domingo, julho 06, 2008

Eu tenho dificuldade

Eu tenho dificuldade em confiar nas pessoas.
Parte da minha história de vida, das minhas referências e das minhas lembranças.
Mas, ao mesmo tempo, às vezes me tomo de amores por algumas pessoas.
Pessoas que eu amo apesar das diferenças ou defeitos.
Na verdade, acho que são os defeitos ou dificuldades delas, que mais me atraem.
É como se eu enxergasse algo que a minha razão não vê, mas meu coração se apaixona.
Assim fiz vários amigos.
Muitos, de quem me afastei, com o passar do tempo e muitos de quem não sei mais nada, e alguns com quem ainda mantenho contato, de alguma forma, sempre que posso, e mesmo quando nem posso. E outros, que nunca me impressionaram muito, foram ficando e não fazem falta.
Como o Vini foi amor a primeira vista, por um ser humano frágil e machucado como eu.
Amor por que eu vi a humanidade dele, e não fiquei enxergando-o como alguém acima, ou demais ou excessivo, como eu enxergava a maioria das pessoas. Não vi o fantástico mundo de Vinícius. Apenas vi o Vinícius, sem títulos, sem pompa, sem a segurança falsa de quem finge que sabe o que é e o que quer da vida.
Adoro ver isso nas pessoas.
Assim me permito amar e confiar nessas pessoas.
É o único jeito que as pessoas têm para me seduzir.
Sua imperfeição.
Não me sinto diminuída ao enxergar a dor dos outros e saber que isso faz parte da vida daquela pessoa também.

Mas esqueço que somente eu amo a imperfeição e me sinto segura quando enxergo a imperfeição alheia. Na verdade, sempre, esqueço disso.

Todas às vezes, na minha infância, em que expressei a minha opinião, eu fui castigada exemplarmente. E fui castigada através da indiferença, do descaso, da frieza. Não levei um tapa, não ouvi um grito, fui apenas julgada e condenada, sem direito a defesa, e senti muita e muita dor com isso. E até hoje, eu mesma quando sou muito machucada, prefiro a indiferença e o descaso da pessoa, do que qualquer outra atitude mais escandalosa ou dinâmica. Talvez, para outras pessoas, seja menos doloroso do que sempre foi prá mim, mas quando eu sigo este caminho, sei o quanto a pessoa me machucou.

E eu pensei que, como eu amo a humanidade do Vini e sempre lembro e aceito várias das dificuldades dele, que ele também sentia e agia assim.
Mas, agora descobri que não.
Algo dentro dele, escondia um ressentimento pela minha humanidade, pela minha imperfeição, ou mesmo pelas coisas dele, que mesmo que eu não condene abertamente, fica claro que eu não compreendo. E quando eu fui imperfeita, mais do que a média aceitável (nas medidas dele) tudo veio à tona.

Talvez o que eu mesma não esperasse, fosse a minha dor por isso.
E talvez eu não esperasse a repulsa e ressentimento que isso me causou.
Todos os dias eu tenho chorado por isso.
Todos os dias, as lágrimas que não saiam dos meus olhos há vários meses, e que me causavam tanta dor no peito e também uma irritação crescente, tem resvalado pelo meu rosto. Lágrimas de dor, de raiva, de decepção, ou de qualquer outro sentimento nada bom por uma pessoa que eu sempre julguei amar.
Mas como diz o Milan, no mesmo coração em que há o amor, existe a raiva, e agora é tudo que eu sinto. A raiva, a decepção e o desprezo.
Junto com toda essa raiva, veio uma crise de sinusite e asma fortíssima.
Mas diferente.
A secreção sai aos borbotões, como aconteceu nas duas maratonas que fiz e acabei sendo hospitalizada logo em seguida.
Mas eu não estou fraca e sucumbindo a força da excreção.
Pelo contrário, a secreção me irrita pelo assoar contante do nariz (que acaba por ser trabalhoso e constrangedor), mas não sinto tanta dor, não estou esgotada e desmanchando.
Parece que o ressentimento sai aos borbotões e vai me higienizando internamente.
De certa forma, isso me dá uma alegria:
Não implodi.
Explodi.
Mas ainda dói, mas de outra forma.
Eu não consigo olhar no rosto dele.
Não consigo ouvir a voz dele.
Não sei se, algum dia, vou conseguir isso de novo.
Talvez até passe, mas ... neste momento, parece impossível.
Tudo que eu quero, todos os dias, é encontrar algum lugar, bem longe dele, onde eu possa me sentir segura de novo.
E se isso exigir de mim, ficar sozinha, eu sigo.
Se não precisar ficar só, mas encontrar outra pessoa em quem eu possa confiar, eu arrisco.
Desde que eu fique longe.
Foi uma coisa tão pequena, mas me causou tanta transformação.
Eu, simplesmente, não sei o que mais aquela calma, falsa e mentirosa, esconde.
Até por que, ele usou o pior dos recursos para me magoar.
A frieza que tanto me machucou na minha infância.
E ele sabe o quanto isso me dói.
E se esqueceu, foi um amigo relapso e insensível, que ouviu mil vezes e não registrou nada dentro da mente e do coração (o que é bem possível, sendo ele como é).
E se não esqueceu ... é tão ruim quanto.
E em todas as outras vezes, eu achei que ele não fazia isso por mal.
Hoje, eu duvido muito disso.

domingo, junho 22, 2008

It's Not Right But It's Okay

It's not right
But it's okay
I'm gonna make
it anyway
Pack your bags up and leave
Don't you dare come running back to me
It's not right
But it's okay
I'm gonna make it anyway
Close the door behind you
Leave your key
I'd rather be alone
Than unhappy

domingo, junho 15, 2008

Às vezes, eu preciso ficar só

Eu pertenço a uma comunidade no orkut que fala isso.
Em alguns momentos, eu preciso "demais" ficar só.
Não faço nada de especial num momento desses.
Apenas escuto o silêncio.
Não preciso falar, não preciso ouvir.
Não preciso articular pensamentos, ter idéias.
Me faz um bem espetacular.

Mas, eu confesso, que me dá uma certa vergonha.

Se eu ainda estivesse no Namastê, sei qual seria o julgamento.
Como se eu tivesse cometido um crime inafiançável.
Me isolar, sem compartilhar nada com ninguém,
o maior dos crimes.

O problema todo, é que em alguns momentos, eu canso de tantos ruídos.
Tantos falatórios, tantos julgamentos, tantas vozes.
O silêncio é a única coisa que vai me deixar em paz.
E não ter pessoas por perto num momento desses também é tranquilizador.

Da mesma forma que gosto de música, festas, conversas e risos;
eu gosto do silêncio e de nenhuma pessoa por perto.
E nos últimos tempos, eu preciso mais de silêncio e isolamento que o normal.
Muito barulho, muito trabalho, muitas vozes ...

Gostaria de ir em um templo budista.
Dizem que o silêncio lá é repousante.
Ou talvez, no jardim do templo da IJCSUD, talvez seja boa opção tb ...
eu estou precisando de um silêncio repousante.

Lema, na voz de Ney Matogrosso

Ney Matogrosso

Lema

Autoria de : Carlos Rennó E Lokua Kanza


(Ioba iê)
Não vou lamentar
a mudança que o tempo traz, não
o que já ficou para trás
e o tempo a passar sem parar jamais
já fui novo, sim
de novo, não
ser novo pra mim é algo velho
quero crescer
quero viver o que é novo, sim
o que eu quero assim
é ser velho.
envelhecer
certamente com a mente sã
me renovando
dia a dia, a cada manhã
tendo prazer
me mantendo com o corpo são
eis o meu lema
meu emblema, eis o meu refrão
mas não vou dar fim
jamais ao menino em mim
e nem dar de não mais me maravilhar
diante do mar e do céu da vida
e ser todo ser, e reviver
a cada clamor de amor e sexo
perto de ser um Deus
e certo de ser mortal
de ser animal
e ser homem
tendo prazer
me mantendo com o corpo são
eis o meu lema
meu emblema, eis o meu refrão
eis o meu lema
meu emblema, eis minha oração
eis o meu lema
meu emblema, eis minha oração
Ioba iê

sexta-feira, maio 23, 2008

Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

quinta-feira, maio 22, 2008

Decepção

Sou aluna de pós-graduação.
Faço Administração de Negócios.
No mesmo lugar onde eu trabalho.
Tenho aprendido muita coisa nova, afinal
toda a minha formação sempre foi voltada para a área de humanas.
Mas nunca me interessei pelos enfoques administrativos da vida.
Fui me envolvendo com gestão de equipes por uma simples questão conjectural.
Então, quando comecei a ter aulas que começaram a fornecer
uma base teórica ao que eu intuia, fui adorando.

Mas nesta semana cheguei a conclusão que não devo me iludir.

