domingo, outubro 15, 2006

Chimarrão

Hoje, enfim, fui tomar um chimas com o Eduardo (um cara da Estaca de Canoas que encontrei em São Paulo).
Tava "meio assim", sem saber se não ia ser um programa de índio ir para o Ibirapuera tomar chimarrão com um cara com quem nunca tive muito contato. Na verdade, tive tão pouco contato com ele, que na primeira vez q nos reencontramos, nenhum dos dois lembrava o nome do outro.
Mas foi legal!
Não doeu nem nada (hehehehe)!
Enchi a barriga de chimas até ficar verde, conversamos sobre conhecidos em comum, idéias sobre a vida, igreja, relacionamentos, a cidade, as estranhezas com os costumes e culturas.
Foi bom estabelecer mais um contato nessa terra.
Quem sabe, uma companhia prá sair, ou pelo menos, para curtir um chimarrão.

De resto, continuo distribuindo currículos, em todas as empresas que eu consigo atinar.
Continuo trabalhando muito durante a semana.
E ficando esgotada, morta, quebrada no final de semana, de tão cansada.
Êta vida mais ou menos.

sábado, outubro 07, 2006

São Paulo e a vida

Queria conseguir contar tudo que passa na minha cabeça prá todos que estão longe (lá em casa - sim, eu ainda digo lá em casa, em Porto Alegre) e também para aqueles que estão mais perto.
Queria conseguir colocar os pensamentos em ordem e deixar as coisas registradas no meu blog, mas nem sempre tenho paciência de atualizar, escrever, descrever, detalhar, mas ... posso tentar, e é tudo.

Prá começar, eu gosto de São Paulo.
Não gosto de algumas outras coisas pelas quais eu passo aqui (meu emprego, o enorme buraco de saudade que seguidamente me possui), mas eu gosto das possibilidades, opções, pessoas.
No início, todos os finais de semana eu queria voltar para Porto.
Chorei muito.
Doía.

Daí foi acalmando e eu fui abrindo espaço prás pessoas daqui, e fui fazendo amigos.

Alguns pelos quais eu sou apaixonada, como o Well (que é muito viajandão, me obriga a pensar em questões que para as quais eu nunca tinha sequer olhado, e que em alguns dias, deve me odiar por que eu fico perguntando das emoções dele, sobre toda e qualquer coisa que ele experimenta).
É o meu 'primo", amigo, confidente.
Às vezes, eu penso que quando o PCC entrou em ação, aqui na paulicéia para me recompensar a existência me deu o Wellington.
Não pensem que ele é um amigo calmo, amoroso, expansivo e resolvido.
Não é!
Se é que é possível, ele é bem mais confuso que eu (para que tenham uma idéia, ele acredita que o controle das emoções é o que vai salvar o ser humano de uma série de dificuldades enfrentadas hoje ... vcs não fazem idéia da quantidade de polêmicas que isto já rendeu nas nossas conversas)... mas ele me diverte muito, e eu consigo relaxar, rir, discutir, debater e provocá-lo com satisfação.

Tem as pessoas com quem retomei contato em São Paulo, como o Rajat.
Por incrível que pareça, acho que saímos mais juntos aqui, do que em todo o tempo que nos conhecemos em Porto Alegre.
Tem o Eric ... que é difícil de explicar.
Um homem amoroso, preocupado, atencioso, mas ... que tem o talento de me deixar angustiada ... as vezes.
Sim ... ele consegue me deixar angustiadíssima.

Nunca consigo sentí-lo relax, parece que ele está ocupadíssimo em fazer coisas, e não sinto que ele esteja fazendo o que é a fim. E isso vai me exasperando de tal forma que eu tenho dificuldades com ele.
Quando eu o sinto relaxado, fazendo o que ele, realmente, quer ... ufa, eu curto muito!
E nessas horas eu ficaria do lado dele por horas.
Mas ... vcs não fazem idéia do quanto é raro sentí-lo relaxado, inteiro, entregue, decidido a estar ali.
Parece que ele está sempre ocupado em não deixar nada faltar para os outros, mas com uma enorme falta dentro de si e eu me percebo perdida, assistindo todo o movimento dele, que ao mesmo tempo não combina com as sensações que me vêm.
Mas no dia em que eu precisei de um ombro, chamei por ele, ele foi extremamente cuidadoso, e alguns dias depois ligou, conversou, foi novamente atencioso, e eu me senti muito bem cuidada! Mas apesar disso a angústia na nossa relação persiste (alguma coisa que mexe em mim ao olhar prá agitação dele). Diferentemente do Well ... que eu procuro, brigo, xingo, e digo que amo e sinto falta, mesmo que eu goste do Eric, eu não consigo espontaneamente, convidá-lo prá fazer qualquer coisa ... sem me sentir em dúvida.
Por exemplo, dia desses, estava fazendo tatrak e me veio a idéia de convidá-lo para fazer uma meditação daquelas mais calminhas: heart chakra ou nadabrama ou mesmo tatrak. Não convidei até hoje.

Ah... as meditações.
Tenho sentido falta de meditar.
Por isso voltei a fazer tatrak.
Tenho feito todas as noites antes de dormir.
Só tenho conseguido chorar durante o tatrak.
No resto do tempo, está fechado, protegido na minha redoma.
Parece que o meu coração está fechado.
Na semana passada fiz uma massagem, e quando a massagista tocava nas minhas costas num ponto similar ao peito, eu sentia uma dor profunda (fazia tempo que eu não sentia dor nos meus "risquinhos" como senti naquele dia). Talvez eu esteja precisando soltar mais do que eu me permita enxergar.
or isso escolhi voltar ao tatrak, sempre foi bem elucidativo.
Ainda mais, considerando-se que eu quero um novo emprego, e preciso de foco.

Não tenho mais vontade de voltar a Porto Alegre todos os dias.
Tenho vontade de arrumar um novo emprego, todos os dias, horas, minutos do meu dia.
Isso é certo!

terça-feira, setembro 26, 2006

Medo de Amar nº 3

(Adriana Calcanhoto)

Você diz que eu te assusto
Você diz que eu te desvio
Também diz que eu sou um bruto
E me chama de vadio
Você diz que eu te desprezo
Que eu me comporto muito mal
Também diz que eu nunca rezo
Ainda me chama de animal

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer

Você diz que eu sou demente
Que eu não tenho salvação
Você diz que simplesmente
Sou carente de razão
Você diz que eu te envergonho
Também diz que eu sou cruel
Que no teatro do teu sonho
Para mim não tem papel

Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo é do amor
Que você guarda para mim
Você não tem medo de mim
Você não tem medo de mim
Você tem medo de você
Você tem medo de querer

... Me amar!

Papai

E ele vai ser pai ... e o meu coração se aperta de inveja, de raiva, por saber disso.
Eu consigo fazer algumas coisas comigo ... que me fazem duvidar que eu tenha um pingo de compaixão por mim mesma.
"Meu amor, cadê você ... eu acordei, não tem ninguém ao lado ..." (Adriana Calcanhoto)
E há dias, o meu coração se aperta com uma dor, uma coisa engasgada e eu não estava conseguindo chorar.
E foi tão fácil ... bastou ele me contar a 'novidade' e as lágrimas brotaram rapidamente.
Obrigada Tejas, por ter me dado atenção!
Obrigada Vini!
Pelo menos ... de falta de amigos, eu jamais vou morrer.

terça-feira, setembro 19, 2006

Já sentiu inveja e despeito ao mesmo tempo?
E aquela sensação de fracasso misturada?
Pois é, eu senti isso qdo vi o depoimento da namorada dele no orkut.
A sensação de que eu entreguei os pontos e deixei passar.
"Deixei prá outra pessoa, viver o meu sonho", como se EU, não merecesse.
Foi foda!

Me senti a cretina, otária, e por responsabilidade própria.
Ninguém em obrigou a passar por isso.
Fui eu mesma que construí essa situação.
Um saco!!!!

quinta-feira, agosto 31, 2006

Ah... o Leal

O Leal vai para a Venezuela, realizar um sonho.
Estudar medicina.
Coisa que ele nunca conseguiu aqui.
E já tinha se conformado que não conseguiria.
Está em choque, pois ele tinha tanto medo que eu fosse embora, se conseguisse um emprego no sul, e deixasse ele na mão ... pois ele vai embora e nem conseguimos ficar juntos de tanto medo que ele tinha. Ele me olha, como se tivesse se dado conta do quanto os medos o impediram.
De quanto ele perdeu, por causa do medo.
Talvez eu aja igual a ele, em outras situações.
Foi bom ver isso de perto.

Espelunca

Tem certas horas em que eu odeio essa empresa.
É a legítima ... espelunca.
Sem ordem, sem respeito, sem nada que valha a pena.
Apenas paga o meu salário e me possibilita trabalhar com o que eu gosto.
Mas ... é uma bela porcaria, se fazendo de grande coisa.
E eu tô cansada da galera.
Ás vezes, agradeço as poucas oportunidades de não ter nenhum deles por perto.
Silêncio...
é tudo que eu desejo nesse ambiente cheio de barulho e ensurdecedor.
Os clientes ... argh ... grosseiros, mal preparados, infantis, não sei como sobrevivem, ou talvez, seja isso, ... eles apenas sobrevivem.
Descobri a minha arrogância com muita força aqui.
Meus julgamentos, minha capacidade de menosprezar a ignorância humana.
A preguiça de ser independente, me irrita.
A falta de inteligência me esgota.
A falta de vontade de aprender, mas ... querendo obter um diploma de curso superior.
UM HORROR!!!!

sexta-feira, junho 30, 2006

Meu coração ...

Tô de coração fechado, fechado!
Não gosto de me sentir assim!
Saí com o Leal, e me sentia completamente desconectada da pessoa, só tava precisando descarregar. (Pegar um cara pra descarregar tensão sexual)
Sei lá, pode não ser, realmente ruim, mas eu não me sinto bem com isso.
Tem um julgamento interno de que isso é horrível.

Talvez ... eu precise aprender a ser menos julgadora comigo mesma.

Por que, apesar do julgamento, eu fiz o que eu senti vontade de fazer na hora, e não enrolei, não fingi que tinha algo mais, não me fiz de compreensiva ou coisa assim, entrei com a energia que eu tenho por ele.
Mas eu acho q é uma energia mesquinha, miserável.
Eu sei que eu posso dar muito mais para um homem!
Mas não tenho vontade de trocar algo mais com ele.
É uma escolha.
Mas uma escolha que eu julgo ruim e mesquinha.

terça-feira, junho 27, 2006

Enfim, vida???

