quarta-feira, março 08, 2006

Vou deixar a rua me levar

Não vou viver, com alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x Vou deixar a rua me levar

domingo, março 05, 2006

Ufa!

E daí, guria, vai fazer o q?
Tava com essa sensação fazia dias e daí tive as confirmações q faltavam.
Ele está namorando.
E eu tive de saber disso pelo orkut, porque ele não me contou.
E nem vai. Mas tá ok, acho q é melhor assim!
Nunca ia rolar, mesmo.
Mas dá uma sensação estranha: ciúme, despeito, inveja, sei eu lá.
E, ao mesmo tempo, eu sei, eu nunca teria coragem.
E, ao mesmo tempo, eu acho tão bom!!!
Parece que me dá espaço prá investir em coisas que eu acredito que sejam viáveis.
E nele eu nunca acreditei.
Não q eu não confie na amizade dele, muito pelo contrário, mas a relação homem/mulher não iria prá frente, eu acho. E o tarô sempre me diz ao contrário, e eu simplesmente olho prás cartas e digo "nem pensar". Ainda mais agora, morando em Sampa, tá doido!!!
É engraçado... minha relação com o tarô.
Eu confio q ele me dá boas dicas ... mas não me deixo dominar.
Confio nele, mas as vezes dou crédito para o que eu penso, e acabou.
No caso do Léo, eu fico na dúvida, muitas vezes, porq o tarô é insistente,
mas acabo optando por confiar na minha escolha.
Coisas q eu determino e ninguém vai mudar porque eu confio mais em mim.
(Meu jeito de ser arrogante!!! hehehehe)
E ainda me veio saudades do Marlom!
Olha q coisa mais estúpida ...
é q na real isso sempre vem.
Desde q deixamos de nos falar, no ano passado,
isso sempre vem.
É um saco! Só diminuiu o número de vezes q acontece.
Mas continua acontecendo, só que mais espaçado.
Ainda tenho esperanças que simplesmente acabe.
Ele foi tão importante prá mim.
E é um saco ter que aceitar isso.
Que eu me meti naquele enrosco, consciente do quanto era ruim,
mas que tinha um sentimento tão bonito e intenso que ainda tá aqui,
só que eu não quero viver mais.
Eu quero viver uma relação saudável para variar um pouco.
Tô merecendo!
Como eu disse para o Amauri; eu sou uma pessoa do bem, mereço uma história do bem!
E disso eu tenho certeza!

domingo, fevereiro 12, 2006

Samba da Bênção

Cantado
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Cantado
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Falado
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Cartola, a benção,
SinhôA bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pinheiro
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção,
AryA bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Cantado
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

domingo, janeiro 29, 2006

Saudades

Vou trabalhar em Sampa a partir do dia 01 ou 02 de fevereiro.
E a única coisa que tem me feito sofrer nisso tudo
é o fato de que vou sentir saudades da galera!!!
Principalmente, dos guris: Vini, Rêna, Z, Lu, Léo. Tb da Paty!
Minha turminha mais próxima.
Minha família!
Torço para que tudo dê certo em Sampa,
porque eu quero provar prá mim mesma,
que sou adulta, madura, responsável por mim mesma
e posso ser um SUCESSO!
Não importa quantas vezes eu tenha rateado comigo mesma, antes ....
eu quero me cuidar com amor!
Beijos prá todos, sem exceção, mas um beijo especial
para a minha família do coração!!!!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Viagem

Estou enlouquecida.
Viajo para Sampa agora de meio dia.
Nova entrevista com a universidade que está procurando uma Bibliotecária.
AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII
Q ansiedade! Q Felicidade!
Eu estava me sentindo muito por baixo sem nenhuma entrevista,
e agora, parece que eu vou arrumar emprego,
mudar de estado e aprender coisas novas.
E tenho o concurso em Brasília no domingo.
Loucura, loucura, loucura!

Ah, conversei com o Jero no msn, ontem.
O Jero da Frida Kahlo.
Parece ser uma pessoa do bem!
Não conheço pessoalmente, só pelo que o Léo falava, e tb pelo orkut.
E, na real, nem conversamos tanto assim.
Mas, minha intuição me diz que ele é do bem!
O que é uma pena, é que por uma dessas circunstâncias da vida,
só me aproximei dele porq briguei com o Léo.
Achei que tinha perdido o cd da Frida,
e como o Léo não está falando comigo,
entrei em contato direto com a banda e o Jero respondeu.
No fim, achei meus cds e agora converso com o Jero.
Se tivesse falando com o Léo,
nem teria me passado pela cabeça escrever prá banda.

Não sei como resolver isso.
Ontem tentei falar com o Léo no msn,
e ele simplesmente me ignorou.
Uma parte de mim, entende ele.
A outra, fica puta da cara.
E minha cabeça acha que é melhor assim!
Meu coração diz que não, que, independente das minhas viagens emocionais,
eu o considerava e, ainda considero, o meu melhor amigo.
Não podia deixar a coisa degringolar desse jeito.
Mas sinto que não vai se resolver agora.

E, talvez, eu vá embora daqui sem conseguir conversar com ele.
Isso me dói.

domingo, janeiro 15, 2006

Escrever

Quando eu era criança, eu sonhava em me tornar escritora.