Passei pela situação de ser tachada de mentirosa,
exagerada e, possivelmente, fofoqueira.
Pelo menos foi com essa sensação que eu saí da aula na terça-feira.
Quase a mesma sensação que eu tenho quando eu converso com a minha chefe.
Cheguei a conclusão de que é política da empresa.
Fazer você se sentir um idiota, imbecil, e extremamente desrespeitada.
Acho que eu tenho que me acostumar com o mundo real.
Nossos trabalhos entregues no semestre passado foram perdidos,
nossas avaliações negativas do professor desapareceram,
e nós é que não temos o direito de querer trocar o professor
como quem troca um teclado.

sábado, maio 17, 2008

O que há - Álvaro de Campos

O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimno, íssimo, íssimo,
Cansaço...

quarta-feira, maio 14, 2008

Fibromialgia e péssimo humor

Tive uma pequena crise de fibromialgia ontem.
Pequena mesmo.
Alguma dor no pescoço e dor generalizada nas costas e um reflexo chato nos braços e pernas.
Quase nada perto de velhas crises.
Mas o suficiente para me deixar, razoavelmente, tensa.
Estava sem humor para qualquer piadinha idiota.
Saí da aula direto para o hospital para o atendimento de emergência.
Nem entrei no mérito da questão, só disse que estava com dor no pescoço e nas costas.
Ganhei indicação de um relaxante muscular, uma injeção e um dia de repouso.
Mas tenho tanto trabalho por fazer, que nem ao menos posso me dar ao luxo de descansar em casa por muito tempo. Foi só para ganhar forças.
Precisava estar bem hoje, com todas as coisas que eu preciso colocar em dia.

Ainda sinto dor, mas ... já estou melhor.
Como agora eu conheço todas as implicações, já procurei auxílio mais especializado.
Amanhã tenho consulta com ortopedista pois vou pedir fisioterapia.

Mas hoje já consegui me irritar profundamente com um colega da pós.
Homem do tipo mandão.
E eu com os nervos a flor da pele por causa de todas as coisas que a fibro trás.
Nem tive muito no que pensar.
Disse prá ele parar de me confundir com os empregadinhos dele de empresa.
Que eu fiz um favor uma vez, do qual eu estava arrependida,
por que ele está me enchendo a paciência como se eu tivesse obrigações.
E que eu não estava gostando.

Depois fiquei pensando se eu devia ter sido tão sincera.
Mas sabe ... eu devia ter falado isso antes.
Não era de hoje que ele estava me irritando com essa história.
E eu só fiquei muito irritada hoje, por que estou cansada e com dor.
Talvez, se estivesse bem, segurasse a onda por mais um tempo.
Talvez nem demonstrasse o quanto ele está me irritando.

Ainda bem que eu estou feito um porco espinho de tão cansada e irritada.

Clarice Lispector

"Eu escrevo sem esperança de que
o que eu escrevo
altere qualquer coisa.
Não altera em nada ...
Porque no fundo a gente não está
querendo alterar as coisas.
A gente está querendo desabrochar
de um modo ou de outro."

segunda-feira, maio 12, 2008

Sex and the city fazendo pensar, ou pensar mal

Uma temporada de “Sex and the city” depois, milhões de idéias fervilharam na minha cabeça.

Na verdade, nem terminou a temporada. Ainda estou assistindo, entre um dia de “entocada em casa”.

Deixe-me explicar ... o Vini adora “Sex and the city” e está copiando as temporadas aos poucos. Na verdade, se tivesse percebido o quanto ele gosta antes, acho que teria sido o meu presente pra ele no último aniversário, ou Natal, ou qualquer data festiva dessas. Bom, mas voltemos a série.

Eu assisti alguns episódios, esporadicamente, enquanto morava no pensionato, mas sou mais chegada em séries um tanto mais agitadas: CSI, Cold Case, Without a trace, Heroes, Supernatural, ou coisas nessa linha. A coisa mais calminha que eu conseguia curtir na temporada ‘viciada em séries’ foi Gilmore Girls (doces até explodir de tanta doçura). E Sex and the city está sendo uma descoberta. Guardadas as devidas proporções, visto eu não morar em Nova Iorque e nem me sentir a escritora famosa e viciada em sapatos, Carrie, ou qualquer uma de suas amigas, muitas histórias fazem com que eu me identifique. Consegui (com algum tempo de atraso) entender qual o motivo da série ser um total sucesso.

Porém, junto com a compreensão e a identificação, chegou a “nóia”.
A paranóia de solteira (mesmo que eu seja, na verdade, divorciada), sozinha numa grande metrópole, super decepcionada com as relações entre homens e mulheres.
Uma postura similar a da Miranda na série (a atriz que mais tarde assumiu ser lésbica – algo que se fizesse parte de mim, facilitaria bastante minha vida).

Já vivi tantas situações semelhantes a algumas que aparecem nos episódios, que mesmo conseguindo rir do espelho na tela, não deixei de me sentir preocupada.
Afinal, quem eu sou e o que eu quero viver? E o que me espera?

Eu tenho 37 anos, e já vivi várias situações estranhas: desde ser a “doce” menina casadoira, com cara de “boa moça” (como uma vez me disse a Arlene, uma guria de Minas Gerais que estava tentando fisgar o Alexandre Darif) na época que eu ainda freqüentava a Igreja de Jesus Cristo, até ser a “fortona’ da Lenira como me disse o Celso, meu colega de Mackenzie. Não me sinto nenhuma dessas coisas. Não o tempo todo, pelo menos. Eu vou mudando, conforme eu estiver me sentindo. E as situações que eu já vivi, também mudam.

Já vivi o bastante para um cara perguntar pra mim se eu topava transar com ele e usar um papel filme para enrolar no pênis dele (ele queria sentir como era ter um pau grande – foi a fantasia mais doida que eu já ouvi, e confesso, não me agradou). Desisti na hora do cara, com muito mais horror do que quando o mesmo cara me propôs transar a três. Essa parece ser a grande fixação de todos os homens, então, não achei tão chocante. Não.
Eu não transei a três com ele.
Não é minha fantasia.
Prefiro transar a três, com dois homens, e não tenho a menor intenção de vê-los se pegarem. Quero que os dois me peguem, isso sim.
Mas também não fiz isso.
É só fantasia.
E, acredito, nem sempre as fantasias precisam se realizar.
Em algumas vezes, é muito mais divertido fantasiar.

Também fui casada, e muito mal casada.
Odiava sexo, tinha pânico.
Ojeriza total!
Coitado do excelentíssimo!
Não posso tirar as razões dele de me odiar.
Eu, realmente, entrava em pânico.
Ele não é uma pessoa muito normal, mas depois de casar com uma mulher como eu, ele ficou pior. Se ele não tivesse sido muito podre e escroto comigo nos quesitos financeiros, eu acho que teria pena do que fiz ele passar.
Mas, devido aos problemas de ordem econômica, acho que ficamos “quites”.

Então (como bem falam os paulistanos), eu já vivi outras situações, já fui “amante” e era total, completa e perdidamente apaixonada pelo cara, e ele preferiu me manter sendo a amante. A esposinha, loirinha, de olhos azuis, pequeninha, dependente, era a única coisa que ele aceitava assumir na vida dele. A mulher de 1m72min, de cabelos ondulados, afro-descendente, e que acha um “saco” fingir que não sabe ir ao Instituto de Identificação sozinha para fazer a nova carteira de identidade, mas que é completamente tarada por ele, e com quem ele tem uma afinidade sexual deliciosa, ... bom, essa a família não iria curtir. Não a família meio portuguesa e meio alemã dele. “Bem capaz” que ele ia querer ficar comigo. Um dia eu dei um basta na história, e nós nunca mais ficamos juntos, mas eu sinto que se cruzar com ele na próxima esquina, minhas estruturas ainda balançam.

Fiquei de quatro por um amigo de Sampa.
O cara certinho, bom filho, bom irmão mais novo, profissional trabalhador e destacado. Porém, infantil e inseguro.
Mas, mesmo assim, fiquei de quatro.
No dia em que tivemos uma transa em que fomos relaxados, inteiros, entregues e amorosos, eu me abri. Fiquei totalmente tocada pela pessoa dele, independente de todas as coisas que ele tinha que não combinavam com os meus interesses mais básicos.
Já tínhamos ficado juntos outras vezes.
Mas era só uma transa com um amigo.
Segurança total.
Pessoa de confiança, sem obrigações e compromissos, e uma foda razoável.
Nada excepcional, mas pelo menos garantia o exercício.
O meu erro foi me abrir com uma pessoa infantil.

E levei um outro fora, e, de novo, por que eu não sou “suficiente”, aos olhos do cretino para mostrar ao mundo. Não sou loira, escultural, esquálida, baixinha o suficiente, não sou o tipo de mulher por quem os amigos dele ficam arrastando um ônibus (que, na verdade, era o requisito mais importante), não tenho silicone, não sou burra ou dependente, não vou me submeter. E ele parecia que precisava competir o tempo todo comigo. E, só depois de muito tempo eu fui perceber, ele achava que perdia longe, e isso era demais pra ele. Foi um golpe e tanto na minha auto-estima. Se não fosse a Rajani, na época me dar a maior força, talvez eu não me erguesse de novo.

Ela me disse que se ele não conseguia perceber o que nós tínhamos encontrado juntos, não era problema meu. Eu devia relaxar e confiar que ele não era pra mim.

Claro que não foi assim, tão rápido, pra eu relaxar, mas ... acabou acontecendo.
Pena que eu não consigo confiar nele mais.

