,
da minha vontade de fugir,
ele foi viver.
Tem um lado meu que tá extremamente feliz
e satisfeita com isso ... parece que eu participei ...
Não sinto que isso seja loucura,
mas também acho absurdo.
Por que eu queria muito vê-lo crescendo, se libertando do condicionamento dele.
Mas eu não quis fazer o mesmo ... eu ainda preferi fugir.

Eu amo um monte aquele cara!!!
Mas só consegui falar isso prá ele, enquanto era para o meu amigo que eu estava falando.
Hoje ... acho que não ousaria.
Mas não deixou de ser verdade ...
só teve alguns acréscimos!

Precisava falar disso,
temme atormentado desde que eu soube que ele está namorando.

quinta-feira, abril 06, 2006

Mario Quintana

""Canção do Amor Imprevisto""

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
[nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Toda vez q eu vejo essa poesia em algum lugar, eu me lembro do Rubem.
Engraçado como a mente do ser humano funciona ...
as lembranças voltam, não porq vc tenha desejado,
elas simplesmente voltam, sem convite.
Rubem Pinto de Mello
(a representação clara e óbvia da minha covardia em viver o amor, o primeiro entre várias caras que eu deixei passar, porq a história não era prá mim)

quarta-feira, abril 05, 2006

Não deu certo

Não rolou a história que eu estava tentando
do apartamento perto do metrô Paraíso.
Q saco!
Eu tinha achado o apartamento perfeito.
Tava até achando a galera super gente fina.
Mas todo mundo amarelou ...
4 homens e uma mulher, acho q deu medo.
Na real, pelo jeito, deu mais medo na mulher de um dos caras.
Como se ele fosse tudo isso...
Não q eu não tenha achado o cara, gente do bem, não é isso ...
mas não deu a menor vontade de ficar com ele, a não ser na parceria.
E a "excelentíssima" não topou.
Mas ... tá ok!
Já passei por rejeições piores.
Engraçado q tinha me batido justamente isso:
que a mulher dele não ia gostar.
Tô ficando boa nesse negócio de intuição...
Começar a jogar mais tarô e cobrar por isso
hehehehehe
quem sabe, até largo a Biblio e passo a viver das cartas
hehehehe
eu brinco mas ... não combina comigo.
gosto q o dinheiro venha do prático,
e as cartas me tragam reposição energética de graça.

De qualquer maneira, eu já tinha começado a busca novamente.
Vamos ver no que vai dar.
Tomara que eu encontre uma galera do bem,
cabeça aberta, q goste de sair, curtir
essas oportunidades todas que São Paulo oferece.
Criar novos amigos!
Me apaixonar por eles!
E daí a história flui ...
Na real, não sinto essa cidade tão diferente das outras,
só que é maior, com certeza.
Tem mais gente, mais dor, mais loucura, porq é maior ... só isso.

Eu tenho saudades de casa todos os dias!
Minha casa, minha família: os meninos!
Nunca senti tanta saudade das pessoas!
Dói ... mas tb é legal!
Quer dizer q o meu coração tava inteiro naquele espaço.

sábado, abril 01, 2006

Novas mudanças

Tô cansada de morar no pensionato.
Faz apenas 1 mês e meio e eu estou me sentindo aprisionada. Sufocada num espaço em q eu não consigo relaxar.
Todo o resto nessa cidade parece bem legal, mas o pensionato me cansa.
Então ... comecei a procurar casa nova.
Hoje fui visitar um apê, q tem uma galera q quer dividir.
O apê é show, espaçoso, e o quarto disponível tb é bem legal!
Vamos ver se vai rolar, tomara q sim. Fiquei a fim.
E amanhã ... amanhã eu tenho um encontro com o Leal.
Quer dizer ... td indica q eu tenho um encontro com o Leal, se ele não se enrolar, como sempre faz. Ele é bom nisso. É cabeção (estudante de psicologia não podia ser de outra forma), mas ... me atrai, e no momento, só estou considerando isso.
Não é nada mais q isso, mas nada impede q seja ... ou não.

E no feriado da Páscoa, estarei em casa de novo!
Q saudade! Q coisa boa!
A única coisa estranha vai ser o fato de que o Vini e o Z terminaram.
Então ... o Z não vai estar lá. Mas vou visitá-lo no feriado de 1º de maio.
Sei q essas coisas (final de relacionamento) acontecem na vida de todos, mas ...
nós nos acostumamos com as coisas e não queremos que mude.
Mas ... faz parte da vida!
Até outro dia!

quarta-feira, março 08, 2006

Vou deixar a rua me levar

Não vou viver, com alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x Vou deixar a rua me levar

domingo, março 05, 2006

Ufa!