Foi depois que eu li o livro "A bolsa amarela" que esse pequeno sonho,
começou a se desenvolver dentro de mim.
Eu tinha uns 8 ou 9 anos.
Nunca levei-o muita a sério, mas ... a idéia,
algumas vezes, volta.
Ontem, durante a noite, a idéia veio de novo.
E se eu conseguisse escrever sobre toda a minha vida???
Se eu conseguisse colocar no papel (mais provavelmente no computador) todas as coisas insuportáveis que a minha mente cria ... me deu uma sensação de que seria libertador.
Poder compartilhar a tempestade que existe dentro de mim,
ou também compartilhar meus vários momentos vazios.

Mesmo que as pessoas falem que eu escrevo demais e falo de menos
(que é uma coisa com a qual eu concordo em algumas vezes)
eu sinto que quando eu conseguia escrever, eu ia me soltando...
Tirando um peso das minhas costas... e do meu coração.

Hoje, eu não sei se consigo ... só escrevo no blog e,
na real, nem sempre gosto.
Às vezes é um saco!!!
Mas acho que tem mais relação com o momento que eu estou vivendo,
do que achar realmente ruim escrever.

Eu quero conseguir falar de tudo que eu sinto:
da tristeza, da raiva, da frustração, dos medos, das angústias,
loucuras, delírios, .... das pessoas.
Da minha vida, do meu passado, da minha origem!
Deixar o verbo que existe dentro da minha cabeça criar forma.
Compartilhar com todos a minha forma de pensar e ver.

Ontem eu estava me lembrando de momentos da minha vida ...
lembrei de como eu conheci o Fernando Vieira, por exemplo.
Funcionaria como roteiro para uma daquelas comédias românticas americanas.
E foi tudo real! E tinha vários detalhes tão bonitos!
E eu nunca tinha percebido antes, veio ontem, pela primeira vez.

O que perturbou a nossa relação, que era profunda, amorosa e sincera,
foi a culpa que carregamos junto com a paixão.
A culpa por sentirmos tesão um pelo outro,
e por termos sido ensinados que isso era errado,
não combinava com uma relação que o Senhor abençoasse.
Quanta dor, quanto peso e ressentimento, isso criou para os dois.
Quanto o meu medo de ser tocada e de me apaixonar,
criou vários outros obstáculos na nossa relação.
Em alguns momentos, eu o infernizei tanto, para que ele não me suportasse e fosse embora...
E ele até que resistiu bem, por várias vezes.
Eu tentava provar que os homens não valiam o risco.
Mas só compreendo, que era isso que eu estava fazendo, agora.
Namorei ele dos 18 aos 20 anos, entre idas e vindas,
e só compreendo muitas coisas que disse e fiz, agora.
E estou com 35 anos.

Tenho lembranças bem bonitas de nós dois.
Lembranças que são como uma fotografia dentro da minha cabeça.
Porque eu acredito, que algumas lembranças são tão bonitas,
importantes e tocantes, que elas se tornam fotografias tiradas pelo coração.
Eu tenho várias. Algumas delas, eu tirei com o Fernando!
Tenho fotografias lindas tiradas com diversas pessoas, e acho que nunca contei isso para elas.
Talvez, se eu começar a escrever sobre essas coisas, e registrá-las no blog ou mesmo em um livro, mais pessoas compreendam o quanto elas foram ou são importantes prá mim.
Mesmo que hoje nossa relação não tenha a proximidade que já tivemos, elas fizeram parte da minha história e são únicas, insubstituíveis, raras, prá mim.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

E se eu simplesmente sentisse ...

Se eu conseguisse, simplesmente, me entregar.
Sentir, amar, confiar, arriscar ...
Não ficar medindo o tamanho do tombo ...

Mas eu não consigo escolher fazer isso.
Eu penso, reflito e determino o final da história.

É assim que eu faço com tudo que eu sinto por ti ...
eu já escrevi o final do roteiro, e o final não é feliz!

Pelo menos, eu não consigo imaginar
um final feliz entre eu e você.

Aos meus olhos, a tua loucura
alimenta a minha loucura.
E o final triste e depressivo é certo.

E tudo era tão simples ...
um amor grande, sem cobranças,
sem grandes ilusões,
apenas um grande amor,
por um homem que eu conheço,
sei das faltas, das carências, das loucuras,
que me conhece, e com quem eu me sinto a vontade.
Que eu não desejava que fosse o grande provedor
da minha vida e possível felicidade,
e por quem eu não me sentia responsável
de prover coisa alguma.
Tudo que eu te dei, fiz por vontade própria,
sem obrigação, sem jogo.
E senti um grande prazer em estar junto,
abrir meu coração, mostrar-me, enxergar-te.
Senti medo também ...
mas ao mesmo tempo ...
um prazer de me perceber capaz de te amar ...
ter tanta alegria em poder me dar.
Se você fizesse idéia ...
mas eu sempre desisto antes de entrar na batalha.
(deixo para as outras, não é para mim).

Nunca consegui verbalizar
o tumulto de emoções que me possui quanto te vejo,
quanto estás perto, quando estás longe.

Nunca consegui te dizer ...
que várias vezes, te senti perto, te quis perto,
quis poder te dar mais.
Mas fiz outra escolha, a escolha racional,
e o momento passou e talvez ...
nunca mais volte, ou volte muito depois.
Mas eu preciso que saibas ...
que o meu coração fica preenchido de um amor desconhecido,
de uma energia dolorida e ao mesmo tempo nutridora.
Fico tomada por um medo paralisante
de ser rejeitada, de ser aceita,
de não ser correspondida, ou de ser ...
qualquer que seja o resultado ...
eu desisti, paralisei.
Sucumbi a minha velha programação e desisti.