Várias idéias na cabeça ...
Estudar prá concursos tanto nacionais qto regionais;
Aprender a curtir SP, com as dificuldades já verificadas
(o fechamento da galera e o meu também, principalmente);
Encontrar vida afetiva em Sampa
(coisas q eu curto,
atividades de rotina q me façam sentir em casa,
novos amigos, novos interesses,
terapia, aula de violão, percussão);
Arrumar uma casa prá morar, e ficar com o meu jeito;
Encontrar um emprego melhor aqui em Sampa mesmo,
me sentir mais conectada com a empresa e
poder realizar atividades mais interessantes;
Resolver umas pendências que eu tinha
desde a época do meu divórcio
(coisas q eu devia ter resolvido há séculos,
mas me acomodei, e agora estou precisando q fiquem,
realmente, resolvidas)
E outras que vão surgindo aos poucos ...

No final de semana que passou,
fui em um casamento.
Ui ...q horror!
Casamento católico de renovação carismática ...
Fui mórmon tempo demais, e
acho essas coisas meio "evangélicas" quase abomináveis!
hehehehe
na verdade, abomino algumas expressões religiosas!
Não q eu não respeite a religiosidade humana ...
muito pelo contrário ... só não acredito no cerimonial
e fico irritadíssima com quase tudo q acontece.
Já entendi que sempre que eu for nesse tipo de ritual
vou me incomodar, ficar entediada, quase em choque!
E o mais engraçado, é q eu fico me comparando comigo mesma ...
e é isso q faz a situação mais insólita ainda.
Eu era daquele jeito, completamente crédula naquele ritual,
e agora ... nem pensar.
A vida muda, as pessoas mudam, e eu sou a prova viva disso.
Engraçado também porque algumas cerimônias me cativam
Porque sinto uma energia de confiança nas pessoas, e acabo me emocionando,
Mas em outros casos ... bate uma sensação de falsidade que cria ogeriza ao evento.

No domingo, dia de sol, céu azul, em São Paulo.
Quase inacreditável, mas foi real.
E a noite, fui ao cinema com o Eric (ex Abhati).
Escolhemos o programa errado.
Quando vi estávamos tagarelando horrores
e o tempo acabando, pois o filme já iria começar.
Devíamos ter escolhido fazer algo que nos permitisse
Conversar mais, mas acho que o medo de não termos nada em comum foi maior.
E no final das contas, acho q tínhamos muito pra trocar.

terça-feira, junho 13, 2006

Depois da ausência

Fiquei ausente ...
sem vontade de escrever, sem tempo, sem assunto.
Não que não houvessem assuntos, mas eu não estava a fim.
Há algum tempo, pensei em retomar ...

Mas hj, eu levei um susto.
Há algum tempo atrás eu estava numa história que era um ata nem desata com um cara daqui de São Paulo.
Já tinha me desinteressado porque o considerei muito enrolado.
Pois bem ... hj ele me disse que sabe que fugiu por bobagem, mas que se propõe a enfrentar os medos dele e viver o que for possível viver ainda na história.
E eu ainda estou em choque.
Porque eu o considerava carta fora do baralho e já estava investindo em outra história, e agora ... não sei o que fazer.
Por que me emocionou, ouvir o que ele tinha prá dizer, mas ... já não estava mais a fim e disse isso prá ele, e ele aceitou.
Disse que entende a situação criada e que eu vou acabar relaxando com ele e deixando rolar.
Tava tão na boa ... tão disponível ...
Nunca tinha passado por isso antes.
Sei lá, ainda estou me recuperando ... mas acho q vou considerar com calma tudo o que ele me disse.

E eu tentando tirar meu amigo junkie do meu coração ...
um dia depois que eu apaguei ele dos meus amigos do orkut, apaguei dos meus contatos do msn, pois eu decidi que será uma boa maneira de ir me desvencilhando dessa coisa que eu nunca vou bancar.
E aí me aparece o Leal, com uma disposição que eu nunca percebi nele.
E tem o Alfredo ... putz, q coisa estranha!!!!

domingo, abril 16, 2006

Sentimentos novos

Falei com o Léo por telefone muito rápido.
Q coisa ...
fiquei feliz de ouví-lo!
Ouvir a voz dele depois de tanto tempo ...
Tìnhamos nos falado na quinta-feira, mas ...
sei lá ... eu não tinha ficado tão tocada!
E daí, entrando no avião, rapidamente, falei com ele.
E quando desliguei ... meu coração tava dolorido de saudades!
Eu gosto muito dele!
Sinto muita saudade!
Coisa estranha ...
Nunca tinha sentido algo assim, por alguém ...

sábado, abril 15, 2006

Ciúmes ...
Um dos sentimentos mais desprezados no ser humano,
por todos os problemas que ele causa, por todos os malefícios
que pode trazer para a relação das pessoas.
Lembro que, na minha infância, minha mãe me criticava por ser ciumenta.
Usou meu ciúme como desculpa para não ter outros relacionamentos,
mas ao mesmo tempo me reduzia a um pedaço de lixo, porq eu sentia isso e
demonstrava isso várias vezes no meu comportamento.
E aquilo me deixava profundamente envergonhada...
E, aos poucos, eu fui deixando de demonstrar isso.
Tornou-se algo baixo, vil, pequeno e que não devia aparecer.

E eu acho que junto com o meu ciúme sumiu a minha coragem.
A coragem de amar e ser amada, a confiança de que eu tenho todo o direito do mundo em sentir.
Sem julgar o que eu estou sentindo.
Uma armadura de proteção que foi me fazendo desaparecer ...
e eu sempre falava muito nisso, que se eu tivesse a possibilidade,
eu "gostaria de ser da cor da parede para não ser vista",
e então, eu tirei de mim o direito de sentir ciúmes.

Falo isso por causa do mesmo cara de sempre: Léo.
Ele tá namorando.
E eu tenho ciúmes dele!
E como é difícil lidar com o que eu sinto, e ao mesmo tempo com o que eu fui condicionada a acreditar... sim, porque na real, é isso que está me consumindo.
O que eu sinto: ciúme!
Fico puta da cara de imaginar que ele está com alguém, e não comigo.
sinto inveja, raiva e um misto de coisas.
Sei que eu nunca banquei o que eu gostaria de viver com o Léo.
Em nenhum momento me determinei a chegar frente a frente,
olhar nos olhos do Léo e dizer que sou a fim dele,
que o meu coração fica preenchido com a presença dele
com uma facilidade assombrosa e assustadora.
No máximo, falei algo parecido por mail, mas ...
nunca na cara.
Temi ser rejeitada!!!
Mas também temi ser aceita e amada por ele.
Uma loucura, uma viagem, uma confusão.
Daí eu fui pelo caminho mais fácil,
o de sempre, sair fora, fingir que sou uma parede (daquelas bem apagadas).
Mas agora, que ele está com alguém, se relacionando,
amando, transando ... eu tô com ciúmes!!!!
Fazia muito tempo que eu não experimentava isso.
Era mais uma questão de orgulho que de ciúmes.
Eu nem conseguia fazer a distinção exata.
Agora, eu reconheço com todas as letras .... CIÚME!
É uma coisa dolorida, que te corrói mas ao mesmo tempo ....
é lenta, dá prá suportar, sobreviver, mas está ali ... presente.
UM SACO!!!

Mas eu sempre suporto.
Engulo, e deixo passar.
Só que está se tornando estranho ...
dentro de mim, algo mudou ...
eu estou achando insuportável, insustentável.
Eu sinto saudades do Léo, e tem aumentado.
Eu queria vê-lo, conversar, dar um abraço, ficar perto, mas ...
não tenho coragem. O medo de ser rejeitada parece maior.
Algo dentro de mim, diz que eu não vou ser, mas ...
eu tenho medo dele!
É isso que pega também: eu tenho medo dele!
Do que eu sinto, do que eu já experimentei quando estivemos juntos.
Da abertura do meu peito, quando tive coragem de ficar com ele ...
e da dor que veio logo depois.
Da vontade de vê-lo brilhar, como eu sinto que ele pode,
e do medo que eu tenho de acabar me enrolando de novo,
sendo machucada, iludida ou qualquer coisa semelhante.

E no meio do meu medo,
da minha vontade de fugir,
ele foi viver.
Tem um lado meu que tá extremamente feliz
e satisfeita com isso ... parece que eu participei ...
Não sinto que isso seja loucura,
mas também acho absurdo.
Por que eu queria muito vê-lo crescendo, se libertando do condicionamento dele.
Mas eu não quis fazer o mesmo ... eu ainda preferi fugir.

Eu amo um monte aquele cara!!!
Mas só consegui falar isso prá ele, enquanto era para o meu amigo que eu estava falando.
Hoje ... acho que não ousaria.
Mas não deixou de ser verdade ...
só teve alguns acréscimos!

Precisava falar disso,
temme atormentado desde que eu soube que ele está namorando.

quinta-feira, abril 06, 2006

Mario Quintana

""Canção do Amor Imprevisto""

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoista e mau.
E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.

Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...

E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
[nada, numa alegria atônita...

A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

Toda vez q eu vejo essa poesia em algum lugar, eu me lembro do Rubem.
Engraçado como a mente do ser humano funciona ...
as lembranças voltam, não porq vc tenha desejado,
elas simplesmente voltam, sem convite.
Rubem Pinto de Mello
(a representação clara e óbvia da minha covardia em viver o amor, o primeiro entre várias caras que eu deixei passar, porq a história não era prá mim)

quarta-feira, abril 05, 2006

Não deu certo

Não rolou a história que eu estava tentando
do apartamento perto do metrô Paraíso.
Q saco!
Eu tinha achado o apartamento perfeito.
Tava até achando a galera super gente fina.
Mas todo mundo amarelou ...
4 homens e uma mulher, acho q deu medo.
Na real, pelo jeito, deu mais medo na mulher de um dos caras.
Como se ele fosse tudo isso...
Não q eu não tenha achado o cara, gente do bem, não é isso ...
mas não deu a menor vontade de ficar com ele, a não ser na parceria.
E a "excelentíssima" não topou.
Mas ... tá ok!
Já passei por rejeições piores.
Engraçado q tinha me batido justamente isso:
que a mulher dele não ia gostar.
Tô ficando boa nesse negócio de intuição...
Começar a jogar mais tarô e cobrar por isso
hehehehehe
quem sabe, até largo a Biblio e passo a viver das cartas
hehehehe
eu brinco mas ... não combina comigo.
gosto q o dinheiro venha do prático,
e as cartas me tragam reposição energética de graça.