E daí, guria, vai fazer o q?
Tava com essa sensação fazia dias e daí tive as confirmações q faltavam.
Ele está namorando.
E eu tive de saber disso pelo orkut, porque ele não me contou.
E nem vai. Mas tá ok, acho q é melhor assim!
Nunca ia rolar, mesmo.
Mas dá uma sensação estranha: ciúme, despeito, inveja, sei eu lá.
E, ao mesmo tempo, eu sei, eu nunca teria coragem.
E, ao mesmo tempo, eu acho tão bom!!!
Parece que me dá espaço prá investir em coisas que eu acredito que sejam viáveis.
E nele eu nunca acreditei.
Não q eu não confie na amizade dele, muito pelo contrário, mas a relação homem/mulher não iria prá frente, eu acho. E o tarô sempre me diz ao contrário, e eu simplesmente olho prás cartas e digo "nem pensar". Ainda mais agora, morando em Sampa, tá doido!!!
É engraçado... minha relação com o tarô.
Eu confio q ele me dá boas dicas ... mas não me deixo dominar.
Confio nele, mas as vezes dou crédito para o que eu penso, e acabou.
No caso do Léo, eu fico na dúvida, muitas vezes, porq o tarô é insistente,
mas acabo optando por confiar na minha escolha.
Coisas q eu determino e ninguém vai mudar porque eu confio mais em mim.
(Meu jeito de ser arrogante!!! hehehehe)
E ainda me veio saudades do Marlom!
Olha q coisa mais estúpida ...
é q na real isso sempre vem.
Desde q deixamos de nos falar, no ano passado,
isso sempre vem.
É um saco! Só diminuiu o número de vezes q acontece.
Mas continua acontecendo, só que mais espaçado.
Ainda tenho esperanças que simplesmente acabe.
Ele foi tão importante prá mim.
E é um saco ter que aceitar isso.
Que eu me meti naquele enrosco, consciente do quanto era ruim,
mas que tinha um sentimento tão bonito e intenso que ainda tá aqui,
só que eu não quero viver mais.
Eu quero viver uma relação saudável para variar um pouco.
Tô merecendo!
Como eu disse para o Amauri; eu sou uma pessoa do bem, mereço uma história do bem!
E disso eu tenho certeza!

domingo, fevereiro 12, 2006

Samba da Bênção

Cantado
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Cantado
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Falado
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Cartola, a benção,
SinhôA bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pinheiro
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção,
AryA bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Cantado
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

domingo, janeiro 29, 2006

Saudades

Vou trabalhar em Sampa a partir do dia 01 ou 02 de fevereiro.
E a única coisa que tem me feito sofrer nisso tudo
é o fato de que vou sentir saudades da galera!!!
Principalmente, dos guris: Vini, Rêna, Z, Lu, Léo. Tb da Paty!
Minha turminha mais próxima.
Minha família!
Torço para que tudo dê certo em Sampa,
porque eu quero provar prá mim mesma,
que sou adulta, madura, responsável por mim mesma
e posso ser um SUCESSO!
Não importa quantas vezes eu tenha rateado comigo mesma, antes ....
eu quero me cuidar com amor!
Beijos prá todos, sem exceção, mas um beijo especial
para a minha família do coração!!!!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Viagem

Estou enlouquecida.
Viajo para Sampa agora de meio dia.
Nova entrevista com a universidade que está procurando uma Bibliotecária.
AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII
Q ansiedade! Q Felicidade!
Eu estava me sentindo muito por baixo sem nenhuma entrevista,
e agora, parece que eu vou arrumar emprego,
mudar de estado e aprender coisas novas.
E tenho o concurso em Brasília no domingo.
Loucura, loucura, loucura!

Ah, conversei com o Jero no msn, ontem.
O Jero da Frida Kahlo.
Parece ser uma pessoa do bem!
Não conheço pessoalmente, só pelo que o Léo falava, e tb pelo orkut.
E, na real, nem conversamos tanto assim.
Mas, minha intuição me diz que ele é do bem!
O que é uma pena, é que por uma dessas circunstâncias da vida,
só me aproximei dele porq briguei com o Léo.
Achei que tinha perdido o cd da Frida,
e como o Léo não está falando comigo,
entrei em contato direto com a banda e o Jero respondeu.
No fim, achei meus cds e agora converso com o Jero.
Se tivesse falando com o Léo,
nem teria me passado pela cabeça escrever prá banda.