Ao junkie que eu amo, um grande abraço, e um "até algum dia"!!!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Ontem

Ontem foi um dia estranho ...
Falei com o Vladimir, no msn, e fiquei de novo com aquele sentimento ...
ele está fazendo uma enorme força para se destruir...
e me dá uma sensação ruim!
Um sentimento de perda, de dor, de confusão.
Começo a me lembrar de como fica o meu peito
quando eu começo a sofrer e querer me destruir ...
é tanta dor, tanto medo, tanta confusão ...
e daí a morte parece uma solução tão relaxante.
A morte não me assusta.
Me traz paz. Uma sensação de alívio. Descanso.

Mas sinto que isso é pouco para o Vladimir.
Ele quer a morte trágica, a dor, o castigo.
Parece as trevas exteriores descritas pela igreja.
O inferno descrito na Bíblia.
Dramático, quase literário ... a cara de Netuno.
Talvez por isso eu goste dele.
O drama me atrai, mas ... nos outros ...
na minha vida eu dispenso.

E o mais estranho, é que ontem foi o primeiro dia,
depois de vários dias nublados,
em que eu estava no maior bom humor.
Até estava com aquela sensação de 'sem saco',
mas bem reduzida.

Meditei de manhã cedo,
e fiquei bem.
Na verdade, fiquei muuuuuuito bem!
Um bom humor, uma alegria.
Fiquei cantando os sambões que me vinham a kbça
rindo, me sentindo leve.

E de noite, teve a AUM.
Foi esquisito tb!
Na dança da sedução, quase me deu um ataque de risos.
Parecia q todo mundo tinha sofrido uma crise
um congelamento, uma rigidez, e eu fui achando tão ridículo
que fui dançar com o Charles e depois com o Vinod.
Não sou a fim deles, mas ... pelo menos me diverti mais.

hoje ... ainda tem tempo e muita coisa pode acontecer.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Sem saco

O Vini q tem razão ...
ou eu me meto com cara 'casado' ou 'cagado'.
Q saco!

Nem com os meus amigos a coisa flui ...
Tô sem saco até com o Vladimir, com quem
eu sempre tive a maior paciência.
Ele é outro covardão.
Mas eu nem vou dispender a minha energia
puxando ele prá perto. Tô sem saco!
Não deixei de amar o cara do fundo do coração ...
só não tô a fim de desfocar do lance de arrumar um emprego,
prá ajudar ele a se mexer, e ver q ele vai se afundando,
mais e mais. E é a escolha dele!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Está doendo

Alguma coisa dentro de mim está doendo muito,
e eu não consigo enxergar o que é.
Só sei que me sinto sem saco, cansada,
com vontade de ir para um lugar onde eu possa,
realmente, me sentir sozinha.
E daí soltar a dor lá, nesse lugar.
E voltar com outra energia ...
se é que isso pode acontecer.

sexta-feira, novembro 25, 2005

O que me dá prazer?!

Mais uma sessão terapêutica,
mais uma pergunta, e eu fico pensando depois ...
O que, nesta vida, me dá mais prazer?
Poucas coisas tem sido tão gostosas
como as aulas de música.
Sejam as aulas de violão, ou as aulas de teoria,
me possibilitam um prazer inquestionável.
Eu me sinto brilhando quando eu saio da aula.
É tudo de bom!
A idéia de aprender a tocar surdo
me deixou entuasiasmadíssima.
Fico contando os minutos prá começar a história.
O tarô, muitas vezes, me deixa assim.
Quando eu jogo para alguém e
confio no que estou dizendo,
eu fico radiante.

Eu sei que estou brilhando mesmo que ninguém possa ver.
Eu sei, eu sinto, a energia que existe dentro do meu corpo.
É real, quase palpável prá mim.

E, me sinto como uma criança,
descobrindo palavras, movimentos, expressões,
cores, nuances novas a cada momento,
a cada aula, em cada página da apostila.
Cada vez eu gosto mais de cantar,
e já não me importo com o fato de não ter preparo teórico,
quero ir na emoção, confiar, me soltar,
mostrar o prazer que isso me traz.
Isso é bom, eu não tenho a menor dúvida.
Tomara que se mantenha.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Nova postagem

Um tempão completamente fora do ar. Sem saco prá escrever.
Mas tudo ok. A idéia nunca foi de q a coisa se tornasse uma missão e sim,
um prazer a mais, a oportunidade de fazer uma coisa que eu curto que é escrever,
sem ter a obrigação e sem dar muita atenção para o fato de que dizem
que eu escrevo demais e falo de menos.
O q é real, eu concordo, mas na verdade eu sou profundamente tagarela e não deixo as pessoas saberem.
Eu falo tanto ou mais que o Léo Rushan, por exemplo, mas ...
tem muita gente que eu nunca deixei ver q isso existe.
Bobeira minha, eu sei, mas ... tá incluído no meu pacote.