Depois do fora, eu fiquei com a sensação que ele continuava querendo a minha vagina, mas ... o resto de mim não contava. Até por que, não sou o tipo de troféu que ele se orgulharia de apresentar aos amigos. Felicidade não importa, o que vale a pena, é a fachada enquadrada no que a tua “pequena” sociedade valoriza.

E hoje vendo os filmes, fiquei pensando que isso deve atingir várias outras mulheres.
Não foi um privilégio meu.
É uma realidade.
Não estaria no roteiro de uma série famosa no mundo todo, se só tivesse acontecido comigo.
Até porque temos o Skipper, que me lembrou um pouquinho, o Mauro.
Aquela fixação, encanto, paixão, por uma mulher que só queria dele o sexo, devido a carência daquele momento.

Mas não pense que eu me julgo muito melhor que o Marlom ou o Eric.
Eu também não apresentaria determinadas pessoas aos meus amigos.

Eu tenho dificuldades em andar de mãos dadas (que na minha mentalidade provinciana é o ápice dos sinais de namoro). Lembro-me que quase infartei quando o Amaury pegou na minha mão, em plena Lojas Marisa, da rua dos Andradas, em Porto Alegre. E quer maior sinal de que as pessoas não querem ser felizes, mesmo que esta felicidade esteja acenando, quase aos gritos? Eu e o Amaury. Uau! Sexo delicioso, selvagem, quente, e ao mesmo tempo delicado, mas ... em algum momento, por algum motivo, ele simplesmente me descartou. Eu ainda fiquei batendo cabeça, com o incentivo e conivência da galera namastéca, mas, na verdade, ele já não queria mais me mostrar pra ninguém, já tinha mais medo de mim do que da bruxa de blair. Mas se eu tivesse simplesmente aceitado os sinais dele (sinais é claro, por que homens não te dizem o que estão sentindo, apenas sinalizam) devia ter saído fora vários meses antes.

Claro que existem os homens divertidos (que eu, não consigo levar a sério).
O Pablito foi o maior próprio protótipo disso.
Me fazia rir, era gostoso estar junto, mas, como levar a sério um escorpiano brincalhão, e que não pode ver um rabo de saia, e que ainda por cima tinha uma cisma infantil com a Mahtab. Mas até hoje ele me diverte.
Assim como o Vijay hoje me encanta.
Acho ele um doce!
Pena que ele não é o tipo do homem para procurar.
A não ser que eu o despreze, ele nunca vai se apaixonar por mim.
Quando eu era apaixonada por ele, ficava com muita raiva disso.
Hoje, eu sei lá, tenho paciência.
Tenho um amor enorme por ele, como amiga, mas ... sei que ele foi feito para não se levar a sério.
Ele é o cara com quem se deve ficar de coração completamente fechado para o amor de mulher por homem. Se não for assim, a mulher se ferra, ela também passa a não servir para ele apresentar a sociedade. A mulher que gosta dele, trata ele bem, tem que ter um grave defeito ou doença, essa ele tem que desprezar. Legal é ser chutado!

Acho eu nunca mais devo assistir ‘Sex and the city”!

Mas vou assistir essa temporada até o final.

E aprender a destilar mais do meu sarcasmo sobre o amor, para ser mais real comigo mesma

domingo, março 30, 2008

2008 começando

Então ...
pela enésima vez, estou retomando meus escritos neste blog.
Nada demais.
Eu, na verdade, havia me desinteressado por ele.
Tanta falta de método, de seqüência, e quando havia algo prá dizer, havia uma tal necessidade de contextualizar, que eu fui me desinteressando.
Tanto, que em 2008, não havia escrito nenhuma vez.
But ... então ... houve uma balada do meu gosto.
Fomos ao samba da praça Roosevelt, e depois ao Pau Brasil (e quando digo, fomos, falo da Paola, Vinicius de la Rocha, Bruno e eu). Isso foi ontem.
E daí, sabe-se lá por qual motivo, passaram a falar sobre blogs.

E senti saudades da "Noite de Amor"!
Minha noite nem tão escura quanto se pode imaginar, nem tão clara quanto eu gostaria.
Meu sannyas, minha vida, minhas observações, minha mania de filosofar.

E, de repente, fiquei pensando em algumas coisas.
Por exemplo, o que meus amigos, dos mais chegados aos mais superficiais, sabem de mim?

Isso me vem, justamente por causa do Vinícius de la Rocha.
Meu conhecido em Porto Alegre, com quem fiz Namastê (e eu comecei essa história em 2002, ou seja, faz tempo), e de repente, aqui em Sampa, descubro que temos gostos em comum, que eu jamais soube que existiam. E de 2002 até 2006, quando saí de Porto Alegre, muitas vezes nos vimos, mas não nos enxergamos.
Claro que eu também percebo, que em Porto Alegre, eu nem me percebia do quanto eu gosto de samba. Isso tem ficado mais evidenciado aqui em Sampa, nos lugares que eu curto e me sinto mais a vontade. Por isso, o samba da praça roosevelt me energiza tanto (pois eu, realmente, me divirto demais).

Quantos dos meus amigos, sabem que músicas eu gosto?
Quais os meus cantores prediletos?
Quais as pessoas que sabem que eu não gosto de falar com alguém e estar com fones nos ouvidos?
Que se eu chegar em uma loja, em um balcão para pedir informações e o meu celular tocar no mesmo instante, que eu vou atender rapidamente e pedir para ligar depois, pois eu considero falta de respeito, atender o telefone e segurar o funcionário para me atender ao mesmo tempo?
Sei que isso pode ser apenas um sintoma do meu "condicionamento", mas como eu não tenho como saber o que eu faria sem o tal do treinamento, afinal ele já impregnou meus atos e pensamentos, eu sigo agindo assim, e gosto de agir assim.
Mas, quem sabe disso???

Em um aniversário meu, eu ganhei um cd da Madonna de presente.
Até hoje eu penso sobre isso.
Quem me deu, sabe do que eu gosto?
Sabe o que me interessaria?
Não sei.
Na verdade, acredito que não.

O que eu sei, sobre os meus amigos?
O que me une a essas pessoas?
O que eu sei deles?
O que eu deixo que eles vejam?
O quanto eles me permitem ver?
E o que eu simplesmente julgo?
Sei não.
O que faz com que todas as vezes que eu veja tulipas eu me lembre da Paty Valim?
Que ao ver selos diferentes eu lembre do Vladimir, e acabe separando um selo prá ele, mesmo que eu só vá entregar quando for para Porto Alegre?
O que me faz ao ouvir certas músicas lembrar do Léo, da Paty, do Vini, do Renato ou do Z?
O que faz uma pessoa lembrar de mim, e por que uma informação mínima sobre uma pessoa faz com que ela fica registrada na minha vida, ... ou não.

Por que todas as vezes que eu faço uma tabela de funcionários da Biblioteca eu sempre esqueço de registrar o nome do Jackson?

Eu e as minhas filosofias baratas de boteco, ou de antes de dormir.
Isso também me lembra a Paty e nossas infindáveis conversas sobre o ser humano e os relacionamentos. Principalmente sobre os nossos relacionamentos e expectativas.

Sinto que estou gostando da idéia de retomar meu blog.
Obrigada Paola, Vini e Bruno, vocês me deram uma boa idéia.

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Canção do Amor Imprevisto

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel,
sem compreender nada,
numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Mario Quintana

O MAPA

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso...

Apontamentos de História Sobrenatural

segunda-feira, outubro 29, 2007

Li esse texto hoje pela manhã ... e me fez pensar ...
Por isso está aqui.

Lê/Raji




Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz

Rosana Braga


Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade absurda.

Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser urgentemente revisto, reavaliado e reconduzido.

Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade,
não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário que vivemos atualmente.

Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não faz muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar.

Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que ganhava – a partir de então – um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então. Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas.

E neste momento vivemos como que em meio a um furacão, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma...

E a pergunta se repete, incessantemente:
por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor?
Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?
Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas.
Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar
e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer,
ou fez tudo errado...

Talvez já tenha dito para si mesmo,
incontáveis vezes,
que prefere ficar só,
desfrutar de sua liberdade,
preservar seu espaço e sua individualidade e,
cara a cara com seu espelho,
sentiu medo da solidão
ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...

E nesses momentos, convencido (?)
pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você,
o conflito interno é praticamente inevitável:
o que eu realmente quero?

Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto?
E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?
Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose.

O que era antes não é mais.
O que será ainda não sabemos.

Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.

O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual.

Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas.

De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas...

Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor).

Ah! E que seja para sempre, claro!
Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado.
As engrenagens externas estão totalmente desencaixadas das internas.
Os ritmos estão desencontrados.
O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras.
Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!

Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.

A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa.
Não é!

Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado.

E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado.
Simplesmente porque somos gente e gente é assim:
incerta, imperfeita e inconstante.

E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Um cansaço

Aff... me bateu um cansaço.
Corpo pedindo sossego.
Não que eu tenha feito tanto assim.
Na verdade, acho que estou cansada de estar em casa.
Cheguei no meu limite.
Preciso ver o povo, meus amigos e colegas.
Estou com saudades do meu trabalho: mesmo que saiba tudo que virá com isso.
"O estresse de ver que nem sempre se pode fazer o que se acredita.
E, ao mesmo tempo, por respeito a mim mesma: a necessidade de manter a minha forma de ver e agir no meu trabalho e com o meu pessoal.
Mas ficar em casa, trancada, isolada do mundo, é um terror.