De qualquer maneira, eu já tinha começado a busca novamente.
Vamos ver no que vai dar.
Tomara que eu encontre uma galera do bem,
cabeça aberta, q goste de sair, curtir
essas oportunidades todas que São Paulo oferece.
Criar novos amigos!
Me apaixonar por eles!
E daí a história flui ...
Na real, não sinto essa cidade tão diferente das outras,
só que é maior, com certeza.
Tem mais gente, mais dor, mais loucura, porq é maior ... só isso.

Eu tenho saudades de casa todos os dias!
Minha casa, minha família: os meninos!
Nunca senti tanta saudade das pessoas!
Dói ... mas tb é legal!
Quer dizer q o meu coração tava inteiro naquele espaço.

sábado, abril 01, 2006

Novas mudanças

Tô cansada de morar no pensionato.
Faz apenas 1 mês e meio e eu estou me sentindo aprisionada. Sufocada num espaço em q eu não consigo relaxar.
Todo o resto nessa cidade parece bem legal, mas o pensionato me cansa.
Então ... comecei a procurar casa nova.
Hoje fui visitar um apê, q tem uma galera q quer dividir.
O apê é show, espaçoso, e o quarto disponível tb é bem legal!
Vamos ver se vai rolar, tomara q sim. Fiquei a fim.
E amanhã ... amanhã eu tenho um encontro com o Leal.
Quer dizer ... td indica q eu tenho um encontro com o Leal, se ele não se enrolar, como sempre faz. Ele é bom nisso. É cabeção (estudante de psicologia não podia ser de outra forma), mas ... me atrai, e no momento, só estou considerando isso.
Não é nada mais q isso, mas nada impede q seja ... ou não.

E no feriado da Páscoa, estarei em casa de novo!
Q saudade! Q coisa boa!
A única coisa estranha vai ser o fato de que o Vini e o Z terminaram.
Então ... o Z não vai estar lá. Mas vou visitá-lo no feriado de 1º de maio.
Sei q essas coisas (final de relacionamento) acontecem na vida de todos, mas ...
nós nos acostumamos com as coisas e não queremos que mude.
Mas ... faz parte da vida!
Até outro dia!

quarta-feira, março 08, 2006

Vou deixar a rua me levar

Não vou viver, com alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

2x Vou deixar a rua me levar

domingo, março 05, 2006

Ufa!

E daí, guria, vai fazer o q?
Tava com essa sensação fazia dias e daí tive as confirmações q faltavam.
Ele está namorando.
E eu tive de saber disso pelo orkut, porque ele não me contou.
E nem vai. Mas tá ok, acho q é melhor assim!
Nunca ia rolar, mesmo.
Mas dá uma sensação estranha: ciúme, despeito, inveja, sei eu lá.
E, ao mesmo tempo, eu sei, eu nunca teria coragem.
E, ao mesmo tempo, eu acho tão bom!!!
Parece que me dá espaço prá investir em coisas que eu acredito que sejam viáveis.
E nele eu nunca acreditei.
Não q eu não confie na amizade dele, muito pelo contrário, mas a relação homem/mulher não iria prá frente, eu acho. E o tarô sempre me diz ao contrário, e eu simplesmente olho prás cartas e digo "nem pensar". Ainda mais agora, morando em Sampa, tá doido!!!
É engraçado... minha relação com o tarô.
Eu confio q ele me dá boas dicas ... mas não me deixo dominar.
Confio nele, mas as vezes dou crédito para o que eu penso, e acabou.
No caso do Léo, eu fico na dúvida, muitas vezes, porq o tarô é insistente,
mas acabo optando por confiar na minha escolha.
Coisas q eu determino e ninguém vai mudar porque eu confio mais em mim.
(Meu jeito de ser arrogante!!! hehehehe)
E ainda me veio saudades do Marlom!
Olha q coisa mais estúpida ...
é q na real isso sempre vem.
Desde q deixamos de nos falar, no ano passado,
isso sempre vem.
É um saco! Só diminuiu o número de vezes q acontece.
Mas continua acontecendo, só que mais espaçado.
Ainda tenho esperanças que simplesmente acabe.
Ele foi tão importante prá mim.
E é um saco ter que aceitar isso.
Que eu me meti naquele enrosco, consciente do quanto era ruim,
mas que tinha um sentimento tão bonito e intenso que ainda tá aqui,
só que eu não quero viver mais.
Eu quero viver uma relação saudável para variar um pouco.
Tô merecendo!
Como eu disse para o Amauri; eu sou uma pessoa do bem, mereço uma história do bem!
E disso eu tenho certeza!

domingo, fevereiro 12, 2006

Samba da Bênção

Cantado
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí?
Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Cantado
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Falado
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Cartola, a benção,
SinhôA bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pinheiro
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção,
AryA bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Cantado
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

domingo, janeiro 29, 2006

Saudades

Vou trabalhar em Sampa a partir do dia 01 ou 02 de fevereiro.
E a única coisa que tem me feito sofrer nisso tudo
é o fato de que vou sentir saudades da galera!!!
Principalmente, dos guris: Vini, Rêna, Z, Lu, Léo. Tb da Paty!
Minha turminha mais próxima.
Minha família!
Torço para que tudo dê certo em Sampa,
porque eu quero provar prá mim mesma,
que sou adulta, madura, responsável por mim mesma
e posso ser um SUCESSO!
Não importa quantas vezes eu tenha rateado comigo mesma, antes ....
eu quero me cuidar com amor!
Beijos prá todos, sem exceção, mas um beijo especial
para a minha família do coração!!!!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Viagem

Estou enlouquecida.
Viajo para Sampa agora de meio dia.
Nova entrevista com a universidade que está procurando uma Bibliotecária.
AAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIII
Q ansiedade! Q Felicidade!
Eu estava me sentindo muito por baixo sem nenhuma entrevista,
e agora, parece que eu vou arrumar emprego,
mudar de estado e aprender coisas novas.
E tenho o concurso em Brasília no domingo.
Loucura, loucura, loucura!

Ah, conversei com o Jero no msn, ontem.
O Jero da Frida Kahlo.
Parece ser uma pessoa do bem!
Não conheço pessoalmente, só pelo que o Léo falava, e tb pelo orkut.
E, na real, nem conversamos tanto assim.
Mas, minha intuição me diz que ele é do bem!
O que é uma pena, é que por uma dessas circunstâncias da vida,
só me aproximei dele porq briguei com o Léo.
Achei que tinha perdido o cd da Frida,
e como o Léo não está falando comigo,
entrei em contato direto com a banda e o Jero respondeu.
No fim, achei meus cds e agora converso com o Jero.
Se tivesse falando com o Léo,
nem teria me passado pela cabeça escrever prá banda.

Não sei como resolver isso.
Ontem tentei falar com o Léo no msn,
e ele simplesmente me ignorou.
Uma parte de mim, entende ele.
A outra, fica puta da cara.
E minha cabeça acha que é melhor assim!
Meu coração diz que não, que, independente das minhas viagens emocionais,
eu o considerava e, ainda considero, o meu melhor amigo.
Não podia deixar a coisa degringolar desse jeito.
Mas sinto que não vai se resolver agora.

E, talvez, eu vá embora daqui sem conseguir conversar com ele.
Isso me dói.

domingo, janeiro 15, 2006

Escrever

Quando eu era criança, eu sonhava em me tornar escritora.

Foi depois que eu li o livro "A bolsa amarela" que esse pequeno sonho,
começou a se desenvolver dentro de mim.
Eu tinha uns 8 ou 9 anos.
Nunca levei-o muita a sério, mas ... a idéia,
algumas vezes, volta.
Ontem, durante a noite, a idéia veio de novo.
E se eu conseguisse escrever sobre toda a minha vida???
Se eu conseguisse colocar no papel (mais provavelmente no computador) todas as coisas insuportáveis que a minha mente cria ... me deu uma sensação de que seria libertador.
Poder compartilhar a tempestade que existe dentro de mim,
ou também compartilhar meus vários momentos vazios.

Mesmo que as pessoas falem que eu escrevo demais e falo de menos
(que é uma coisa com a qual eu concordo em algumas vezes)
eu sinto que quando eu conseguia escrever, eu ia me soltando...
Tirando um peso das minhas costas... e do meu coração.

Hoje, eu não sei se consigo ... só escrevo no blog e,
na real, nem sempre gosto.
Às vezes é um saco!!!
Mas acho que tem mais relação com o momento que eu estou vivendo,
do que achar realmente ruim escrever.

Eu quero conseguir falar de tudo que eu sinto:
da tristeza, da raiva, da frustração, dos medos, das angústias,
loucuras, delírios, .... das pessoas.
Da minha vida, do meu passado, da minha origem!
Deixar o verbo que existe dentro da minha cabeça criar forma.
Compartilhar com todos a minha forma de pensar e ver.

Ontem eu estava me lembrando de momentos da minha vida ...
lembrei de como eu conheci o Fernando Vieira, por exemplo.
Funcionaria como roteiro para uma daquelas comédias românticas americanas.
E foi tudo real! E tinha vários detalhes tão bonitos!
E eu nunca tinha percebido antes, veio ontem, pela primeira vez.

O que perturbou a nossa relação, que era profunda, amorosa e sincera,
foi a culpa que carregamos junto com a paixão.
A culpa por sentirmos tesão um pelo outro,
e por termos sido ensinados que isso era errado,
não combinava com uma relação que o Senhor abençoasse.
Quanta dor, quanto peso e ressentimento, isso criou para os dois.
Quanto o meu medo de ser tocada e de me apaixonar,
criou vários outros obstáculos na nossa relação.
Em alguns momentos, eu o infernizei tanto, para que ele não me suportasse e fosse embora...
E ele até que resistiu bem, por várias vezes.
Eu tentava provar que os homens não valiam o risco.
Mas só compreendo, que era isso que eu estava fazendo, agora.
Namorei ele dos 18 aos 20 anos, entre idas e vindas,
e só compreendo muitas coisas que disse e fiz, agora.
E estou com 35 anos.