Tô tentando estudar, e não dando conta nem da metade do conteúdo.
Tô buscando me abrir e sentindo uma dor nas costas para a qual estou perdendo a paciência.
Tô a fim de me mudar de cidade, desde q eu arrume emprego
e pode ser qualquer lugar do país (só não vou para o interior do estado, isso tá decidido).
Vou fazer um concurso em Brasília, e estou buscando descobrir mais coisas da cidade
prá me preparar para o q posso encontrar qdo viajar para a prova.

E eu quero uma grande história de amor.
Continuo com isso!
Um cara, q não precisa ser perfeito (porq isso não existe) mas
por quem eu me apaixone, e o mais importante:
ele se apaixone por mim no mesmo período.

Terça-feira, depois q eu meditei, fiquei lembrando ...
já aconteceu várias vezes ... os caras são a fim ...
de ser meus amigos
ou ...
de me ver como a "trepadeira oficial"
(q é um título insólito para a mulher q não conseguia transar,
com o próprio marido, mas foi só um parenteses).

E daí, o q acontece? por q isso acontece?
Os caras são tão asquerosos assim? É só isso q me atrai?
Eu realmente sou a fim de me apaixonar, ou
eu faço de tudo prá me meter em roubada prá isso não rolar?

Tem um lado em mim, q é tão frio, q, realmente, só quer transar
e eu tenho um pouco de vergonha disso.
Não me interessa atingir um nível mais profundo.
Eu tenho q matar a minha necessidade! E é só.
E daí, cruzo com uns caras bem parecidos.
Ou então, fico amiga, e deixo de ser a fim.
Qdo o cara vira amigão, do peito, é foda!
Eu assexuo o cara!
E muitas vezes, na real, o cara mexe comigo e eu anestesio isso
prá não ter de bancar o q eu sinto!
Fico com medo de ser rejeitada e deixo prás outras
(como me disse a Charu uma vez).
Acho q, de verdade, eu acho q não tenho a menor chance e
já desisto antes de começar.
Ou tem algum outro rolo escondido nessa coisa.
Sei lá, deixa rolar.
Eu sou a fim de mudar isso, mas nesse momento ...
não sou tão a fim assim. Admito q tenho medo!!!
E é isso.

domingo, agosto 07, 2005

De novo

De novo, aquela vontade insana de me apaixonar.

Vontade de sentir o coração batendo mais rápido pela simples menção do nome do cara.
Aquela sensação, mesmo quando eu estou sozinha,
fazendo as minhas coisas; de que ele está sempre comigo!
Que basta fechar os olhos pra sentir o cheiro dele, sentir o beijo dele!
Uau... sensação muuuuuuito gostosa!
Vontade de sentir a pele dele!
Tocar, cheirar, beijar, acariciar suavemente, agarrar enlouquecidamente!
Ah .... qto tempo sem isso.
Ah ... e não basta me apaixonar...
Quero ser plena, total, inteira, absolutamente: correspondida!
Desejo tesão, paixão, fogo, calor, loucura,
carinho, doçura, cumplicidade,
parceria, companheirismo, brigas,
videozinho em uma tarde chuvosa agarradinhos em baixo das cobertas.
Hoje seria o dia perfeito para estar com 'ele'.

O problema é que não existe um "Ele".
Mas eu quero um "Ele".
E não estou desejando ninguém em especial,
mas gostaria que ele se tornasse especial prá mim!

Ah... antes eu tinha tanto medo de me apaixonar.
Agora parece que eu busco por isso de tempos em tempos, com sofreguidão.
E, ao mesmo tempo, quero experimentar homens diferentes.
Não sei mais o que eu quero!

segunda-feira, julho 25, 2005

Final de semana

Novamente, um final de semana maluco.
Começou com péssimos presságios ...
rinite e sinusite a mil,
muita dor de cabeça e
um frio de rachar nessa cidade.
Desisti de passar o final de semana no sítio e fiquei em casa.
Estava muito vulnerável para enfrentar tanto frio.
Pedi ajuda para um amigo pois o Vini também não estaria em casa.
E daí foi algo...
Conversamos sobre tudo.
A minha vida, a vida dele, os delírios dele e os meus,
amigos em comum, outros amigos nada em comum, livros, shows.
Fomos ao cinema, ouvimos música, vimos dvd do 'Los Hermanos',
dormimos de madrugada (madrugada mesmo, tipo 5h da matina).
A sinusite foi cedendo, e eu fui me sentindo mais e mais aberta com ele.
E daí rolou algo diferente.

Ele parecia tão aberto, tão vulnerável, dava vontade de ficar perto,
nunca tinha sentido ele assim, tava quase irresistível ...
E a gente acabou transando, e foi muito bom!
Na hora, na hora mesmo, eu fiquei com vontade de impedir o livre curso dos fatos:
uma vozinha lá no fundo dizendo que íamos fuder com uma amizade linda!
Depois eu relaxei ... não tenho como medir o tamanho do tombo.
Não tem como garantir que vai acontecer uma coisa dessas ou não.
Se acontecer, eu lido com isso depois.
Naquele momento, eu tava a fim de experimentar estar com ele.
E eu curti um monte!
Mas a tal vozinha veio depois de novo ...
Fiquei meio insegura.
Ainda passamos o dia juntos, mas eu não chegava muito perto dele.
Não sabia como agir.
Ele sabe um monte de mim:
das minhas historias com os homens, paixões, inseguranças, medos.
Eu sei um monte dele: as paixões (uma em específico), amigos, loucuras.
E de noite, eu relaxei de novo.
Independente de qualquer coisa, eu amo um monte aquele cara.
E, no momento, é o que conta.
Daí conseguir chegar perto de novo, beijar, abraçar, e não ficar cheia de medos.
Eu quero que ele saiba que foi bom, mexeu um monte comigo,
principalmente, porque eu já tenho um canal de amor profundo por ele.
Acho que eu cheguei a dizer isso prá ele, mas ... de novo,
acho importante deixar registrado.