Daí eu consegui ver que tenho feito algumas escolhas um tanto infelizes.
Preciso revê-las e mudá-las.
Preciso sair mais.

sábado, setembro 22, 2007

Tô de pézinho machucado

Pois é ...
Eu estive pensando no quanto estava cansada.
No quanto certas atitudes e comportamentos são difíceis prá eu aceitar.
Estive pensando que eu precisava sair de circulação prá poder me nutrir de paz e equilíbrio.
E daí, sabem o que eu consegui fazer?????????
Levei um tombo cinematográfico, ralei meu joelho direito, torci meu pé esquerdo - no domingo (dia 16/09) - e recebi do médico a orientação de ficar em casa, imobilizada, por duas semanas, com uma botinha chamada robô foot.
Viram como o pensamento da gente tem uma força assustadora?
O meu, que desejava ardentemente, uma pausa, me fez parar.
Eu me dei conta logo em seguida.

Até comentei com a Rajani no telefone.
Eu estava precisando de uma pausa e consegui.
Preferia que tivesse sido menos dolorosa.
Não faz idéia da dor que eu senti no meu pé no domingo.
Hoje estou tranquila, mas no domingo ... ai, nem posso lembrar.
Nunca tinha sentido tanta dor e por tanto tempo.

Agora estou longe de várias pessoas e situações.
Quero só ver, como será voltar.
E o que eu consigo fazer de mim, aproveitando este momento de pausa forçada.
Recebi uma oportunidade, mas .. ainda não sei muito bem o que fazer dela.
Mas sinto que preciso repensar algo.
E esta é a minha chance.
Um presente da existência para eu me repaginar.

Obrigada existência!!!!
Mesmo que eu não goste da forma como tudo apareceu.
Agradeço a possibilidade!!!!
Espero conseguir encontrar a luz que eu preciso encontrar.

Tive de cair do meu pedestal de segurança.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Eu ainda vou aprender a arte da abstração total.
Adoro o meu trabalho.
A parte técnica.
As pessoas com quem trabalho.
Os alunos que eu atendo
(mesmo que sempre surja uma "mala sem alça", a maioria ... é muito gente boa).
Mas ... sempre existe uma partícula esculhambadora (o tal do "mas").
E é uma das coisas que é mais importante prá mim.
A confiança.
Quando eu não posso confiar ... fico cabreira
e nada mais vai me fazer respeitar aquele em quem eu não confio.
Confiança no ambiente de trabalho.
Não está rolando.
Cada coisa que eu descubro me faz confirmar uma outra crença pessoal ...
não confie nas religiões, nos religiosos, nos falsos moralistas,
nas saias longas, na carinha de beata.
São uma farsa, total e absoluta!!!!

Ainda bem que eu saí deste mundo, antes de enlouquecer.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Sereníssima (Legião Urbana)

Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Tudo está perdido mas existem possibilidades.
Tínhamos a idéia, você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia

Já passou, já passou - quem sabe outro dia.
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez?
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade.

Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar.

Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.

sexta-feira, julho 20, 2007

Fibromialgia

Hoje, pela primeira vez, desde que cheguei nesta terra,
fui ao médico para retomar meu tratamento para Fibromialgia.

No trabalho, descobri uma colega que faz um tratamento de fisioterapia
bem prolongado e que me sugeriu o atendimento na mesma clínica
onde ela faz uma sessão de alongamento por semana.

Demorei a conseguir a primeira avaliação.
Mais de um mês com a consulta agendada
(na verdade, acho que qualquer médico por aqui é assim).

Mas fiquei bem impressionada com a fisioterapeuta que me avaliou,
e com todas as informações que ela me prestou.
Algumas, na verdade, foram uma surpresa total, e
me trouxeram alguma esperança de que - em algum tempo -
todos os meus males se reúnam num tratamento só, e
possa, enfim, me sentir mais "normal".

Já sei, desde a época que eu fui diagnosticada como portadora de fibromialgia,
por volta de 2000, não lembro ao certo,
que um sono pouco restaurador,
pode me fazer piorar das dores musculares.
Mas não sabia, por exemplo, que o fato de ter tido febre reumática
me deixou propensa a esse tipo de problema quando adulta.
Na verdade, é como se fosse apenas a continuação de algo que eu tenho desde a infância.

Também não imaginei que o fato de ter hepatite C,
me torna-se propensa a uma instabilidade física que também
me torna vulnerável para a fibro.
Até a sinusite influencia a fibro.
Ao que parece, todos os meus problemas de saúde,
convergem (de uma forma ainda um tanto misteriosa prá mim)
para a fibromialgia.

Foi esclarecedora a minha avaliação com a Kemi.

Recomeço meus tratamentos intensivos para a fibro
na segunda-feira, às 9h.

Com uma sensação de que estou em boas mãos.

Isso me deixou bem feliz e segura.

Estava com receio de não sentir confiança no profissional.
Com o Luciano (anestesiologista que me deu o primeiro diagnóstico e tratamento),
eu já tinha uma relação de confiança total.
Estava insegura se aqui nesta grande cidade, eu conseguiria encontrar alguém
para me proporcionar o suporte de que eu necessito.
Agora, fiquei confiante.

Claro que, nem tudo são flores.
Como eu já sabia, eu posso ter uma qualidade de vida melhor.
Mas sempre serei uma paciente portadora de fibromialgia.
Ninguém sabe o que a leva a começar (e como a doença só tem 10 anos de reconhecimento médico), talvez eu a conheça melhor que muitos médicos e a reconheça em outra pessoa com
mais facilidade que muitos profissionais da área da saúde.

O que me deixa bem, de verdade, é que eu percebo que não tenho mais vergonha disso.
Antes, quando falava neste assunto com as pessoas, eu sempre acabava com essa sensação:
a sensação de que eu tinha cometido o grave erro de portar algo embaraçoso.
Como quem leva o produto de um furto dentro da bolsa.
Maluquice, ou não, era exatamente esta a sensação.
Hoje eu estava bem mais tranquila prá falar sobre isso com a fisioterapeuta.
Não é o meu sonho de consumo na vida ... mas ...
também não tenho do que me envegonhar.

Talvez, isso seja o que de melhor eu tenha conseguido nos últimos anos.
Não ter vergonha de ser quem eu sou.
Mesmo com aquelas "coisinhas" que eu não gosto muito (ou quase nada),
como é o caso da fibro.
Essa sensação já me deixa alguns "por cento" mais relaxada.

domingo, julho 08, 2007

Flávio Vieira (senti saudades de você nesta semana!)

Uma amiga me perguntou se eu tinha um cd do Legião prá emprestar.
E este simples pedido me fez ouvir de novo meus velhos cds.
E, de repente, ouvindo esta música lembrei do Flávio e da Meeta.
Acho que ela é bem apropriada para falar dos dois ... que foram embora ...
cedo demais.

Love in the afternoon
(Legião Urbana)


É tão estranho, os bons morrem jovens
Assim parece ser quando me lembro de você
Que acabou indo embora,
cedo demais

Quando eu lhe dizia:
- me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada
Você sorriu e disse:
- eu gosto de você também

Só que você foi embora cedo demais

Eu continuo aqui, meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
dia de chuva,
dia de sol
E o que sinto eu não sei dizer

- Vai com os anjos, vai em paz

Era assim todo dia de tarde, a descoberta da amizade
Até a próxima vez!

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você e de tanta gente
Que se foi cedo demais

E cedo demais eu aprendi a ter tudo que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto eu não sei dizer

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre, mas eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano o verão acabou
Cedo demais.

domingo, março 25, 2007

Ajala


Olha só...
Achei a foto da Ajala num site do Kiran.
Deu saudades!!!!
Daí ... resolvi guardar de recordação.
E nem sabia que podia salvar fotos no meu blog (hehehe falta de conhecimento das tecnologias que estão ao meu dispor)
Beijinhos, Ajala, tô chegando!
Vamos ao Mister Dan????

MINHA TRIBO SOU EU

Eu curto Zeca Baleiro, segue aí uma das músicas que eu mais gosto.



eu não sou cristão
eu não sou ateu
não sou japa
não sou chicano
não sou europeu
eu não sou negão
eu não sou judeu
não sou do samba
nem sou do rock
minha tribo sou

eu eu não sou playboy
eu não sou plebeu
não sou hippie hype skinhead
nazi fariseu
a terra se move
falou galileu
não sou maluco
nem sou careta

minha tribo sou eu

ai ai ai ai ai ié ié ié ié ié
pobre de quem não é cacique
nem nunca vai ser pajé


segunda-feira, março 19, 2007

Namorofobia

Eu confesso, eu tenho um pouco do que o texto abaixo fala.
Do medo de me entregar,
me machucar, ou mesmo ... machucar.
Mas nunca tinha me considerado namorofóbica, até ler o texto.
Eu tenho dito há vários meses que quero me apaixonar.
Mas ... talvez, meu medo seja maior
e, por isso, parece que tudo que eu quero atingir eu consigo,
mas não ando nesse aspecto da vida.
Talvez, eu não queira o suficiente,
ou não me arrisque o suficiente.
Sei eu ...
eu só quero sentir,
e ser correspondida.
Ou será que seria melhor inverter a expressão?
Ou talvez, eu precise apenas ...
desencanar disso e seguir pelo caminho que a vida me levar e só.
Sem esforço, sem estresse, apenas ... confiando.
Pode ser ... ou mais provável, deve ser.
Apenas, sentir!!!!
Bom, lê o texto, eu achei legal, deixei aí prá compartilhar.