Tenho lembranças bem bonitas de nós dois.
Lembranças que são como uma fotografia dentro da minha cabeça.
Porque eu acredito, que algumas lembranças são tão bonitas,
importantes e tocantes, que elas se tornam fotografias tiradas pelo coração.
Eu tenho várias. Algumas delas, eu tirei com o Fernando!
Tenho fotografias lindas tiradas com diversas pessoas, e acho que nunca contei isso para elas.
Talvez, se eu começar a escrever sobre essas coisas, e registrá-las no blog ou mesmo em um livro, mais pessoas compreendam o quanto elas foram ou são importantes prá mim.
Mesmo que hoje nossa relação não tenha a proximidade que já tivemos, elas fizeram parte da minha história e são únicas, insubstituíveis, raras, prá mim.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

E se eu simplesmente sentisse ...

Se eu conseguisse, simplesmente, me entregar.
Sentir, amar, confiar, arriscar ...
Não ficar medindo o tamanho do tombo ...

Mas eu não consigo escolher fazer isso.
Eu penso, reflito e determino o final da história.

É assim que eu faço com tudo que eu sinto por ti ...
eu já escrevi o final do roteiro, e o final não é feliz!

Pelo menos, eu não consigo imaginar
um final feliz entre eu e você.

Aos meus olhos, a tua loucura
alimenta a minha loucura.
E o final triste e depressivo é certo.

E tudo era tão simples ...
um amor grande, sem cobranças,
sem grandes ilusões,
apenas um grande amor,
por um homem que eu conheço,
sei das faltas, das carências, das loucuras,
que me conhece, e com quem eu me sinto a vontade.
Que eu não desejava que fosse o grande provedor
da minha vida e possível felicidade,
e por quem eu não me sentia responsável
de prover coisa alguma.
Tudo que eu te dei, fiz por vontade própria,
sem obrigação, sem jogo.
E senti um grande prazer em estar junto,
abrir meu coração, mostrar-me, enxergar-te.
Senti medo também ...
mas ao mesmo tempo ...
um prazer de me perceber capaz de te amar ...
ter tanta alegria em poder me dar.
Se você fizesse idéia ...
mas eu sempre desisto antes de entrar na batalha.
(deixo para as outras, não é para mim).

Nunca consegui verbalizar
o tumulto de emoções que me possui quanto te vejo,
quanto estás perto, quando estás longe.

Nunca consegui te dizer ...
que várias vezes, te senti perto, te quis perto,
quis poder te dar mais.
Mas fiz outra escolha, a escolha racional,
e o momento passou e talvez ...
nunca mais volte, ou volte muito depois.
Mas eu preciso que saibas ...
que o meu coração fica preenchido de um amor desconhecido,
de uma energia dolorida e ao mesmo tempo nutridora.
Fico tomada por um medo paralisante
de ser rejeitada, de ser aceita,
de não ser correspondida, ou de ser ...
qualquer que seja o resultado ...
eu desisti, paralisei.
Sucumbi a minha velha programação e desisti.

Ao junkie que eu amo, um grande abraço, e um "até algum dia"!!!

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Ontem

Ontem foi um dia estranho ...
Falei com o Vladimir, no msn, e fiquei de novo com aquele sentimento ...
ele está fazendo uma enorme força para se destruir...
e me dá uma sensação ruim!
Um sentimento de perda, de dor, de confusão.
Começo a me lembrar de como fica o meu peito
quando eu começo a sofrer e querer me destruir ...
é tanta dor, tanto medo, tanta confusão ...
e daí a morte parece uma solução tão relaxante.
A morte não me assusta.
Me traz paz. Uma sensação de alívio. Descanso.

Mas sinto que isso é pouco para o Vladimir.
Ele quer a morte trágica, a dor, o castigo.
Parece as trevas exteriores descritas pela igreja.
O inferno descrito na Bíblia.
Dramático, quase literário ... a cara de Netuno.
Talvez por isso eu goste dele.
O drama me atrai, mas ... nos outros ...
na minha vida eu dispenso.

E o mais estranho, é que ontem foi o primeiro dia,
depois de vários dias nublados,
em que eu estava no maior bom humor.
Até estava com aquela sensação de 'sem saco',
mas bem reduzida.

Meditei de manhã cedo,
e fiquei bem.
Na verdade, fiquei muuuuuuito bem!
Um bom humor, uma alegria.
Fiquei cantando os sambões que me vinham a kbça
rindo, me sentindo leve.

E de noite, teve a AUM.
Foi esquisito tb!
Na dança da sedução, quase me deu um ataque de risos.
Parecia q todo mundo tinha sofrido uma crise
um congelamento, uma rigidez, e eu fui achando tão ridículo
que fui dançar com o Charles e depois com o Vinod.
Não sou a fim deles, mas ... pelo menos me diverti mais.

hoje ... ainda tem tempo e muita coisa pode acontecer.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Sem saco

O Vini q tem razão ...
ou eu me meto com cara 'casado' ou 'cagado'.
Q saco!

Nem com os meus amigos a coisa flui ...
Tô sem saco até com o Vladimir, com quem
eu sempre tive a maior paciência.
Ele é outro covardão.
Mas eu nem vou dispender a minha energia
puxando ele prá perto. Tô sem saco!
Não deixei de amar o cara do fundo do coração ...
só não tô a fim de desfocar do lance de arrumar um emprego,
prá ajudar ele a se mexer, e ver q ele vai se afundando,
mais e mais. E é a escolha dele!

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Está doendo

Alguma coisa dentro de mim está doendo muito,
e eu não consigo enxergar o que é.
Só sei que me sinto sem saco, cansada,
com vontade de ir para um lugar onde eu possa,
realmente, me sentir sozinha.
E daí soltar a dor lá, nesse lugar.
E voltar com outra energia ...
se é que isso pode acontecer.

sexta-feira, novembro 25, 2005

O que me dá prazer?!

Mais uma sessão terapêutica,
mais uma pergunta, e eu fico pensando depois ...
O que, nesta vida, me dá mais prazer?
Poucas coisas tem sido tão gostosas
como as aulas de música.
Sejam as aulas de violão, ou as aulas de teoria,
me possibilitam um prazer inquestionável.
Eu me sinto brilhando quando eu saio da aula.
É tudo de bom!
A idéia de aprender a tocar surdo
me deixou entuasiasmadíssima.
Fico contando os minutos prá começar a história.
O tarô, muitas vezes, me deixa assim.
Quando eu jogo para alguém e
confio no que estou dizendo,
eu fico radiante.

Eu sei que estou brilhando mesmo que ninguém possa ver.
Eu sei, eu sinto, a energia que existe dentro do meu corpo.
É real, quase palpável prá mim.

E, me sinto como uma criança,
descobrindo palavras, movimentos, expressões,
cores, nuances novas a cada momento,
a cada aula, em cada página da apostila.
Cada vez eu gosto mais de cantar,
e já não me importo com o fato de não ter preparo teórico,
quero ir na emoção, confiar, me soltar,
mostrar o prazer que isso me traz.
Isso é bom, eu não tenho a menor dúvida.
Tomara que se mantenha.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Nova postagem

Um tempão completamente fora do ar. Sem saco prá escrever.
Mas tudo ok. A idéia nunca foi de q a coisa se tornasse uma missão e sim,
um prazer a mais, a oportunidade de fazer uma coisa que eu curto que é escrever,
sem ter a obrigação e sem dar muita atenção para o fato de que dizem
que eu escrevo demais e falo de menos.
O q é real, eu concordo, mas na verdade eu sou profundamente tagarela e não deixo as pessoas saberem.
Eu falo tanto ou mais que o Léo Rushan, por exemplo, mas ...
tem muita gente que eu nunca deixei ver q isso existe.
Bobeira minha, eu sei, mas ... tá incluído no meu pacote.

Tô tentando estudar, e não dando conta nem da metade do conteúdo.
Tô buscando me abrir e sentindo uma dor nas costas para a qual estou perdendo a paciência.
Tô a fim de me mudar de cidade, desde q eu arrume emprego
e pode ser qualquer lugar do país (só não vou para o interior do estado, isso tá decidido).
Vou fazer um concurso em Brasília, e estou buscando descobrir mais coisas da cidade
prá me preparar para o q posso encontrar qdo viajar para a prova.

E eu quero uma grande história de amor.
Continuo com isso!
Um cara, q não precisa ser perfeito (porq isso não existe) mas
por quem eu me apaixone, e o mais importante:
ele se apaixone por mim no mesmo período.

Terça-feira, depois q eu meditei, fiquei lembrando ...
já aconteceu várias vezes ... os caras são a fim ...
de ser meus amigos
ou ...
de me ver como a "trepadeira oficial"
(q é um título insólito para a mulher q não conseguia transar,
com o próprio marido, mas foi só um parenteses).

E daí, o q acontece? por q isso acontece?
Os caras são tão asquerosos assim? É só isso q me atrai?
Eu realmente sou a fim de me apaixonar, ou
eu faço de tudo prá me meter em roubada prá isso não rolar?

Tem um lado em mim, q é tão frio, q, realmente, só quer transar
e eu tenho um pouco de vergonha disso.
Não me interessa atingir um nível mais profundo.
Eu tenho q matar a minha necessidade! E é só.
E daí, cruzo com uns caras bem parecidos.
Ou então, fico amiga, e deixo de ser a fim.
Qdo o cara vira amigão, do peito, é foda!
Eu assexuo o cara!
E muitas vezes, na real, o cara mexe comigo e eu anestesio isso
prá não ter de bancar o q eu sinto!
Fico com medo de ser rejeitada e deixo prás outras
(como me disse a Charu uma vez).
Acho q, de verdade, eu acho q não tenho a menor chance e
já desisto antes de começar.
Ou tem algum outro rolo escondido nessa coisa.
Sei lá, deixa rolar.
Eu sou a fim de mudar isso, mas nesse momento ...
não sou tão a fim assim. Admito q tenho medo!!!
E é isso.

domingo, agosto 07, 2005

De novo

De novo, aquela vontade insana de me apaixonar.