quinta-feira, julho 21, 2005

Leo Vladimir

O Leo escreveu.
Tava com saudades dele, mas já tinha perdido esperanças q ele desse noticias.
Meu amigo ariano rebelde, auto flagelante, despreocupado de si.
Tomara q ele continue mandando noticias.
Não tô muito a fim de escrever, mas queria registrar q o Leo está voltando (assim espero).

"Beijos, Bodhi Rushan, espero q vc continue por perto!
(Rajani)"

terça-feira, junho 21, 2005

Renato

Tem coisas na minha vida que são meio sem explicação.
Como quando eu conheci o Vini e caí de amores por ele.
De contar coisas q eu não tinha coragem de contar prás minhas amigas.
Dos lances de sexo, curiosidades, medos, inseguranças.
Coisas que faz bem pouco tempo que eu comecei a falar prás minhas amigas,
e que para ele eu já falava há um tempão.
De ouvir ele falar de um mundo completamente diferente do meu
e ir ampliando as minhas perspectivas.
Claro q, tem o meu rolo, a segurança que ele me traz.
Nunca precisei me preocupar que o Vini venha a me atacar, me seduzir.
Meu rolo com os homens não pega com ele.
Mas isso eu enxerguei faz pouco tempo.

Falei tudo isso por causa do Rêna.
Foi quase a mesma coisa.
Conheci o Rêna, qdo o Vini levou ele num sarau que teve no Namastê
(nem lembro qdo foi isso, mas faz tempo)
Achei ele um doce de pessoa.
Mas, a gente não ficou amigo, próximos.
Eu só simpatizei.
Perguntava dele para o Vini, gostava de vê-lo. E era isso.

E daí, faz um tempinho (uns dois meses, eu acho), a gente tá mais próximo.
Ele tá sempre com a gente.
E me pegou num período tri tumultuado, e ao mesmo tempo, mais aberto.
Onde eu comecei a falar de todos os meus rolos prá grande maioria dos meus amigos.
E como ele chegou na minha vida bem nessa época,
tornou-se amigo de confiança, de uma hora prá outra.
Ele tem acesso a coisas a meu respeito,
que muitos outros amigos demoraram a saber.
E ainda nem sabem, na real.

E ele tem alguma coisa que fecha comigo,
talvez o mesmo tipo de carência, talvez a mesma forma reservada de ser,
e ao mesmo tempo tão necessitado de pessoas por perto, de toques amorosos.
Talvez a mesma capacidade de trabalhar e só ver o trabalho pela frente.
De engolir coisas que não é a fim, prá tentar provar prá si mesmo
que é adulto, forte, racional.
Talvez, o mesmo romantismo...
Ou talvez, nada disso, mas ... tem algo que bate.

Também tô falando tudo isso por que, desde ontem,
queria falar com ele e não rolou.
Fiquei preocupada, ele não me pareceu legal.
E sabe quando você se dá conta que se importa muito com aquela pessoa?
Não é a mesma coisa que gostar um pouco, é se importar muito.
Meio parecido, com a antipatia que eu tinha com o Gabriel/Frodo
porque eu achava que ele não tratava o Vini, como ele merecia.
Me lembro que naquela época, eu entendi o quanto eu me importava com o Vini.

Eu, as vezes, acho que o Rêna não se trata bem.
E fico incomodada, e quero que ele se trate diferente.

Acho que também tem relação com o fato
de que eu já tive pouca compaixão por mim.
E eu vejo isso nele também.
E isso é dolorido. Eu sei.
Queria poder fazer ele entender que isso não é legal.
Ao mesmo tempo fazer ele enxergar que tem de se cuidar melhor.
Que por mais preocupação que eu tenha por ele,
ele tem de se amar muito, eu não posso fazer nada a respeito.
É tudo com ele, mas ... que eu estou por perto e amo ele como ele é.
Eu sinto isso por vários amigos: o Vini, o Z, o Lu, a Lu, ...
Mas me deu vontade de falar sobre o Renato.
Sei eu lá ...
Deixar registrado.
Pareceu importante.

segunda-feira, junho 20, 2005

O que eu estou disposta a fazer??

Hj eu acordei meio mal. Emburacada.
Me sentindo uó.
Me pegou de novo, aquela vontade de me apaixonar,
por um cara bem apaixonado por mim.
E daí, eu fiquei mal. Porq a carência e a necessidade estão grandes.
Quando eu sinto isso, a fome de sexo diminui, porq eu não quero
qualquer pessoa ... eu quero A PESSOA.
Que não é nenhuma pessoa em especial (graças a Deus) mas q tem de ser especial prá mim.

De noite, fui prá casa da Saravati e estávamos conversando e a Geeta fez uma pergunta.
O que a gente estaria disposta a fazer prá atingir o que é a fim?