Namorofobia
(Patricia Antoniette )

A praga da década são os namorofóbicos.
Homens (e mulheres) estão cada vez mais arredios ao título de
namorado, mesmo que, na prática, namorem.
Uma coisa muito estranha.
Saem, fazem sexo, vão ao cinema, freqüentam as respectivas casas,
tudo numa freqüência de namorados, mas não admitem.
Tem alguns que até têm o cuidado de quebrar a constância
só para não criar jurisprudência, como se diria em juridiquês.

Podem sair várias vezes numa semana,
mas aí tem que dar um intervalo regulamentar, que é para não parecer namoro.
- É tua namorada?
- Não, a gente tá ficando.

Ficando aonde, cara pálida?
Negam o namoro até a morte, como se namoro fosse casamento,
como se o título fizesse o monge, como se namorar fosse outorgar um título de propriedade.

Devem temer que ao chamar de namorada(o)
a criatura se transforme numa dominadora sádica,
que vai arrastar a presa para o covil,
fazer enxoval, comprar alianças,
apresentar para a parentada toda e falar de casamento - não vai.
Não a menos que seja um(a) psicopata.
Mais pata que psico.

Namorar é leve, é bom, é gostoso.
Se interessar pelo outro e ligar pra ver se está tudo bem
pode não ser cobrança, pode ser saudade, vontade de estar junto, de dividir.
A coisa é tão grave e levada a extremos que pode tudo,
menos chamar de namorado.
Pode viajar junto, dormir junto,
até ir ao supermercado junto (há meses!),
mas não se pode pronunciar a palavra macabra: NAMORO.

Antes, o problema era outro: CASAMENTO.
Ui. Vá de retro! Cruz credo! Desafasta.
Agora é o namoro, que deveria ser o test drive,
a experiência, com toda a leveza do mundo.

Daqui a pouco, o problema vai ser qualquer tipo de relacionamento
que possa durar mais que uma noite e
significar um envolvimento maior que saber o nome.

Do que o medo? Da responsabilidade? Da cobrança? De gostar?
Sempre que a gente se envolve com alguém tem que ter cuidado.

Não é porque "a gente tá ficando" que não se deve respeito, carinho, cuidado.
Não é porque "a gente tá ficando" que você vai para cama num dia
e no outro finge que não conhece e isso não dói ou não é filhadaputice.
Não é porque "a gente tá ficando" que o outro
passa ser mais um número no rol das experiências sexuais -
e só.
Ou é?
Tô ficando velha?

sábado, março 17, 2007

Vi, não vivi, Zélia Duncan

Primeira vez que eu te vi
Meu coração não fez clique
Se ouvi ou vi, não vivi
Seu pique seu trique trique
Não vi sushi, sashimi
Nem Eros nem Afrodite
Primeira vez que eu te vi
Primeiro vi seus limites

Vi não vivi
Não senti onda por ti, não senti
Nem o menor apetite, não senti tremelique, senti
Não me deu onda por ti, não vivi
Não senti frenesi
Nem o menor apetite, não senti tremelique, senti
Não vi nenhum colibri, não vi sua “bad trip”

Sino batendo não ouvi nem vi se havia convite
Sol Búzios nós dois ali, com ares de casal vinte
Nem com os olhos comi nem veni nem vidi
Nem vici
Primeira vez que eu te vi
Contive os meus palpites
Falei de Rilke e Leminski
Assim que vi seus grafites

Meeta

Entrei num blog de fotos do Rudá.
E daí, vi várias fotos da Meeta.
Nossa ...
Uma sensação tão estranha.

Como eu não morava mais em Porto Alegre
quando ela morreu, parece que não aconteceu.
Só qdo vejo fotos dela ou alguém fala que eu lembro dessa doideira.
Mas ainda tenho uma sensação de irrealidade.
Uma falta de aceitação, ou talvez de costume, não sei muito bem.

Já faz tanto tempo ... e eu ainda não acostumei.
Talvez ... nunca acostume.

Mas é bom que eu me lembre:
a Meeta morreu.
E eu gostaria de acreditar que não foi apenas e tão somente, o fim.

terça-feira, março 13, 2007

Rapidinha

Meu tempo é curto, mas eu só quero deixar registrado.
CONSEGUI.
Mudei de emprego!!!
Graças a existência (e uma teimosia e determinação grandes)
eu, enfim, saí da São Francisco.
Tudo de bom!
Trabalhar em empresa em que se é um ser humano respeitado ...
é outra história.
Sem comparação.
Ontem, completei meu primeiro mês no Mackenzie.
No findi, escrevo um pouco mais.
Tem sido difícil atualizar o blog.
Quando chega final de semana, com este sol que faz em Sampa,
não tenho vontade de sentar na frente de um computador e escrever.
Hehehehe
Coisas da vida e do bom tempo.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Falei ...

com o Léo/Rushan, depois de ... nem sei quanto tempo.
Foi legal!
Tava com saudades!
Foi bom contar prá ele as coisas que eu vejo, o quanto sinto saudades, o quanto gostaria que ele vivesse as oportunidades que eu e o Vini temos em São Paulo.
Meu coração não ficou tão apertado e com tanta inveja, mas ... com aquele carinho imenso que eu sinto por ele. Aquela saudade clara.
Uma dorzinha quando ele falou que está morando com a Carol, mas ...
desta vez ... sem ressentimentos e sem vontade de sair do ar na mesma hora.
Sabia que fazia parte da vida dele estar ao lado dela.
Afinal a outra filhinha dele nasce em abril.
Mais uma menina.
Mais uma ariana pelo que eu entendi.
Eu quero que ele seja feliz,
tanto quanto desejo minha própria felicidade!
Nós dois merecemos.
Já levamos muitas porradas da vida.
merecemos o amor!

sábado, janeiro 27, 2007

Gratidão

A cada dia, parece que eu me torno mais grata!
Não sei exatamente como essa sensação se criou dentro de mim, mas
posso reconhecer várias situações que foram construindo isso.
A minha conversa com o Well num dia em que eu sentia muita dor.
Um chope na Augusta, com o Vini e a Gládis.
Lembranças que vieram a tona.
E a gratidão se formando dentro de mim.
E a vontade de dizer para todas as pessoas o quanto eu sou grata!
Grata pelos amigos que eu tenho:
Vini, Rêna, Well, Z, Luciano, Gladis, Paty,
Eric, Gaby, Rogério, Léo, Dhanistha,
Pablito, Jorge, Shanti Lu ...
e tantas outras pessoas cuja lembrança já me faz sorrir.
Tantas vezes meus ombros amigos.
E tantas outras vezes me procuraram prá que eu servisse de ombro.
E eu reclamava de solidão ...
chega a parecer a coisa mais otária que eu já pensei na minha vida.
Que eu era completamente sozinha.
Precisei sair de perto dos meus amigos antigos,
fazer novas amizades para poder descobrir
o quanto eu tenho bons amigos.
E o quanto eu estou sempre acompanhada.

Fico só, quando eu preciso ouvir as minhas emoções.
Mas mesmo assim .... não me sinto abandonada ou fora de órbita.
É uma escolha, e que traz benefícios.

Mas ... vou deixar de conjecturar e vou falar de coisas concretas e deliciosas.
FUI AO SHOW DOS MUTANTES
NO MUSEU DO IPIRANGA NO DIA 25!
SHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOWWWWW!!!
E chapei de prazer de estar lá.
E lembrei de Léo me dizendo que se eu não tivesse saturno em touro,
eu sentiria as árvores, o ar, seria a própria cabeça de vento.
Naquele momento, eu senti isso com muita clareza.

domingo, janeiro 21, 2007

Reconhecendo os presentes e agradecendo...:: Rubia A. Dantés ::

Sabe um daqueles dias onde tudo te parece meio sem graça e sem perspectivas?
Pois é... foi em um dia assim quando nada me despertava entusiasmo, que eu entendi uma verdade que me serve sempre... sempre que eu não me esqueço dela, e... caso esqueça, o Universo dá um jeito de dar uma chamada para me lembrar de novo..