Vontade de sentir o coração batendo mais rápido pela simples menção do nome do cara.
Aquela sensação, mesmo quando eu estou sozinha,
fazendo as minhas coisas; de que ele está sempre comigo!
Que basta fechar os olhos pra sentir o cheiro dele, sentir o beijo dele!
Uau... sensação muuuuuuito gostosa!
Vontade de sentir a pele dele!
Tocar, cheirar, beijar, acariciar suavemente, agarrar enlouquecidamente!
Ah .... qto tempo sem isso.
Ah ... e não basta me apaixonar...
Quero ser plena, total, inteira, absolutamente: correspondida!
Desejo tesão, paixão, fogo, calor, loucura,
carinho, doçura, cumplicidade,
parceria, companheirismo, brigas,
videozinho em uma tarde chuvosa agarradinhos em baixo das cobertas.
Hoje seria o dia perfeito para estar com 'ele'.

O problema é que não existe um "Ele".
Mas eu quero um "Ele".
E não estou desejando ninguém em especial,
mas gostaria que ele se tornasse especial prá mim!

Ah... antes eu tinha tanto medo de me apaixonar.
Agora parece que eu busco por isso de tempos em tempos, com sofreguidão.
E, ao mesmo tempo, quero experimentar homens diferentes.
Não sei mais o que eu quero!

segunda-feira, julho 25, 2005

Final de semana

Novamente, um final de semana maluco.
Começou com péssimos presságios ...
rinite e sinusite a mil,
muita dor de cabeça e
um frio de rachar nessa cidade.
Desisti de passar o final de semana no sítio e fiquei em casa.
Estava muito vulnerável para enfrentar tanto frio.
Pedi ajuda para um amigo pois o Vini também não estaria em casa.
E daí foi algo...
Conversamos sobre tudo.
A minha vida, a vida dele, os delírios dele e os meus,
amigos em comum, outros amigos nada em comum, livros, shows.
Fomos ao cinema, ouvimos música, vimos dvd do 'Los Hermanos',
dormimos de madrugada (madrugada mesmo, tipo 5h da matina).
A sinusite foi cedendo, e eu fui me sentindo mais e mais aberta com ele.
E daí rolou algo diferente.

Ele parecia tão aberto, tão vulnerável, dava vontade de ficar perto,
nunca tinha sentido ele assim, tava quase irresistível ...
E a gente acabou transando, e foi muito bom!
Na hora, na hora mesmo, eu fiquei com vontade de impedir o livre curso dos fatos:
uma vozinha lá no fundo dizendo que íamos fuder com uma amizade linda!
Depois eu relaxei ... não tenho como medir o tamanho do tombo.
Não tem como garantir que vai acontecer uma coisa dessas ou não.
Se acontecer, eu lido com isso depois.
Naquele momento, eu tava a fim de experimentar estar com ele.
E eu curti um monte!
Mas a tal vozinha veio depois de novo ...
Fiquei meio insegura.
Ainda passamos o dia juntos, mas eu não chegava muito perto dele.
Não sabia como agir.
Ele sabe um monte de mim:
das minhas historias com os homens, paixões, inseguranças, medos.
Eu sei um monte dele: as paixões (uma em específico), amigos, loucuras.
E de noite, eu relaxei de novo.
Independente de qualquer coisa, eu amo um monte aquele cara.
E, no momento, é o que conta.
Daí conseguir chegar perto de novo, beijar, abraçar, e não ficar cheia de medos.
Eu quero que ele saiba que foi bom, mexeu um monte comigo,
principalmente, porque eu já tenho um canal de amor profundo por ele.
Acho que eu cheguei a dizer isso prá ele, mas ... de novo,
acho importante deixar registrado.

quinta-feira, julho 21, 2005

Leo Vladimir

O Leo escreveu.
Tava com saudades dele, mas já tinha perdido esperanças q ele desse noticias.
Meu amigo ariano rebelde, auto flagelante, despreocupado de si.
Tomara q ele continue mandando noticias.
Não tô muito a fim de escrever, mas queria registrar q o Leo está voltando (assim espero).

"Beijos, Bodhi Rushan, espero q vc continue por perto!
(Rajani)"

terça-feira, junho 21, 2005

Renato

Tem coisas na minha vida que são meio sem explicação.
Como quando eu conheci o Vini e caí de amores por ele.
De contar coisas q eu não tinha coragem de contar prás minhas amigas.
Dos lances de sexo, curiosidades, medos, inseguranças.
Coisas que faz bem pouco tempo que eu comecei a falar prás minhas amigas,
e que para ele eu já falava há um tempão.
De ouvir ele falar de um mundo completamente diferente do meu
e ir ampliando as minhas perspectivas.
Claro q, tem o meu rolo, a segurança que ele me traz.
Nunca precisei me preocupar que o Vini venha a me atacar, me seduzir.
Meu rolo com os homens não pega com ele.
Mas isso eu enxerguei faz pouco tempo.

Falei tudo isso por causa do Rêna.
Foi quase a mesma coisa.
Conheci o Rêna, qdo o Vini levou ele num sarau que teve no Namastê
(nem lembro qdo foi isso, mas faz tempo)
Achei ele um doce de pessoa.
Mas, a gente não ficou amigo, próximos.
Eu só simpatizei.
Perguntava dele para o Vini, gostava de vê-lo. E era isso.

E daí, faz um tempinho (uns dois meses, eu acho), a gente tá mais próximo.
Ele tá sempre com a gente.
E me pegou num período tri tumultuado, e ao mesmo tempo, mais aberto.
Onde eu comecei a falar de todos os meus rolos prá grande maioria dos meus amigos.
E como ele chegou na minha vida bem nessa época,
tornou-se amigo de confiança, de uma hora prá outra.
Ele tem acesso a coisas a meu respeito,
que muitos outros amigos demoraram a saber.
E ainda nem sabem, na real.

E ele tem alguma coisa que fecha comigo,
talvez o mesmo tipo de carência, talvez a mesma forma reservada de ser,
e ao mesmo tempo tão necessitado de pessoas por perto, de toques amorosos.
Talvez a mesma capacidade de trabalhar e só ver o trabalho pela frente.
De engolir coisas que não é a fim, prá tentar provar prá si mesmo
que é adulto, forte, racional.
Talvez, o mesmo romantismo...
Ou talvez, nada disso, mas ... tem algo que bate.

Também tô falando tudo isso por que, desde ontem,
queria falar com ele e não rolou.
Fiquei preocupada, ele não me pareceu legal.
E sabe quando você se dá conta que se importa muito com aquela pessoa?
Não é a mesma coisa que gostar um pouco, é se importar muito.
Meio parecido, com a antipatia que eu tinha com o Gabriel/Frodo
porque eu achava que ele não tratava o Vini, como ele merecia.
Me lembro que naquela época, eu entendi o quanto eu me importava com o Vini.

Eu, as vezes, acho que o Rêna não se trata bem.
E fico incomodada, e quero que ele se trate diferente.

Acho que também tem relação com o fato
de que eu já tive pouca compaixão por mim.
E eu vejo isso nele também.
E isso é dolorido. Eu sei.
Queria poder fazer ele entender que isso não é legal.
Ao mesmo tempo fazer ele enxergar que tem de se cuidar melhor.
Que por mais preocupação que eu tenha por ele,
ele tem de se amar muito, eu não posso fazer nada a respeito.
É tudo com ele, mas ... que eu estou por perto e amo ele como ele é.
Eu sinto isso por vários amigos: o Vini, o Z, o Lu, a Lu, ...
Mas me deu vontade de falar sobre o Renato.
Sei eu lá ...
Deixar registrado.
Pareceu importante.

segunda-feira, junho 20, 2005

O que eu estou disposta a fazer??

Hj eu acordei meio mal. Emburacada.
Me sentindo uó.
Me pegou de novo, aquela vontade de me apaixonar,
por um cara bem apaixonado por mim.
E daí, eu fiquei mal. Porq a carência e a necessidade estão grandes.
Quando eu sinto isso, a fome de sexo diminui, porq eu não quero
qualquer pessoa ... eu quero A PESSOA.
Que não é nenhuma pessoa em especial (graças a Deus) mas q tem de ser especial prá mim.

De noite, fui prá casa da Saravati e estávamos conversando e a Geeta fez uma pergunta.
O que a gente estaria disposta a fazer prá atingir o que é a fim?

Eu ainda não sei o q eu sou disposta a fazer, mas ... acho q preciso ser a fim de mais do q eu fiz até agora. Não sei bem como mudar a energia de desistência e desânimo com relação a isso q sempre me pega ... mas sou a fim de mudar a minha história.

O que eu sou a fim de fazer????
O que for necessário.

sexta-feira, junho 17, 2005

O encontro/ a conversa

Eu tenho hepatite C, descobri no ano passado qdo fui doar sangue para o pai da Amrita.
E desde então eu faço acompanhamento para ver como o meu figado está reagindo.
Na verdade, eu tenho hepatite no sangue mas ela está quietinha,
não se manifesta e não me prejudica em nada, até o momento,
mas tenho q ficar acompanhando a situação.
Há algumas semanas atrás meu gastro pediu para eu fazer uma biópsia
para q ele pudesse ter certeza de algumas coisas,
e ela estava marcada desde então para o dia 16 de junho de 2005.
Deu o acaso q na véspera eu tive a conversa com meu pai. Coisas da vida.

Bom, ontem eu fui para o Namas, conversar com a Shanti,
e ela me sugeriu uma meditação chamada "no-mind",
onde eu poderia dar vazão a um pouco da carga no gibberish,
mas sem pirar demais, sem soltar a maior pressão,
porq ela achava q eu precisava daquela carga para encontrar com ele.

Depois da meditação, eu me sentia exatamente assim:
dei uma aliviada mas não descarreguei,
só deu uma acalmada prá não pirar até as 21h.
fiquei no Namas até quase 20h, fui prá casa e esperei.
Meu pai chegou antes das 21h (uns 10 min antes).

Eu disse prá ele q tinha tido um dia ruim.
Q a perspectiva de encontrá-lo não me deixava tranquila,
q nossa relação nunca tinha sido legal e
por isso eu tava meio tensa.
Ele admitiu q tinha sido um dia dificil prá ele,
tinha ficado meio nervoso,
perguntou se eu achava q devíamos conversar,
podíamos adiar mais um pouco.
Eu só disse q 'nem pensar',
já tínhamos protelado por tempo demais a conversa.