Eu ainda não sei o q eu sou disposta a fazer, mas ... acho q preciso ser a fim de mais do q eu fiz até agora. Não sei bem como mudar a energia de desistência e desânimo com relação a isso q sempre me pega ... mas sou a fim de mudar a minha história.

O que eu sou a fim de fazer????
O que for necessário.

sexta-feira, junho 17, 2005

O encontro/ a conversa

Eu tenho hepatite C, descobri no ano passado qdo fui doar sangue para o pai da Amrita.
E desde então eu faço acompanhamento para ver como o meu figado está reagindo.
Na verdade, eu tenho hepatite no sangue mas ela está quietinha,
não se manifesta e não me prejudica em nada, até o momento,
mas tenho q ficar acompanhando a situação.
Há algumas semanas atrás meu gastro pediu para eu fazer uma biópsia
para q ele pudesse ter certeza de algumas coisas,
e ela estava marcada desde então para o dia 16 de junho de 2005.
Deu o acaso q na véspera eu tive a conversa com meu pai. Coisas da vida.

Bom, ontem eu fui para o Namas, conversar com a Shanti,
e ela me sugeriu uma meditação chamada "no-mind",
onde eu poderia dar vazão a um pouco da carga no gibberish,
mas sem pirar demais, sem soltar a maior pressão,
porq ela achava q eu precisava daquela carga para encontrar com ele.

Depois da meditação, eu me sentia exatamente assim:
dei uma aliviada mas não descarreguei,
só deu uma acalmada prá não pirar até as 21h.
fiquei no Namas até quase 20h, fui prá casa e esperei.
Meu pai chegou antes das 21h (uns 10 min antes).

Eu disse prá ele q tinha tido um dia ruim.
Q a perspectiva de encontrá-lo não me deixava tranquila,
q nossa relação nunca tinha sido legal e
por isso eu tava meio tensa.
Ele admitiu q tinha sido um dia dificil prá ele,
tinha ficado meio nervoso,
perguntou se eu achava q devíamos conversar,
podíamos adiar mais um pouco.
Eu só disse q 'nem pensar',
já tínhamos protelado por tempo demais a conversa.

O Vini tava em casa, no quarto.
Nós combinamos q se eu me sentisse insegura ou qualquer coisa,
ele tava no quarto e era só eu chamar.

No início eu entrei na coisa da raiva com ele, como sempre.
Depois o Vini disse q o meu tom de voz não deixava dúvidas
q eu tinha entrado no lance da raiva quase q no primeiro momento.
Fácil fazer isso, qdo é com ele.

Comecei a falar de como eu senti ele, a presença dele,
ou a falta da presença na minha infância, a ausência, a irresponsabilidade.
Eu nem lembrava, mas ele disse q eu já tinha esse discurso,
desde pequena, q ele sabia q eu tinha essas cobranças.
Me disse algo sobre ser uma pessoa q tinha muita fome de viver,
e acabar não vendo se com isso ele estava passando por cima das outras pessoas,
se ele tava machucando alguém.
Q a pessoa q é como ele acaba não pensando nos outros, mas q não é por mal.

E daí me veio a sensação q, ou entrava de sola no assunto principal, ou eu não ia conseguir.

E daí eu perguntei se, nessa fome de viver dele, estava incluído no pacote tentar abusar de mim?
Num primeiro instante ele fez q não ouviu e eu repeti a pergunta.
E qdo eu repeti a pergunta eu já senti a dor, e comecei a chorar.
Ele me disse q sabia q eu ia falar disso, q ele tinha vergonha,
q era um assunto dificil de falar prá ele.
Q jamais em momento algum ele pensou q isso tivesse me machucado tanto,
mas ao mesmo tempo, ele tb tinha noção,
q eu rompi relações com ele por causa disso.
E ele não queria q eu chorasse, dizia prá eu me acalmar.

Eu disse q não conseguia falar do assunto sem chorar,
perguntei se ele algum dia fez noção do qto tinha me machucado.
Do fato de q, ele era ausente, irresponsável,
nunca tinha tido um comportamento amoroso comigo,
a não ser q estivesse embriagado
(o q obviamente prá mim, nunca tinha contado muito como demonstração de afeto)
e q qdo ele começou a reparar em mim,
foi no início da minha adolescência
e porq ele queria me comer.

Perguntei se ele fazia noção do nojo q eu sentia,
do medo q me dava, cada vez q ele começava com aquele jogo nojento,
de "fica aqui com o pai, senta no colo do teu pai, me abraça,
me beija, deixa eu te abraçar".
Ele nunca tinha me abraçado muito, até aquela época,
e de repente, ficou com uma vontade de ser amoroso,
carinhoso, desde q pudesse passar a mão nos meus seios e tudo mais.
E q única coisa que eu sabia era q precisava escapar, porq senão eu ia me fuder.
Falei da força física, da tensão muscular, q eu fazia prá escapar,
e do medo de contar prá alguém e as pessoas acharem q eu tinha feito algo de errado.
Q eu tinha certeza q eu tinha feito algo errado e por isso tinha vergonha de falar qualquer coisa. Da confusão q isso foi criando, da sensação de
frustração, do ódio q eu comecei a alimentar,
da revolta pois na frente da mãe,
ele sempre implicava com tudo q eu dizia, fazia ou falava,
mas qdo ela não tava junto entrava naquele jogo de sedução nojento.