Naquele dia cinzento e sem graça eu me vi reclamando de muitas coisas... e quanto mais reclamava.... mais coisas apareciam para serem reclamadas... e a cada reclamação eu ia me sentindo pior... Tão pior que não me agüentava mais em mim de insatisfação....
Foi aí que fui socorrida por um telefonema de uma amiga que me contou como fazia nesses dias em que tudo parecia não estar dando certo... Ela me disse que começava a agradecer... Como a princípio, quando estamos de baixo astral, não encontramos nada que tenhamos vontade de agradecer, ela agradecia pelo sol, pela respiração, pela saúde do corpo... etc.
E à medida que ia agradecendo, mais coisas apareciam e ela constatava o tanto que tinha a agradecer.Bom... faz muito tempo que eu não vejo essa amiga, mas o que ela me ensinou me faz ser muito grata a ela porque foi um presente inestimável...
Outro dia... pouco antes do dia de Reis, eu quase me esqueci do tanto que tenho para agradecer e já ia me deixando levar por um pouco de desânimo, quando uma mensagem providencial que tirei em um oráculo me fez despertar para o que eu já estava cansada de saber...
Tirei a carta da gratidão...Comecei a agradecer e vi claramente os muitos presentes que a vida tem me dado dia após dia...E enquanto estava agradecendo, conectada com o coração, reconhecia coisas que estavam na minha realidade e das quais nem eu me dava conta que se tratava de presentes muito preciosos... Coisas com as quais nos acostumamos tanto que nem percebemos serem elas dignas de muita gratidão, foram desfilando pouco a pouco pela minha mente e despertando em mim um sentimento de profundo agradecimento.... Percebi que entre você ter uma coisa e reconhecer o que tem, dando o devido valor... existe uma grande diferença... tão grande que pode transformar a sua vida...Nos dias que se seguiram continuei a reconhecer e agradecer os presentes e isso foi me fazendo um bem tão grande que resolvi fazer, no dia de Reis, em sintonia com essa energia tão bonita, uma pulseirinha de contas, para usar como uma maneira de não me esquecer de reconhecer e agradecer os presentes...É que temos a mania de esquecer de coisas boas que de tão simples parecem não ter valor... Quem nunca passou pela experiência de só dar valor a uma coisa depois que já não a tem mais?É que nessa correria louca que a sociedade tenta nos impor, onde somos incentivados a conseguir cada vez mais coisas, quase não temos tempo para usufruir do que conquistamos... e com isso nem nos lembramos de agradecer.Diminuir o ritmo... respeitando o do próprio coração, nos faz encontrar muitas e muitas coisas para agradecer... agora mesmo... na nossa vida, e nos faz perceber como isso tem o poder quase mágico de mudar a nossa realidade de uma forma surpreendente... e encantada...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Crescendo

Levei 36 anos prá poder entender algumas coisas minhas.
E consegui entender com a ajuda do "Holandês".
Achei original...

Quando nos conhecemos, eu joguei tarô prá saber o que ele representava na minha vida. O tarô disse que ele ia me ensinar sobre o quanto eu sou madura, ética e "do bem"! Achei a resposta, no mínimo, sem cabimento.

Em parte, por que eu tenho uma auto-estima oscilante, e que oscila prá baixo com muita facilidade, em outra parte ... por que eu não conseguia visualizar nada além no fato de ter sido apresentada prá ele.
Naquele momento, nós ainda tínhamos dificuldade em lidar um com o outro.
Ele está sempre tenso, agitado, tentando agradar a todos.
E isso me deixava tensa, mesmo que sentindo uma certa simpatia pela pessoa.
Não parecia haver muita possibilidade dele me clarear em alguma coisa.

Mas fui deixando acontecer e a conversa foi fluindo.
Os pontos em comum foram aparecendo.
E foi surgindo dentro de mim, uma ternura por ele, uma compreensão pelas dificuldades e uma aceitação daquele homem.
E uma confiança.
Talvez a parte mais difícil de entender.
Afinal, eu sou a desconfiada de plantão.
E mesmo minha confiança é desconfiada.
Que não me entendam mal os meus amigos, mas é a minha proteção inicial.
Leva muuuuuuuuuuuito tempo para eu conseguir confiar.

Não foi assim com o Holandês.
Aconteceu muito mais rápido do que eu permitiria no normal.
Me peguei confiando.
E aceitei.
Senti saudades, dividi meus medos, minhas paixões, minhas máscaras.
Foi show, pois aos poucos, ele se tornou uma pessoa com quem eu contava a qualquer tempo, prá baladas, risadas, lágrimas e abraços.
Ouvi coisas dele, dos medos, das viagens, das inseguranças, que me fizeram ter o maior respeito e carinho por quem ele é. Me senti amiga e amada.

Falei prá ele coisas que eu normalmente só falava para os guris (Vini, Rêna, Z).
Cheguei a dizer isso. Que ele é o primeiro hetero para quem eu falava da minha vida, sem censuras e que não me deixava assustada ou com receios dos julgamentos (até por que, ele tem todo o direito de pensar o que quiser, eu só não ficava encucada com isso).

E nesse meio de amizade, nós também transamos.
E eu também não fiquei encucada com isso.
Fiquei leve, relaxada e curtia.
Consegui falar com ele sobre como foi a energia entre nós no sexo, de como eu me senti, do que eu curti ou não. Ouvi o que ele sentiu, viu, percebeu.
Novidade total na minha vida.

Mas...
Então ...
No dia em que o Vini estava voltando para Porto (10/12) nós transamos de novo.
A transa mais doida do meu último ano.
Eu, totalmente, presente, safada e amorosa, com o cara mais presente, safado e amoroso com quem eu já transei. Parecia que não havia nada que nos parasse.
Energia saindo pelos poros, e que parecia aumentar a cada momento.
Não fôssemos os dois, os "filhinhos responsáveis" de suas mães, não teríamos ido ao trabalho para continuar transando.
E aí .. deu um tumulto dentro de mim.
Fiquei mexida.
O corpo estava super consciente dele.
A cabeça estava desnorteada, perdida.
O coração preenchido.
Eu nem sabia o que eu estava sentindo, mas ... era tão bom que eu resolvi não encanar, não ficar batendo cabeça na idéia, só curtir.

E daí nesse final de semana, bêbada depois de muita vodka, falei um monte de coisas prá ele sobre como me sinto, e da insegurança que me veio de ficar tão mexida.
Só que eu tava bêbada e ele também.
Mas falei sobre perceber o quanto ele precisa entrar numa relação para ser validado como homem, o que é uma viagem, pois ele é um HOMEM, com tudo que tem direito e não precisa provar nada prá ninguém.
E eu entendi que ele não vê isso.

E eu me entendi.
Pois eu também não me vejo como uma mulher com valor, beleza e força.
Mas, isso não quer dizer que eu não tenha isso.
Apenas que eu não enxergo.
Ou não quero enxergar prá continuar sendo a coitadinha,
Prá continuar não dando certo,
Prá continuar recebendo migalhas, que é a única coisa que eu me considero merecedora.

Nossa ... foi uma luz entender isso.
Enxergar o meu valor, me deu uma alegria, um ânimo, uma vontade de investir em mim, me cuidar mais ainda.
E de seguir na busca de viver uma relação intensa, em que eu esteja presente, amorosa e safada como eu, realmente, sou e gosto de ser.

terça-feira, janeiro 02, 2007

2007

Primeiro post de 2007.
Apenas para deixar registrado que eu gosto da idéia de manter as minhas idéias, sonhos, desilusões, alegrias e aprendizados no meu blog.
Nem sei se alguém mais além de mim, tem acessado estas informações.
Mas, isso é o de menos.
Importa o quanto eu tenho aprendido e me dado conta de coisas lendo sobre meus momentos passados.
Muitos projetos pessoais.
Aos poucos vou registrando por aqui.
Hoje, apenas uma passagem breve para comentar que eu passei o reveillon na praia de Maresias, vendo fogos de artíficios e fazendo um acordo com as deusas para que a minha vida dê a guinada que eu tanto acredito merecer. Pulei as 7 ondas.
(hahaha nunca tinha feito isso em toda a minha vida, e achei muito divertido!!!!)
E que venha o ano de 2007 para que eu tenha "alegria e contentamento no jardim das flores"!!!!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Vambora com Adriana Calcanhoto

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem, v'ambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas

domingo, dezembro 17, 2006

Em São Paulo

Bom, prá quem por acaso ainda não sabe,
estou morando em São Paulo, desde fevereiro de 2006.
Já passei por várias fases desde então ...
Morava longe prá caralho do meu trabalho (estava no Butantã e trabalhava no Pari, o que significava quase a mesma coisa de sair da Restinga para trabalhar na Zona Norte de Porto Alegre).

Muito tempo entre ônibus, metrô e ônibus de novo.
Com a diferença que eu ainda precisava considerar a
instabilidade do trânsito de SP,
o que significa ... estresse puro.

Cansei dessa vidinha (apesar de gostar da casa da Gládis,

onde eu estava morando, até por que tive a oportunidade de conhecer o José - um chileno muito gente boa que era bolsista do Fernando
e que ficou dividindo o espaço dos hóspedes comigo),
e mudei para um pensionato na região da linha azul do metrô,
mais especificamente no metrô Vila Mariana.
Ficou mais fácil morar assim.

Mas daí, eu realmente, comecei a sentir saudades de casa.
Tive finais de semana em que me lembrava dos guris (Vini, Rêna, Z e Lu) e sentia um aperto no peito, uma saudade!!!!!!!!!

Choraaaaaaaaava!!!!!!!
Cheguei a aparecer no trabalho com a cara inchada de tanto chorar e inventar que era da sinusite pra galera não ficar encanada comigo.
Depois foi suavizando.

Fui fazendo amigos.
Me soltando um pouco do sul.

Fiz amizade com o Well.
Conheci o Eric.
Fiquei mais próxima da galera do trampo.