Não sei como resolver isso.
Ontem tentei falar com o Léo no msn,
e ele simplesmente me ignorou.
Uma parte de mim, entende ele.
A outra, fica puta da cara.
E minha cabeça acha que é melhor assim!
Meu coração diz que não, que, independente das minhas viagens emocionais,
eu o considerava e, ainda considero, o meu melhor amigo.
Não podia deixar a coisa degringolar desse jeito.
Mas sinto que não vai se resolver agora.

E, talvez, eu vá embora daqui sem conseguir conversar com ele.
Isso me dói.

domingo, janeiro 15, 2006

Escrever

Quando eu era criança, eu sonhava em me tornar escritora.

Foi depois que eu li o livro "A bolsa amarela" que esse pequeno sonho,
começou a se desenvolver dentro de mim.
Eu tinha uns 8 ou 9 anos.
Nunca levei-o muita a sério, mas ... a idéia,
algumas vezes, volta.
Ontem, durante a noite, a idéia veio de novo.
E se eu conseguisse escrever sobre toda a minha vida???
Se eu conseguisse colocar no papel (mais provavelmente no computador) todas as coisas insuportáveis que a minha mente cria ... me deu uma sensação de que seria libertador.
Poder compartilhar a tempestade que existe dentro de mim,
ou também compartilhar meus vários momentos vazios.

Mesmo que as pessoas falem que eu escrevo demais e falo de menos
(que é uma coisa com a qual eu concordo em algumas vezes)
eu sinto que quando eu conseguia escrever, eu ia me soltando...
Tirando um peso das minhas costas... e do meu coração.

Hoje, eu não sei se consigo ... só escrevo no blog e,
na real, nem sempre gosto.
Às vezes é um saco!!!
Mas acho que tem mais relação com o momento que eu estou vivendo,
do que achar realmente ruim escrever.

Eu quero conseguir falar de tudo que eu sinto:
da tristeza, da raiva, da frustração, dos medos, das angústias,
loucuras, delírios, .... das pessoas.
Da minha vida, do meu passado, da minha origem!
Deixar o verbo que existe dentro da minha cabeça criar forma.
Compartilhar com todos a minha forma de pensar e ver.

Ontem eu estava me lembrando de momentos da minha vida ...
lembrei de como eu conheci o Fernando Vieira, por exemplo.
Funcionaria como roteiro para uma daquelas comédias românticas americanas.
E foi tudo real! E tinha vários detalhes tão bonitos!
E eu nunca tinha percebido antes, veio ontem, pela primeira vez.

O que perturbou a nossa relação, que era profunda, amorosa e sincera,
foi a culpa que carregamos junto com a paixão.
A culpa por sentirmos tesão um pelo outro,
e por termos sido ensinados que isso era errado,
não combinava com uma relação que o Senhor abençoasse.
Quanta dor, quanto peso e ressentimento, isso criou para os dois.
Quanto o meu medo de ser tocada e de me apaixonar,
criou vários outros obstáculos na nossa relação.
Em alguns momentos, eu o infernizei tanto, para que ele não me suportasse e fosse embora...
E ele até que resistiu bem, por várias vezes.
Eu tentava provar que os homens não valiam o risco.
Mas só compreendo, que era isso que eu estava fazendo, agora.
Namorei ele dos 18 aos 20 anos, entre idas e vindas,
e só compreendo muitas coisas que disse e fiz, agora.
E estou com 35 anos.

Tenho lembranças bem bonitas de nós dois.
Lembranças que são como uma fotografia dentro da minha cabeça.
Porque eu acredito, que algumas lembranças são tão bonitas,
importantes e tocantes, que elas se tornam fotografias tiradas pelo coração.
Eu tenho várias. Algumas delas, eu tirei com o Fernando!
Tenho fotografias lindas tiradas com diversas pessoas, e acho que nunca contei isso para elas.
Talvez, se eu começar a escrever sobre essas coisas, e registrá-las no blog ou mesmo em um livro, mais pessoas compreendam o quanto elas foram ou são importantes prá mim.
Mesmo que hoje nossa relação não tenha a proximidade que já tivemos, elas fizeram parte da minha história e são únicas, insubstituíveis, raras, prá mim.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

E se eu simplesmente sentisse ...

Se eu conseguisse, simplesmente, me entregar.
Sentir, amar, confiar, arriscar ...
Não ficar medindo o tamanho do tombo ...

Mas eu não consigo escolher fazer isso.
Eu penso, reflito e determino o final da história.

É assim que eu faço com tudo que eu sinto por ti ...
eu já escrevi o final do roteiro, e o final não é feliz!

Pelo menos, eu não consigo imaginar
um final feliz entre eu e você.