O Vini tava em casa, no quarto.
Nós combinamos q se eu me sentisse insegura ou qualquer coisa,
ele tava no quarto e era só eu chamar.

No início eu entrei na coisa da raiva com ele, como sempre.
Depois o Vini disse q o meu tom de voz não deixava dúvidas
q eu tinha entrado no lance da raiva quase q no primeiro momento.
Fácil fazer isso, qdo é com ele.

Comecei a falar de como eu senti ele, a presença dele,
ou a falta da presença na minha infância, a ausência, a irresponsabilidade.
Eu nem lembrava, mas ele disse q eu já tinha esse discurso,
desde pequena, q ele sabia q eu tinha essas cobranças.
Me disse algo sobre ser uma pessoa q tinha muita fome de viver,
e acabar não vendo se com isso ele estava passando por cima das outras pessoas,
se ele tava machucando alguém.
Q a pessoa q é como ele acaba não pensando nos outros, mas q não é por mal.

E daí me veio a sensação q, ou entrava de sola no assunto principal, ou eu não ia conseguir.

E daí eu perguntei se, nessa fome de viver dele, estava incluído no pacote tentar abusar de mim?
Num primeiro instante ele fez q não ouviu e eu repeti a pergunta.
E qdo eu repeti a pergunta eu já senti a dor, e comecei a chorar.
Ele me disse q sabia q eu ia falar disso, q ele tinha vergonha,
q era um assunto dificil de falar prá ele.
Q jamais em momento algum ele pensou q isso tivesse me machucado tanto,
mas ao mesmo tempo, ele tb tinha noção,
q eu rompi relações com ele por causa disso.
E ele não queria q eu chorasse, dizia prá eu me acalmar.

Eu disse q não conseguia falar do assunto sem chorar,
perguntei se ele algum dia fez noção do qto tinha me machucado.
Do fato de q, ele era ausente, irresponsável,
nunca tinha tido um comportamento amoroso comigo,
a não ser q estivesse embriagado
(o q obviamente prá mim, nunca tinha contado muito como demonstração de afeto)
e q qdo ele começou a reparar em mim,
foi no início da minha adolescência
e porq ele queria me comer.

Perguntei se ele fazia noção do nojo q eu sentia,
do medo q me dava, cada vez q ele começava com aquele jogo nojento,
de "fica aqui com o pai, senta no colo do teu pai, me abraça,
me beija, deixa eu te abraçar".
Ele nunca tinha me abraçado muito, até aquela época,
e de repente, ficou com uma vontade de ser amoroso,
carinhoso, desde q pudesse passar a mão nos meus seios e tudo mais.
E q única coisa que eu sabia era q precisava escapar, porq senão eu ia me fuder.
Falei da força física, da tensão muscular, q eu fazia prá escapar,
e do medo de contar prá alguém e as pessoas acharem q eu tinha feito algo de errado.
Q eu tinha certeza q eu tinha feito algo errado e por isso tinha vergonha de falar qualquer coisa. Da confusão q isso foi criando, da sensação de
frustração, do ódio q eu comecei a alimentar,
da revolta pois na frente da mãe,
ele sempre implicava com tudo q eu dizia, fazia ou falava,
mas qdo ela não tava junto entrava naquele jogo de sedução nojento.

Falei q isso veio com força no meu casamento,
q várias vezes qdo o Jerry me tocava eu entrava na viagem da historia com ele
e rejeitava o Jerry, ficava enojada, com raiva, em pânico.

Da sensação de não ter com quem contar prá me ajudar.

Eu chorava, as vezes chingava, ele pedia prá eu me acalmar, não chorar.
Dizia q tinha vergonha, q quase desistiu de vir porq tinha muita vergonha de tocar no assunto,
q ele tinha saído do normal dele, nunca tinha sido tão escroto com ninguem, e várias coisas.
Mas q ele sabia q não podia ficar sem ouvir essa historia de mim, sem saber o q eu tinha sentido.
Nunca tinha imaginado o qto podia ser doloroso.
Não imaginava q eu lembrava de tudo com tanta força.

Eu falei da raiva q eu fiquei dele e da mãe,
qdo a história veio a tona,
mas ninguém tocou no assunto.
Mudaram-se as regras da casa,
eu não podia mais ficar com ele sozinha na casa, mas ...
ele podia me visitar e eu não podia discutir, reclamar, questionar.
Qdo isso aconteceu: eu tive certeza q eu tinha feito algo muuuuuito errado,
porq eu me sentia punida pelo q tinha sido descoberto.
Q eu precisava desesperadamente q alguém conversasse comigo,
dissesse q eu não tinha feito nada errado,
mas q o silêncio se instalou e eu comecei a pensar q eu era louca,
q eu tinha inventado tudo aquilo,
q não era possível q os dois soubessem de tudo e convivessem naturalmente,
e q a única pessoa q tinha raiva e revolta era eu, e ainda era questionada por isso.

Falei q teve uma hora q eu desisti, não tentei mais ser ouvida.
Tinha ódio, queria q ele morresse,
tava com raiva da mãe, mas desisti,
se eu continuasse me debatendo eles iam me enlouquecer de qualquer maneira.

Q aos 18 anos, eu tinha enchido meu saco,
tinham sido 7 anos convivendo com a farsa,
recebendo as visitas dele, sem a minima vontade de vê-lo.
Todo mundo: primos, tios, me questionando porq eu nunca
olhava prá cara do meu pai, nunca falava com ele,
e q eu só dizia q eu não gostava dele, não queria ele por perto, mas ... aguentava.
E q daí, eu cansei.

Passei a ficar fechada no meu quarto, estudar,
ficar mais e mais arredia com ele e com a minha mãe.
Já não chamava ele de pai há vários anos.
Prá mim, eu nunca tinha tido um pai, não tinha motivo prá chamá-lo assim.

Q qdo ele desistiu de ir em casa me visitar,
prá mim foi um alívio.
Q eu tinha tentado fazer o mesmo q eles:
deixar de tocar no assunto,
fingir q não tinha acontecido e
fazer o q eu pudesse fazer por mim, sem ajuda.
Mas q prá mim isso significava nunca mais olhar prá cara dele.
E q eu esqueci do rosto dele, da voz dele.
Só não esqueci q eu tinha muito ódio e ressentimento.
E nada se resolveu fingindo q não aconteceu, ficou até pior.
Falei q eu entrei na igreja prá ser diferente dele.
Do medo de ter filhos e acabar fazendo a mesma coisa q ele.
Falei de todas as pirações q a historia já me trouxe.
E ele ficou duro, sem conseguir reagir, nem ao menos chorar.
Tentou várias vezes se defender, e eu só dizia q ele tinha de me ouvir até o fim.
Eu via q doía mas ele se segurou. Mas ficou bagunçado.
De repente, acabou.
Eu não queria mais falar, tava vazia, aliviada.

Daí eu ouvi todas as argumentações dele
(tinha esquecido o qto ele era argumentador),
ele pediu perdão, disse q não sabia o q dizer, o q fazer.
Q sempre soube q eu deixei de falar com ele por causa do ressentimento nessa historia,
mas tinha medo de me ouvir, tinha vergonha.
Ele não imaginava q doesse tanto e ao mesmo tempo ele imaginava tb.
Disse q entendia, q não era só o fato da historia q me doía.
O q me doía mais, e só agora ele conseguia enxergar,
era q ele nunca tinha me amado como um pai qdo eu era criança
e precisava muito disso, e q ao crescer
ele me deixou claro q não tinha o amor de pai prá me dar.

Ele disse "tu só queria q eu te amasse como filha e eu nunca te dei isso!!"
Nessa hora eu chorei muito ouvindo ele.
Parece q ele tinha me entendido.
Ele tb disse q eu não precisava me sentir culpada.
Q eu não tinha feito nada de errado,
e q a ilusão q eu alimentei de q todo mundo tinha passado
por cima da historia e tinha resolvido não era real.
Ninguem tava com nada resolvido.
A sombra teve ali o tempo todo.
Mas q ele queria q eu sentisse q eu não tive culpa.
Tb chorei muito ouvindo isso.
Eu precisava ter compaixão por mim no meio desse tumulto.

Sei q a conversa foi até umas 23h.

Ele me perguntou se a gente ia continuar se falando,
ou se eu só precisava desabafar e depois a gente nunca mais ia se ver.
Eu disse q não tinha preocupação, q eu sabia q a gente podia conversar mais,
outras vezes, q ele pode me ligar, q eu vou ligar prá ele, q eu quero conhecer meus irmãos,
mas q antes de nós conversarmos, eu não ia conseguir fazer nada disso. Q naquele momento, eu tava me sentindo muito cansada, mas q outras vezes a gente vai se falar.
Saiu um peso enorme de dentro de mim.

Não bateu um grande amor pela pessoa, mas uma sensação de limpeza,
e de q o q ele podia entender, já tinha sido dito, eu tinha esvaziado.
Pedi para ele ir embora por causa do meu cansaço físico, mas eu me senti bem.

Só tive q dormir com o Vini, porq não tava a fim de ficar sozinha,
delicada do jeito q eu tava me sentindo.
Ontem, depois da biópsia eu tava me sentindo bem.

O cansaço me bateu forte hoje.
Não conseguia sair da cama.
Dormi quase o dia todo.
Parece que todo o meu corpo pediu folga.
Já foi, já passou toda a adrenalina, agora eu preciso descansar.

Mas agora de tarde já estou bem melhor.

foram muitas emoções em um curto espaço de tempo.

quarta-feira, junho 15, 2005

Hoje

Hoje, as 21h, eu vou encontrar com meu pai.
Isso, se ele não inventar uma desculpa de novo prá fugir da história,
como ele fez no final de semana.
Ele vai lá em casa.
Acabei achando melhor prá poder ter uma pessoa q eu confie por perto.
Combinei com o Vini prá ele ficar junto.