E um dia, o Well me disse que eu precisava abrir meu coração para as pessoas de Sampa; que se eu assim permitisse, eu ia ter mais e mais amigos aqui,
e não ia ser tão doloroso estar longe de Porto.
Quase na mesma época o Eric me disse a mesma coisa.
Eu resolvi considerar o que eles estavam falando.
E eles tinham razão.

A saudade continuou existindo, afinal ... ainda amo os guris, amo e sinto saudades dos outros amigos, mas ... agora eu tenho amigos por aqui.
Já consegui me ordenar melhor nesse aspecto.

Até consigo encontrar mais a Gladis

(o que no início era uma dificuldade, por causa da distância
- me dava um desânimo me deslocar até a casa dela,
visto não ter metrô naquela região).
A gente ficava se falando por telefone ou mail, mas quase nem se via.
Devido as distâncias, as vezes, eu fico muito tempo sem ver as pessoas.
A Rajani (que voltou prá SP em agosto) eu só encontrei uma vez desde então.
Ela mora numa região nada a ver com a minha.
O Celso (que é um amigo que eu tenho em Sampa desde os 15 anos) eu só consegui encontrar uma vez, e a Aloka e o Raghu eu só conversei por telefone.

Mas mesmo não encontrando os velhos amigos,

tenho pessoas com quem posso conversar quando o coração aperta.
A Ana Cris, por exemplo, que me foi apresentada logo que eu cheguei em Sampa,
estudante de direito lá da USF,

e que é uma doçura de pessoa (mais uma libriana na minha vida).

As pessoas foram se instalando no meu coração e eu fui curtindo.
O Well, Eric, Zara, Flavinho Suekuni, Wagner, Michelle, Ana, Dó, tantos nomes novos na minha lista de amigos ...
E daí relaxei com a cidade.

O que me estressou, e muito, foi o trabalho.
Um tédio, um saco, problemas,

e eu resolvi que precisava arrumar um outro emprego.
E desde que tomei essa decisão já fiz várias entrevistas.
A UNIBAN foi a primeira.
Depois vieram um escritório de advocacia, a UNINOVE, o Mackenzie, PUC-SP.
Ainda não rolou nenhuma delas.
Mas, a minha vida profissional segue se mexendo.
Nem de longe, me lembra Porto Alegre,

onde eu não conseguia nenhuma entrevista sequer.
A única dificuldade é que ainda não consegui a nova colocação, mas sigo na luta.
Não vou desanimar pois eu preciso de um lugar com uma energia melhor.
Mas sigo na batalha na USF.
Tem muita coisa prá ser feita e eu vou aproveitar o que posso aprender com isso, mas seguindo na busca por algo melhor prá mim.

Meu coração???
Segue batendo, mas as vezes, eu suspeito que protegido, escondido atrás dessa energia de fazer amigos e conseguir boas colocações, voltar a estudar, me qualificar melhor.
Nunca mais me apaixonei.
Tive uma atração forte pelo Leal, mas ...

ele era tão enrolado, tão perdido que o interesse
foi michando, michando e acabou.
Quando ele ganhou uma bolsa prá estudar na Venezuela

... eu nem me emocionei, nem fiquei triste, ou lamentei a ausência.
Fiquei feliz que ele tivesse a chance de realizar o sonho dele,

como por qualquer amigo, mas ... nem me abalei.
Meu interesse já tinha se esgotado.

Mas ...
com tanta vontade de me apaixonar!!!!!!!!!!!!
Sentir o coração preenchido pela energia de outra pessoa na minha vida.
Sentir a palpitação que dá no coração quando se está amando.
Viver uma relação com todo o pacote incluído.
Tem sido uma necessidade constante nos ultimos meses.
E falo isso prá muita gente.
Acho até engraçado.
Nunca fui, exatamente, muito aberta nessas coisas

(e em muitas outras), mas agora isso
seguidamente vem a baila nas minhas conversas.

Ah ... e agora não consigo me imaginar voltando a morar em Porto Alegre.
Parece que vou ser sempre visita por lá.
Gosto de Sampa, mesmo que em alguns momentos não goste

(quando chove horrores; quando não vejo o céu
por que a poluição deixa o céu cheio de nuvens cinza;
quando o trânsito enlouquece,
quando o metrô fez greve, quando o PCC marca presença.
Só que existem tantas outras coisas ...
Mas disso eu falo em outro momento.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

O Meu sabotador interno

Não sei se já aconteceu com vcs ... mas comigo isso já se repetiu várias vezes. Fui ao banheiro, viver o meu "momento medidativo do dia" e saquei daquelas revistas velhas que ficam rolando pela casa, meio sem utilidade, mas ... que demoramos a descartar.
Então (como um bom paulistano falaria no meu lugar), encontrei esse textinho básico entre as páginas da revista.
E dei muita risada. Achei hilário.

Mas me fez pensar sobre a verdade do texto abaixo.

Também tenho um sabotador interno.
Que, frequentemente me diz para não sair de casa, mesmo quando tenho uma festa "ma-ra-vi-lho-sa" para ir. E me fala várias outras bobagens, nos momentos em que eu menos preciso disso.

Eu preciso me concentrar muito para não dar ouvidos, àquela vozinha estúpida que fica me dizendo, que não tenho competência para tanto; que sou burra mesmo; ou que não sou uma mulher interessante, bonita, inteligente; que não devo almejar mais prá minha vida; que devo me conformar com o que eu obtive até hoje; que não faço mais do que a minha obrigação.

Uma vez, lembro nitidamente, eu estava encerrando a relação com um cara que deixou bem claro prá mim que, ou eu me conformava com muito pouquinho naquele relacionamento, pois era o que ele tinha prá dar, ou a gente tinha de encerrar a história, pois ele era a fim, mas do jeito dele, e que eu precisava ser compreensiva.

Compreensiva o caralho!!!!

Eu já tinha tido muita paciência, tinha investido um monte na história, corrido atrás do cara, como jamais tinha me permitido fazer, e ele vinha com o papo de que eu tinha de me conformar com aquilo (que vcs talvez não saibam ... mas era pouquinho, pouquinho).
E me peguei ali, falando prá ele que não era a fim, mas ouvindo uma vozinha dentro da minha cabeça dizendo que "pouco era melhor do que nada"; "aceita";"se conforma".
Continuei dizendo o que eu queria, mas ... a voz ficou ali, dentro de mim, falando bobagens. Quase nem acreditei que aquilo estava acontecendo comigo.
Mas eu fui determinada, bati pé com o cara, ... e com a maldita voz.
Tinha um lampejos de descrença na minha vontade, e quase dei créditos prá tal 'voz'.

A história com o cara acabou ali, e eu me senti legal por ter atendido às minhas necessidades. E, principalmente, por ter vencido o meu sabotador interno.

Aquela vozinha estúpida ...

Não quero esquecer disso nunca mais.
Quero lembrar que eu posso dizer NÃO para essas bobagens que estão gravadas dentro de mim, e que vêm tentando derrubar meu crescimento.

Seja por medo, por defesa, por covardia, condicionamento, ou por qualquer motivo.

"Os barcos não foram feitos prá ficar nos portos (onde estão seguros)".

Vou buscar lembrar sempre disso.


Para o Pequeno Sabotador Interno


Venho por meio desta manifestar o meu repúdio pelo seu recente comportamento. Você estragou tudo, mais uma vez.

Quando me aprontava para sair, disse que eu estava feia. Quando experimentei outra roupa, insinuou que eu já não tinha idade para usar aquilo. Quando cheguei ao meu compromisso, não me deixou falar o que eu havia pensado. E, no final, ainda conseguiu me fazer ser grossa, apressando as despedidas.

Ora, quando você irá crescer? Cansei da sua irresponsabilidade. Compreenda, de uma vez por todas, que estamos no mesmo barco.
Se afundo, você vai junto - será que esta metáfora não está óbvia o suficiente?

Não me venha, portanto,com argumentos de homem-bomba. Se você discorda de mim tanto assim, por que não vai embora daqui de dentro? Abaixe esse punhal, apontado para as minhas costas, e cave com ele um túnel de fuga se for necessário. Não podemos é continuar desse jeito, nessa burra relação autodestrutiva, em que o conteúdo fura a própria embalagem.

Até quando você me elogia é com o intuito de me derrubar, já percebeu? Faz com que me acredite linda e sagaz para, no instante seguinte, rir dos meus tropeços. Dizendo "não falei?", com aquela sua cara de madrasta. Torpedeando minhas forças ainda durante os planos de ataque.
Minando meus passos ao pisá-los comigo.

Chega, então. Paremos com isso, antes que acabe em tragédia.
Antes que, na falta de um gesto meu, por você evitado, eu desabe em escombros. Quero, mais do que nunca, me arrepender depois do que digo e do que faço. Abro mão, com alegria, de todos os seus péssimos sábios conselhos. A vida é curta demais para tamanha precaução e longa demais para se repetir os mesmos erros.

Sim, cheguei a me divertir em sua companhia, quando ainda conseguia ver algum charme no insucesso. Tempos passados. Hoje, luto com unhas e dentes para que tudo dê certo. E das suas idéias, sempre cheias de lógico pessimismo, preciso distância.