Falei q isso veio com força no meu casamento,
q várias vezes qdo o Jerry me tocava eu entrava na viagem da historia com ele
e rejeitava o Jerry, ficava enojada, com raiva, em pânico.

Da sensação de não ter com quem contar prá me ajudar.

Eu chorava, as vezes chingava, ele pedia prá eu me acalmar, não chorar.
Dizia q tinha vergonha, q quase desistiu de vir porq tinha muita vergonha de tocar no assunto,
q ele tinha saído do normal dele, nunca tinha sido tão escroto com ninguem, e várias coisas.
Mas q ele sabia q não podia ficar sem ouvir essa historia de mim, sem saber o q eu tinha sentido.
Nunca tinha imaginado o qto podia ser doloroso.
Não imaginava q eu lembrava de tudo com tanta força.

Eu falei da raiva q eu fiquei dele e da mãe,
qdo a história veio a tona,
mas ninguém tocou no assunto.
Mudaram-se as regras da casa,
eu não podia mais ficar com ele sozinha na casa, mas ...
ele podia me visitar e eu não podia discutir, reclamar, questionar.
Qdo isso aconteceu: eu tive certeza q eu tinha feito algo muuuuuito errado,
porq eu me sentia punida pelo q tinha sido descoberto.
Q eu precisava desesperadamente q alguém conversasse comigo,
dissesse q eu não tinha feito nada errado,
mas q o silêncio se instalou e eu comecei a pensar q eu era louca,
q eu tinha inventado tudo aquilo,
q não era possível q os dois soubessem de tudo e convivessem naturalmente,
e q a única pessoa q tinha raiva e revolta era eu, e ainda era questionada por isso.

Falei q teve uma hora q eu desisti, não tentei mais ser ouvida.
Tinha ódio, queria q ele morresse,
tava com raiva da mãe, mas desisti,
se eu continuasse me debatendo eles iam me enlouquecer de qualquer maneira.

Q aos 18 anos, eu tinha enchido meu saco,
tinham sido 7 anos convivendo com a farsa,
recebendo as visitas dele, sem a minima vontade de vê-lo.
Todo mundo: primos, tios, me questionando porq eu nunca
olhava prá cara do meu pai, nunca falava com ele,
e q eu só dizia q eu não gostava dele, não queria ele por perto, mas ... aguentava.
E q daí, eu cansei.

Passei a ficar fechada no meu quarto, estudar,
ficar mais e mais arredia com ele e com a minha mãe.
Já não chamava ele de pai há vários anos.
Prá mim, eu nunca tinha tido um pai, não tinha motivo prá chamá-lo assim.

Q qdo ele desistiu de ir em casa me visitar,
prá mim foi um alívio.
Q eu tinha tentado fazer o mesmo q eles:
deixar de tocar no assunto,
fingir q não tinha acontecido e
fazer o q eu pudesse fazer por mim, sem ajuda.
Mas q prá mim isso significava nunca mais olhar prá cara dele.
E q eu esqueci do rosto dele, da voz dele.
Só não esqueci q eu tinha muito ódio e ressentimento.
E nada se resolveu fingindo q não aconteceu, ficou até pior.
Falei q eu entrei na igreja prá ser diferente dele.
Do medo de ter filhos e acabar fazendo a mesma coisa q ele.
Falei de todas as pirações q a historia já me trouxe.
E ele ficou duro, sem conseguir reagir, nem ao menos chorar.
Tentou várias vezes se defender, e eu só dizia q ele tinha de me ouvir até o fim.
Eu via q doía mas ele se segurou. Mas ficou bagunçado.
De repente, acabou.
Eu não queria mais falar, tava vazia, aliviada.

Daí eu ouvi todas as argumentações dele
(tinha esquecido o qto ele era argumentador),
ele pediu perdão, disse q não sabia o q dizer, o q fazer.
Q sempre soube q eu deixei de falar com ele por causa do ressentimento nessa historia,
mas tinha medo de me ouvir, tinha vergonha.
Ele não imaginava q doesse tanto e ao mesmo tempo ele imaginava tb.
Disse q entendia, q não era só o fato da historia q me doía.
O q me doía mais, e só agora ele conseguia enxergar,
era q ele nunca tinha me amado como um pai qdo eu era criança
e precisava muito disso, e q ao crescer
ele me deixou claro q não tinha o amor de pai prá me dar.

Ele disse "tu só queria q eu te amasse como filha e eu nunca te dei isso!!"
Nessa hora eu chorei muito ouvindo ele.
Parece q ele tinha me entendido.
Ele tb disse q eu não precisava me sentir culpada.
Q eu não tinha feito nada de errado,
e q a ilusão q eu alimentei de q todo mundo tinha passado
por cima da historia e tinha resolvido não era real.
Ninguem tava com nada resolvido.
A sombra teve ali o tempo todo.
Mas q ele queria q eu sentisse q eu não tive culpa.
Tb chorei muito ouvindo isso.
Eu precisava ter compaixão por mim no meio desse tumulto.

Sei q a conversa foi até umas 23h.

Ele me perguntou se a gente ia continuar se falando,
ou se eu só precisava desabafar e depois a gente nunca mais ia se ver.
Eu disse q não tinha preocupação, q eu sabia q a gente podia conversar mais,
outras vezes, q ele pode me ligar, q eu vou ligar prá ele, q eu quero conhecer meus irmãos,
mas q antes de nós conversarmos, eu não ia conseguir fazer nada disso. Q naquele momento, eu tava me sentindo muito cansada, mas q outras vezes a gente vai se falar.
Saiu um peso enorme de dentro de mim.