As nossas ultimas conversas por telefone foram bem mais leves prá mim,
eu até conseguia chamar ele de pai,
coisa q eu não fazia muito, nem qdo a gente se via mais seguido,
q dirá nos ultimos 16 anos.
Mas hj ...
eu tô quase com uma crise de fibro instalada no meu corpo.
Tô tensa, dura, meu trapézio quase lateja de tão rígido.
Ontem de noite eu já tava mal.
Um pouco triste, um pouco irritada,
uma sensação de esgotamento, de desistência,
de não vale a pena, melhor ficar quieta e sumir.
Hj é a rigidez, os músculos duros.
A sensação de tristeza, de raiva, de sufocamento.
Consigo lembrar q essas sensações eram as que eu vivia
quando a gente se encontrava, mas
não consigo mudar as sensações.
Tô assustada, agitada, angustiada.
Tô com raiva também.
A mandíbula tá dura, a respiração tá diferente,
como seu eu fosse para o "eu te odeio" nos próximos 5 segundos.
Se eu não tivesse decidido q vou nessa história até onde tiver de ir,
eu juro q desistia agora mesmo.
Meus braços dõem, por causa da tensão nos meus ombros.

É louco perceber o quanto o meu corpo reflete o meu estado emocional.

Antes eu não enxergava isso.
De uns tempos prá cá,
não importa o que esteja vindo,
eu tenho sensações corporais que parecem gritos,
de tão forte que eu sinto.
Foi assim quando revi o Amauri e tive as sensações corporais fortes
sobre querer ficar com ele,
foi assim na semana passada, quando entrei na onda que precisava transar,
e senti o agito interno que isso tava me causando.
Está sendo assim hoje, com a tensão pré reencontro.
Eu queria gritar até explodir.
Mas talvez seja até bom que eu não possa fazer isso.
Talvez ... eu precise levar essa carga toda para a nossa conversa.

terça-feira, junho 14, 2005

Só vou gostar de quem gosta de mim

Em uma maratona da formação 4,
o Milan disse que eu tinha de considerar uma música
como um lema prá mim, dali por diante:
"Só vou gostar de quem gosta de mim", do Roberto Carlos.
Eu lembro que ele até cantarolou a música um pouquinho.
Eu fiquei olhando prá ele e não entendi como fazer isso.
Mas eu nunca esqueci do que ele falou.
Até hoje, acho que ainda não aprendi a fazer isso, mas ...
estou aprendendo.
Depois de passar a vida buscando ser rejeitada, sofrer,
me esforçar para não dar certo,
eu ainda não aprendi a fazer o que ele me sugeriu,
mas sinto que já melhorei bastante do que era.

A letra da música é assim:

De hoje em diante/Vou modificar o meu modo de vida/
Naquele instante que você partiu/Destruiu nosso amor/
Agora não vou mais chorar/Cansei de esperar/De esperar enfim/
E pra começar eu só vou gostar/De quem gosta de mim/
Não quero com isso dizer que o amor/Não é bom sentimento/
A vida é tão bela/Quando a gente ama e tem um amor/
Por isso é que eu vou mudar/Não quero ficar chorando até o fim/
E pra não chorar/Eu só vou gostar de quem gosta de mim/
Não vai ser fácil eu bem sei/Eu já procurei/Não encontrei meu bem/
A vida é assim/Eu falo por mim/Pois eu vivo sem ninguém

Naquela época, eu ainda era apaixonada pelo Vijay.
E tinha desistido de tentar com qualquer outra pessoa,
pois o único cara que me interessava,
não era a fim de mim.

De alguma forma, o conselho funcionou.
Só não sei explicar como.
Hoje eu tenho um grande carinho pelo Vijay.
Mas já me apaixonei por outros caras,
já desisti, já tentei de novo.
Acho, que ainda não aprendi a usar a música como lema,
mas não vou desistir de tentar.

segunda-feira, junho 13, 2005

Intimidade, proximidade, vulnerabilidade

Eu quero me apaixonar e ser correspondida!
Eu quero confiar na pessoa que eu sou para
não ter medo de mostrar-me para o outro.
E acho isso difícil!
Intimidade,
proximidade,
vulnerabilidade,





Primeiro Seja

Relacionar-se é uma das maiores coisas da vida:
é amar,compartilhar.
Para amar é preciso transbordar de amor
e para compartilhar é preciso ter (amor).
Quem se relaciona respeita e não possui.
A liberdade do outro não é invadida, ele permanece independente.
Possuir é destruir todas as possibilidades de se relacionar.
Relacionar é um processo.
Relacionamento é diferente de relacionar-se:
é completo, fixo, morto.
Antes devemos nos relacionar conosco mesmos
e escutar o coração para a vida ir além do intelecto,
da lógica, da dialética e das discriminações.
É bom evitar substantivos e enfatizar os verbos.
A vida é feita de verbos: amar, cantar,dançar, relacionar, viver.

"Osho"

sábado, junho 11, 2005

Ilusões

Quando eu era criança eu tinha muitos sonhos.
Brincava sobre os meus sonhos.
Eu queria fazer faculdade (falava nisso desde os três anos),
queria um emprego, sair, passear, ter amigos.
Mas eu lembro de uma das minhas brincadeiras preferidas
(daquelas que eu só brincava quando estava sozinha, ou seja, brincava muito disso):
eu imaginava que eu tinha uma família, daquelas bem tradicionais;
"papai, mamãe, filhinhos, filhinhas."
Eu até tinha me esquecido o quanto eu brincava disso.
Nos últimos meses essa lembrança tem voltado seguidamente.
Nos meus sonhos e brincadeiras, meus pais gostavam de mim do jeito que eu era,
não ficavam tentando me consertar o tempo inteiro,
não passavam a maior parte do dia me criticando e reclamando que eu falava alto demais,
que eu não sabia me comportar, que eu não obedecia, q eu me fazia de surda,
que eu não conseguia entender que eu tinha de ser responsável.
Eles não se incomodavam se eu era muito sincera,
se tudo que eu pensava ficava estampado na minha cara,
até achavam legal que eu fosse assim.
Gostavam que eu desse gargalhadas escandalosas.

Eu ganhava tanto carinho dos meus pais imaginários ...
Eu tinha irmãos e irmãs, e adorava todos eles e ganhava muita atenção de todos.
Tinha com quem conversar, para quem fazer perguntas, com quem brincar,
tinha uma casa grande e espaçosa, podia pular, gritar, dar gargalhadas
e todo mundo achava isso legal.
Tinha um cachorro e não tinha medo dele.
Havia árvores na minha casa e eu subia nelas para ver o movimento da casa e da rua.
Eu tinha uns irmãos mais velhos que já tinham filhos e eu podia cuidar dos filhos deles.
Eu me sentia feliz, quando eu tava nesse mundinho de brinquedo que, na verdade,
era realizado pelas minhas bonecas.

Era muito maluco, pois muitas vezes, quando eu ficava muito triste,
eram estes sonhos que me davam uma esperança de que algum dia,
eu ia ter tudo que eu desejava e eu ia ser bem feliz.

Depois eu fui desistindo.
Não tinha como fazer isso.
Meu mundo não tinha irmãos e irmãs,
meu pai nunca estava comigo
e quando estava me criticava, implicava.
Minha mãe parecia nunca ficar satisfeita com nada que eu fazia,
se eu fosse muita inteligente, ela se incomodava;
se eu fosse menos esperta do que ela queria, ela também se incomodava.
Parecia que eu nunca acertava a medida, nunca era o suficiente.
Eu tinha que entender que eu não tinha isso e ponto final.
Um dia ... depois de uma briga com meu pai, eu desisti.
Fiquei chorando, deitada no sofá, e passou pela minha cabeça que não adiantava nada.
Não estava incluído no meu pacote de vida a família que eu tanto desejava.
Eles não gostavam de mim, e era isso.
O mundo real, não tinha espaço prá ficar acreditando, tendo esperanças.

Mas quando eu conheci a igreja, isso reacendeu.
Eu era adolescente, tava com muita raiva dos meus pais,
principalmente do meu pai.
Tinha raiva, nojo, ressentimento, ódio.

E os missionários chegaram falando que as famílias podem ser eternas,
e que, se a tua família de origem,
não era legal, não fazia o que Deus queria que elas fizessem,
tu podia construir a tua família legal, obedecendo a Deus,
e ser adotada por uma família que tivesse seguido o evangelho
e fosse considerada merecedora da exaltação.
Eu podia ter outra família.

Nem eu me lembrava do tamanho da esperança que isso acendeu dentro de mim.
Dia desses que eu senti, o quanto aquela promessa tinha impacto nos meus sonhos.
Existia uma luzinha no final do túnel, uma chance,
de que eu, por minha própria conta, sem depender dos meus pais,
conseguisse construir a 'minha família feliz'
(como num hino da igreja em que as crianças diziam:
"A mamãe é um amor/
papai é trabalhador/
somos pois como se diz/
uma família bem feliz/
Minha irmã é uma flor/
meu irmão é protetor/
somos pois como se diz/
uma família bem feliz!")

Eu assimilei tudo que eles me ensinavam,
na esperança de ter uma família conforme a dos meus sonhos.
Lia escrituras, fazia seminário, instituto de religião,
dava aulas para crianças e adultas,
estava envolvida em tudo.
Me esforçava, queria que Deus me desse "o grande prêmio":
minha família eterna.
Eu topava qualquer negócio prá atingir o meu maior sonho.

Quando eu me casei e todas as minhas projeções,
imaturidades e regressões vieram com tudo,
e eu vi que não era tão simples assim,
e a relação não deu certo;
eu perdi as esperanças, de novo.
Eu desisti, de novo!

E sempre que eu começo a me mover prá fazer diferente,
prá acreditar, eu sinto que essa desesperança,
essa falta de confiança que algo possa ser legal,
essa sensação de que não vale a pena,
eu não mereço, não sou capaz, não sei fazer,
e um monte de coisas que me coloca muito prá baixo,
aparecem na minha cabeça, gritando,
me dizendo que nem vale a pena começar.
Como a minha cabeça grita, tagarela.
O tal do 'ego' é um saco!

Se eu der muita confiança para as idéias ruins que me vem,
eu nunca vou sair de dentro de casa.
Eu nunca vou me divertir, eu nunca vou comemorar,
eu nunca vou confiar, celebrar ou qualquer coisa legal.
Tem um gravador dentro da minha cabeça dizendo que 'NAO VALE A PENA!!"
E daí eu acho tudo difícil e paraliso,
e toda a energia ao meu redor,
paralisa,
fica uma engronha.