Não pretendo, porém, uma separação litigiosa, pois sei que você conhece todos os meus pontos fracos e aguarda apenas uma boa oportunidade para atingi-los. Com suas observações de última hora, mortalmente precisas. Proponho, isto sim, um cessar-fogo: você deixa de me dar conselhos e eu imediatamente deixo de segui-los.
Parece-me uma trégua justa.

Não te desejo mal — entendo que você fez o que tinha de fazer, muitas vezes com a minha velada cumplicidade. Mas estou pronta a ir até o fim nessa luta, a tirar você de mim quanto antes. Saiba que, a partir de hoje, você está como imigrante ilegal aí dentro. E pode até conseguir fugir por um tempo, escondendo-se em subterfúgios. Seus dias de impunidade, entretanto, estão contados.

Se você não me atrapalhar, é claro.


(Fernanda Young)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Amor? Saudade? Ilusão?

Se pode ter dentro do coração um espaço de amor, por uma pessoa com quem você não tem como manter contato, nem proximidade, e que, pensando bem, não se tem mais nada em comum, depois de se passarem mais de 15 anos sem aproximação?

Eu sempre tenho a sensação que sim.
É a única coisa que explica o carinho que eu tenho pelo Fernando até hoje.
De todos os meus ex-namorados (e por surpreendente que possa parecer, eu tive vários), ele é a pessoa por quem eu mais tenho essa sensação de proximidade, carinho, cuidado.
Me preocupo com ele até hoje.

Não sei o que é ... mas já aceitei como parte de mim.

Por causa disso que eu sou da comunidade "É sempre amor, mesmo que mude".

domingo, novembro 05, 2006

Angústia

Estar em Porto Alegre, por uma semana ... me enlouqueceu, angustiou.
Ao mesmo tempo, foi legal.
Rever amigos, lugares, comer no "Tudo pelo social", comer um cheese bacon, de verdade.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Deu prá ti

Deu Pra Ti
Kleiton e Kledir

Deu pra ti

Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e...bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30
Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim

Garopaba ou Bar João
Beladona e chimarrão

Que saudade da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau

quarta-feira, outubro 18, 2006

Simples Desejo

Simples Desejo, com Luciana Mello
Composição: Daniel Carlomagno e Jair Oliveira


Que tal abrir a porta do dia,dia
Entrar sem pedir licença
Sem parar pra pensar,
Pensar em nada…
Legal ficar sorrindo à toa,toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua

Pra viver e pra ver
Não é preciso muito
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez
Eu só tenho um simples desejo
Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem (2X)

Legal ficar sorrindo à toa,toa
Sorrir pra qualquer pessoa
Andar sem rumo na rua
Pra viver e pra ver
Não é preciso muito não
Atenção, a lição
Está em cada gesto
Tá no mar, tá no ar
No brilho dos seus olhos
Eu não quero tudo de uma vez não

Eu só tenho um simples desejo

Hoje eu só quero que o dia termine bem
Hoje eu só quero que o dia termine muito bem (4X)

domingo, outubro 15, 2006

Tanta Saudade, com Ana Carolina e Seu Jorge

Composição: Chico Buarque

Era tanta saudade
É , pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu ficar na saudade
É , deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina
Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem

Yeah, tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...

Mas restou a saudade
É , pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
E deixar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina
Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é bem mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem
Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...
Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte,
é monte atrás de monte, é monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentroum mundo e dentro é um mundo que me leva...Yeah, tum tum tum, tumtumtumtum, yeah...

Chimarrão

Hoje, enfim, fui tomar um chimas com o Eduardo (um cara da Estaca de Canoas que encontrei em São Paulo).
Tava "meio assim", sem saber se não ia ser um programa de índio ir para o Ibirapuera tomar chimarrão com um cara com quem nunca tive muito contato. Na verdade, tive tão pouco contato com ele, que na primeira vez q nos reencontramos, nenhum dos dois lembrava o nome do outro.
Mas foi legal!
Não doeu nem nada (hehehehe)!
Enchi a barriga de chimas até ficar verde, conversamos sobre conhecidos em comum, idéias sobre a vida, igreja, relacionamentos, a cidade, as estranhezas com os costumes e culturas.
Foi bom estabelecer mais um contato nessa terra.
Quem sabe, uma companhia prá sair, ou pelo menos, para curtir um chimarrão.

De resto, continuo distribuindo currículos, em todas as empresas que eu consigo atinar.
Continuo trabalhando muito durante a semana.
E ficando esgotada, morta, quebrada no final de semana, de tão cansada.
Êta vida mais ou menos.

sábado, outubro 07, 2006

São Paulo e a vida

Queria conseguir contar tudo que passa na minha cabeça prá todos que estão longe (lá em casa - sim, eu ainda digo lá em casa, em Porto Alegre) e também para aqueles que estão mais perto.
Queria conseguir colocar os pensamentos em ordem e deixar as coisas registradas no meu blog, mas nem sempre tenho paciência de atualizar, escrever, descrever, detalhar, mas ... posso tentar, e é tudo.

Prá começar, eu gosto de São Paulo.
Não gosto de algumas outras coisas pelas quais eu passo aqui (meu emprego, o enorme buraco de saudade que seguidamente me possui), mas eu gosto das possibilidades, opções, pessoas.
No início, todos os finais de semana eu queria voltar para Porto.
Chorei muito.
Doía.

Daí foi acalmando e eu fui abrindo espaço prás pessoas daqui, e fui fazendo amigos.

Alguns pelos quais eu sou apaixonada, como o Well (que é muito viajandão, me obriga a pensar em questões que para as quais eu nunca tinha sequer olhado, e que em alguns dias, deve me odiar por que eu fico perguntando das emoções dele, sobre toda e qualquer coisa que ele experimenta).
É o meu 'primo", amigo, confidente.
Às vezes, eu penso que quando o PCC entrou em ação, aqui na paulicéia para me recompensar a existência me deu o Wellington.
Não pensem que ele é um amigo calmo, amoroso, expansivo e resolvido.
Não é!
Se é que é possível, ele é bem mais confuso que eu (para que tenham uma idéia, ele acredita que o controle das emoções é o que vai salvar o ser humano de uma série de dificuldades enfrentadas hoje ... vcs não fazem idéia da quantidade de polêmicas que isto já rendeu nas nossas conversas)... mas ele me diverte muito, e eu consigo relaxar, rir, discutir, debater e provocá-lo com satisfação.

Tem as pessoas com quem retomei contato em São Paulo, como o Rajat.
Por incrível que pareça, acho que saímos mais juntos aqui, do que em todo o tempo que nos conhecemos em Porto Alegre.
Tem o Eric ... que é difícil de explicar.
Um homem amoroso, preocupado, atencioso, mas ... que tem o talento de me deixar angustiada ... as vezes.
Sim ... ele consegue me deixar angustiadíssima.

Nunca consigo sentí-lo relax, parece que ele está ocupadíssimo em fazer coisas, e não sinto que ele esteja fazendo o que é a fim. E isso vai me exasperando de tal forma que eu tenho dificuldades com ele.
Quando eu o sinto relaxado, fazendo o que ele, realmente, quer ... ufa, eu curto muito!
E nessas horas eu ficaria do lado dele por horas.
Mas ... vcs não fazem idéia do quanto é raro sentí-lo relaxado, inteiro, entregue, decidido a estar ali.
Parece que ele está sempre ocupado em não deixar nada faltar para os outros, mas com uma enorme falta dentro de si e eu me percebo perdida, assistindo todo o movimento dele, que ao mesmo tempo não combina com as sensações que me vêm.
Mas no dia em que eu precisei de um ombro, chamei por ele, ele foi extremamente cuidadoso, e alguns dias depois ligou, conversou, foi novamente atencioso, e eu me senti muito bem cuidada! Mas apesar disso a angústia na nossa relação persiste (alguma coisa que mexe em mim ao olhar prá agitação dele). Diferentemente do Well ... que eu procuro, brigo, xingo, e digo que amo e sinto falta, mesmo que eu goste do Eric, eu não consigo espontaneamente, convidá-lo prá fazer qualquer coisa ... sem me sentir em dúvida.
Por exemplo, dia desses, estava fazendo tatrak e me veio a idéia de convidá-lo para fazer uma meditação daquelas mais calminhas: heart chakra ou nadabrama ou mesmo tatrak. Não convidei até hoje.

Ah... as meditações.
Tenho sentido falta de meditar.
Por isso voltei a fazer tatrak.
Tenho feito todas as noites antes de dormir.
Só tenho conseguido chorar durante o tatrak.
No resto do tempo, está fechado, protegido na minha redoma.
Parece que o meu coração está fechado.
Na semana passada fiz uma massagem, e quando a massagista tocava nas minhas costas num ponto similar ao peito, eu sentia uma dor profunda (fazia tempo que eu não sentia dor nos meus "risquinhos" como senti naquele dia). Talvez eu esteja precisando soltar mais do que eu me permita enxergar.
or isso escolhi voltar ao tatrak, sempre foi bem elucidativo.
Ainda mais, considerando-se que eu quero um novo emprego, e preciso de foco.

Não tenho mais vontade de voltar a Porto Alegre todos os dias.
Tenho vontade de arrumar um novo emprego, todos os dias, horas, minutos do meu dia.
Isso é certo!

Quem sou eu

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Garibaldi, RS, Brazil
Sem palavras pra descrever