Não bateu um grande amor pela pessoa, mas uma sensação de limpeza,
e de q o q ele podia entender, já tinha sido dito, eu tinha esvaziado.
Pedi para ele ir embora por causa do meu cansaço físico, mas eu me senti bem.

Só tive q dormir com o Vini, porq não tava a fim de ficar sozinha,
delicada do jeito q eu tava me sentindo.
Ontem, depois da biópsia eu tava me sentindo bem.

O cansaço me bateu forte hoje.
Não conseguia sair da cama.
Dormi quase o dia todo.
Parece que todo o meu corpo pediu folga.
Já foi, já passou toda a adrenalina, agora eu preciso descansar.

Mas agora de tarde já estou bem melhor.

foram muitas emoções em um curto espaço de tempo.

quarta-feira, junho 15, 2005

Hoje

Hoje, as 21h, eu vou encontrar com meu pai.
Isso, se ele não inventar uma desculpa de novo prá fugir da história,
como ele fez no final de semana.
Ele vai lá em casa.
Acabei achando melhor prá poder ter uma pessoa q eu confie por perto.
Combinei com o Vini prá ele ficar junto.

As nossas ultimas conversas por telefone foram bem mais leves prá mim,
eu até conseguia chamar ele de pai,
coisa q eu não fazia muito, nem qdo a gente se via mais seguido,
q dirá nos ultimos 16 anos.
Mas hj ...
eu tô quase com uma crise de fibro instalada no meu corpo.
Tô tensa, dura, meu trapézio quase lateja de tão rígido.
Ontem de noite eu já tava mal.
Um pouco triste, um pouco irritada,
uma sensação de esgotamento, de desistência,
de não vale a pena, melhor ficar quieta e sumir.
Hj é a rigidez, os músculos duros.
A sensação de tristeza, de raiva, de sufocamento.
Consigo lembrar q essas sensações eram as que eu vivia
quando a gente se encontrava, mas
não consigo mudar as sensações.
Tô assustada, agitada, angustiada.
Tô com raiva também.
A mandíbula tá dura, a respiração tá diferente,
como seu eu fosse para o "eu te odeio" nos próximos 5 segundos.
Se eu não tivesse decidido q vou nessa história até onde tiver de ir,
eu juro q desistia agora mesmo.
Meus braços dõem, por causa da tensão nos meus ombros.

É louco perceber o quanto o meu corpo reflete o meu estado emocional.

Antes eu não enxergava isso.
De uns tempos prá cá,
não importa o que esteja vindo,
eu tenho sensações corporais que parecem gritos,
de tão forte que eu sinto.
Foi assim quando revi o Amauri e tive as sensações corporais fortes
sobre querer ficar com ele,
foi assim na semana passada, quando entrei na onda que precisava transar,
e senti o agito interno que isso tava me causando.
Está sendo assim hoje, com a tensão pré reencontro.
Eu queria gritar até explodir.
Mas talvez seja até bom que eu não possa fazer isso.
Talvez ... eu precise levar essa carga toda para a nossa conversa.

terça-feira, junho 14, 2005

Só vou gostar de quem gosta de mim

Em uma maratona da formação 4,
o Milan disse que eu tinha de considerar uma música
como um lema prá mim, dali por diante:
"Só vou gostar de quem gosta de mim", do Roberto Carlos.
Eu lembro que ele até cantarolou a música um pouquinho.
Eu fiquei olhando prá ele e não entendi como fazer isso.
Mas eu nunca esqueci do que ele falou.
Até hoje, acho que ainda não aprendi a fazer isso, mas ...
estou aprendendo.
Depois de passar a vida buscando ser rejeitada, sofrer,
me esforçar para não dar certo,
eu ainda não aprendi a fazer o que ele me sugeriu,
mas sinto que já melhorei bastante do que era.

A letra da música é assim:

De hoje em diante/Vou modificar o meu modo de vida/
Naquele instante que você partiu/Destruiu nosso amor/
Agora não vou mais chorar/Cansei de esperar/De esperar enfim/
E pra começar eu só vou gostar/De quem gosta de mim/
Não quero com isso dizer que o amor/Não é bom sentimento/
A vida é tão bela/Quando a gente ama e tem um amor/
Por isso é que eu vou mudar/Não quero ficar chorando até o fim/
E pra não chorar/Eu só vou gostar de quem gosta de mim/
Não vai ser fácil eu bem sei/Eu já procurei/Não encontrei meu bem/
A vida é assim/Eu falo por mim/Pois eu vivo sem ninguém

Naquela época, eu ainda era apaixonada pelo Vijay.
E tinha desistido de tentar com qualquer outra pessoa,
pois o único cara que me interessava,
não era a fim de mim.

De alguma forma, o conselho funcionou.
Só não sei explicar como.
Hoje eu tenho um grande carinho pelo Vijay.
Mas já me apaixonei por outros caras,
já desisti, já tentei de novo.
Acho, que ainda não aprendi a usar a música como lema,
mas não vou desistir de tentar.

Quem sou eu

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Garibaldi, RS, Brazil
Sem palavras pra descrever