Aos meus olhos, a tua loucura
alimenta a minha loucura.
E o final triste e depressivo é certo.

E tudo era tão simples ...
um amor grande, sem cobranças,
sem grandes ilusões,
apenas um grande amor,
por um homem que eu conheço,
sei das faltas, das carências, das loucuras,
que me conhece, e com quem eu me sinto a vontade.
Que eu não desejava que fosse o grande provedor
da minha vida e possível felicidade,
e por quem eu não me sentia responsável
de prover coisa alguma.
Tudo que eu te dei, fiz por vontade própria,
sem obrigação, sem jogo.
E senti um grande prazer em estar junto,
abrir meu coração, mostrar-me, enxergar-te.
Senti medo também ...
mas ao mesmo tempo ...
um prazer de me perceber capaz de te amar ...
ter tanta alegria em poder me dar.
Se você fizesse idéia ...
mas eu sempre desisto antes de entrar na batalha.
(deixo para as outras, não é para mim).

Nunca consegui verbalizar
o tumulto de emoções que me possui quanto te vejo,
quanto estás perto, quando estás longe.

Nunca consegui te dizer ...
que várias vezes, te senti perto, te quis perto,
quis poder te dar mais.
Mas fiz outra escolha, a escolha racional,
e o momento passou e talvez ...
nunca mais volte, ou volte muito depois.
Mas eu preciso que saibas ...
que o meu coração fica preenchido de um amor desconhecido,
de uma energia dolorida e ao mesmo tempo nutridora.
Fico tomada por um medo paralisante
de ser rejeitada, de ser aceita,
de não ser correspondida, ou de ser ...
qualquer que seja o resultado ...
eu desisti, paralisei.
Sucumbi a minha velha programação e desisti.

Ao junkie que eu amo, um grande abraço, e um "até algum dia"!!!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Ontem

Ontem foi um dia estranho ...
Falei com o Vladimir, no msn, e fiquei de novo com aquele sentimento ...
ele está fazendo uma enorme força para se destruir...
e me dá uma sensação ruim!
Um sentimento de perda, de dor, de confusão.
Começo a me lembrar de como fica o meu peito
quando eu começo a sofrer e querer me destruir ...
é tanta dor, tanto medo, tanta confusão ...
e daí a morte parece uma solução tão relaxante.
A morte não me assusta.
Me traz paz. Uma sensação de alívio. Descanso.

Mas sinto que isso é pouco para o Vladimir.
Ele quer a morte trágica, a dor, o castigo.
Parece as trevas exteriores descritas pela igreja.
O inferno descrito na Bíblia.
Dramático, quase literário ... a cara de Netuno.
Talvez por isso eu goste dele.
O drama me atrai, mas ... nos outros ...
na minha vida eu dispenso.

E o mais estranho, é que ontem foi o primeiro dia,
depois de vários dias nublados,
em que eu estava no maior bom humor.
Até estava com aquela sensação de 'sem saco',
mas bem reduzida.

Meditei de manhã cedo,
e fiquei bem.
Na verdade, fiquei muuuuuuito bem!
Um bom humor, uma alegria.
Fiquei cantando os sambões que me vinham a kbça
rindo, me sentindo leve.

E de noite, teve a AUM.
Foi esquisito tb!
Na dança da sedução, quase me deu um ataque de risos.
Parecia q todo mundo tinha sofrido uma crise
um congelamento, uma rigidez, e eu fui achando tão ridículo
que fui dançar com o Charles e depois com o Vinod.
Não sou a fim deles, mas ... pelo menos me diverti mais.

hoje ... ainda tem tempo e muita coisa pode acontecer.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Sem saco

O Vini q tem razão ...
ou eu me meto com cara 'casado' ou 'cagado'.
Q saco!

Nem com os meus amigos a coisa flui ...
Tô sem saco até com o Vladimir, com quem
eu sempre tive a maior paciência.
Ele é outro covardão.
Mas eu nem vou dispender a minha energia
puxando ele prá perto. Tô sem saco!
Não deixei de amar o cara do fundo do coração ...
só não tô a fim de desfocar do lance de arrumar um emprego,
prá ajudar ele a se mexer, e ver q ele vai se afundando,
mais e mais. E é a escolha dele!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Está doendo

Alguma coisa dentro de mim está doendo muito,
e eu não consigo enxergar o que é.
Só sei que me sinto sem saco, cansada,
com vontade de ir para um lugar onde eu possa,
realmente, me sentir sozinha.
E daí soltar a dor lá, nesse lugar.
E voltar com outra energia ...
se é que isso pode acontecer.

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Sem palavras pra descrever