Eu tô com muito medo de enfrentar o novo!!!!
Mas, e se eu ficar nessa mesma coisa da vida inteira,
eu não vou para lugar nenhum.
Eu não quero me dar, me doar,
tô com medo, de ser julgada, machucada, me fuder.
E ao mesmo tempo, eu quero tanto amar,
confiar, acreditar em mim, nas outras pessoas.
Eu já conheci umas pessoas tão legais, tão amorosas, que me dão tanto.
Eu fiz uma nadabrama,
que mexe com essa coisa de dar e receber,
e eu me senti tão oprimida.
Eu ainda não quero me entregar, confiar.

Eu já fiz várias coisas prá crescer, mas acho que agora,
a história é mais profunda e a coisa de desistir,
de me sentir incapaz, de acreditar nessa incapacidade,
quer me pegar de todo jeito.
Eu quero me fazer de coitadinha, sem condições de lidar com a situação.
E EU ACHO UM SACO
ASSUMIR ESSA COISA DE VÍTIMA
COMO SE FOSSE A ÚNICA COISA QUE EU SOU!

Tá incluído no pacote, olhar essas coisas.
E continuar me movendo na direção do que eu preciso.

quinta-feira, junho 09, 2005

Libertação

Livre, enfim, da tala gessada que bloqueou meus movimentos durante essa semana toda.
Nem tinha me tocado que não havia citado isso no blog.
Só quando conversei com o Luciano, por telefone, hoje, é que me dei conta que não havia falado sobre o pé que eu enfiei em um buraco no final de semana e acabei torcendo.

Bom ... hoje fui ao médico, tirei a tala.
Tenho que usar um outro tipo de tala, faixa, sei eu lá que nome tem,
durante as próximas 4 semanas.
E fazer fisioterapia.
Mas tudo tranquilo, desde que eu possa tirar a tala e deixar de andar de muletas.

AAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIII!

Estou querendo me apaixonar!

Ontem, depois que eu já tinha atualizado o blog,
o Pablo veio aqui em casa e conversamos.
Chegamos a conclusão que viramos amiguinhos.
Eu já tava sentindo isso.
Comecei a tratar ele como eu trato o Vini, o Z, o Lu.
Amiguinho, quase filho, não que isso seja ruim, é legal,
mas ... não dá vontade de ficar junto, não é paixão.
E ele entrou numa onda parecida,
tá a fim de outra pessoa e tudo mais.
Foi quase um alívio! Prá mim e acho que prá ele também.
Consegui dizer prá ele que eu quero me apaixonar, ter uma história legal, focar, ir inteira e que essa coisa de "estoy aberta a 'dates'" não tava me ajudando no que eu quero.
Tava me dispersando isso sim.
Na teoria, até funciona. Na realidade é outra história.
Eu sou o tipo de pessoa que precisa de foco.
Várias vezes o Milan me disse isso. E agora eu sinto que ele tem a mais absoluta razão.

A Lu me disse que o Pablo puxa um pouco esse lado mãe na gente,
que talvez isso tenha me pego forte, e por isso transformou aquela energia de tesão,
de querer ficar com ele, na coisa de ser 'amiguinha'.
Não tinha sentido isso.
Percebia a energia de sedução dele que é muito forte
(não tão nojenta como a galera me descreveu que era;
acho que quando ele era assim 24 horas por dia,
eu nem sabia que ele existia)
mas não tinha idenficado essa coisa de querer ser cuidado,
que agora foi o que mais me pegou.
Quando eu vi, tava me sentindo meio responsável por ele.
Louco, né???
Como as vezes eu me sentia pelo Jerry durante o nosso casamento.
Como se a vida dele fosse minha responsabilidade.
Quando eu nem cuidava direito de mim.
Viagens da cabeça dessa escorpiana em fase de mutação.

Namastê!!!

quarta-feira, junho 08, 2005

Tchau (Catedral)

"Me cansei dos teus desenganos/
não entendo a tua fala/
nossa casa está vazia/
hoje à noite é o meu dia/
nossa vida virou novela/
e eu não sou nenhum personagem/
que se enquadre em teus delírios/
quero andar nas ruas e sentir frio/
no calor quero estar sozinho/

Me cansei das tuas mentiras/
eu não quero esse dia-a-dia/
não consigo fazer promessas/
tenho apenas o que me resta/
o teu jeito não me abala/
não me sinto bem no teu jogo/
vou voar mais alto que as nuvens/
entender de vez esse meu vazio/
te encontrar pra não ser sozinho/

Tudo é sempre a mesma coisa/
o mesmo jeito, toda vez/
tudo é muito relativo e a distância já nos fez/
somos serra e litoral/
nosso final é simples:
tchau "

terça-feira, junho 07, 2005

Paixão

Hoje, eu disse para o Vijay: "eu quero me apaixonar!!!",
com tudo q eu tenho direito, com tesão, alegria, pique, agitação.
Estou até topando os aspectos negativos de uma relação desde que eu viva os positivos.
Logo eu, que tenho tanto medo de quebrar a cara,
de sofrer, de ser traída de novo, de me entregar.

EU QUERO ME APAIXONAR, SER CORRESPONDIDA,
sentir, viver, gozar.
Ah ... eu quero tanta coisa!
Mas, na verdade, isso é o que eu mais quero, no momento.
Amanhã ... não sei, pode mudar tudo, mas desde ontem isso está gritando dentro de mim.

EU QUERO ME APAIXONAR.

Ontem eu já tinha dito isso para a Mahtab.

Em parte, eu quero o que eu sentia quando eu estava com o Amauri.
O tesão, o desejo, o calor, o agito.
A liberdade!
Eu nunca tinha sido assim, antes.
Eu nunca tinha dito para um homem as coisas que
eu me sentia a vontade em dizer para ele na hora da transa.
Experimentar isso, com ele, correndo os riscos que eu corria,
sentindo as travas dele, a desconfiança, o medo de amar
(sentimentos que eu reconhecia bem, por estarem dentro de mim)
me fez entender que eu posso muito mais.

Ah ... também me fez engatar horrores.
Eu queria mais ... e não rolou.

É como se tivesse sido meu primeiro namorado.
O primeiro namorado da pessoa que eu estou me tornando.
E eu queria mais.
Eu quero mais!
Eu mereço mais!
Eu preciso mais!
E eu tenho muito mais prá dar, então não quero coisa pouca.

Tava pensando ...
Nunca fui generosa com os caras.
Sempre dei mensagens confusas, não claras, não honestas.
Até mesmo para assumir que eu estava apaixonada pelo cara,
eu acabava sendo miserável.
Um saco!
Meu ex-marido que o diga.
Ele tinha seus defeitos, foi sacana e tudo mais...
Mas ele recebeu pouco.
Eu dava pouco.
Pouco sexo, nenhum tesão, pouco amor.
Porém; muitas responsabilidades, compromissos, obrigações,
doenças, cobranças, brigas, silêncios, choro, tristeza,
depressão, confusão, dúvidas.
O cara tem bons motivos prá me detestar.
Ainda bem que muita coisa mudou.
Ainda bem que eu deixei o estilo de vida "a caridade nunca falha!"

sexta-feira, junho 03, 2005

Semana passada

Minhas publicações sempre acabam saindo meio atrasadas, mas estou tentando não deixar de escrever.

Eu acabei passando o final de semana passado de acessório do Vini e o Z (e tb do Renato), porq na minha ultima sessão de terapia a Shanti me deu várias recomendações pra eu não ficar sozinha e qdo eu cheguei em casa e contei prá eles isso, eles não me deixaram mais.
Foi bom, porq realmente eu não tava podendo ficar muito sozinha mas tb não tava me coordenando muito bem prá fazer muita coisa por iniciativa própria.

Sexta (27/05), tirei o dia de folga porq eu precisava marcar alguns exames, consultar com meu pneumo e ver algumas coisas pessoais (na área prática) q estavam meio enroladas.
Eu não tava legal, sexta de manhã, acordei com uma sensação de tristeza, bem ruim, achei q era um repé por causa do agito de quinta-feira (durante o "Namastê de Portas Abertas).
Mas tb sentia q tinha uma outra coisa me remoendo e que eu não tava identificando.
De novo, começaram a vir lembranças sobre o meu pai, sobre a minha carência com ele e todo o enrosco.

De tarde, eu falei com o Pablo, e acabamos entrando nesse assunto tb, e eu fui ficando mexida, ele queria q eu dissesse o q tava me deixando mal, eu acabei desabafando um pouco com ele, chorando (apesar de me sentir altamente incomodada de estar tão vulnerável na frente dele) e ele foi muito doce, ficou comigo, conversou, fez massagem, me deu um baita suporte.

Cheguei com esse 'meximento interno' prá terapia, das fichas q estavam caindo sobre o qto eu preciso falar com meu pai. Desengatar da historia com ele prá poder andar na minha vida e o qto, ao mesmo tempo, eu tb não quero fazer isso, por q é doloroso, me dá medo, porq eu alimentei meu ódio e meu ressentimento por ele a minha vida inteira.
Eu me sinto muito justificada na mágoa q eu tenho dele, e isso até é real, porém qto mais eu me agarro nesse ressentimento, mais dor, mais mágoa e porcaria fica dentro do meu coração e eu não consigo me libertar, não consigo confiar nos homens e na verdade em pessoa nenhuma.
E q eu preciso assumir o amor frustrado q eu tive e ainda tenho por ele, mas ao mesmo tempo, não quero de jeito nenhum sentir isso.
Não me permito.
Quero ficar apegada na dor porq eu acredito q é um direito meu.
Só q se eu não perdoar, eu vou continuar ficando doente, vou continuar não conseguindo confiar em homem algum, vou continuar com essa relação quero/não quero q eu tenho com os homens, e vou continuar atraindo a energia de homens iguais ao meu pai (como é o caso do Amauri, em alguns aspectos).
Q todas as vezes q eu começo historia com algum cara, isso fica muito misturado, é a mesma relação, não tem muita diferença dentro de mim.
E q de alguma maneira, a historia do Amauri e do Pablo, deixou isso muito mais latente prá mim. Não é a história deles q me pega diretamente, é o rolo com meu pai.

E tb falei q parece q o meu corpo, pede q com urgência eu faça algo sobre isso, por mais dificil q pareça. Qto mais eu tento colocar isso prá baixo do tapete, mais dor, mais angústia e mais doença vai vir, porq existe uma necessidade de q eu limpe isso.
Falei do medo q isso me dá, e ao mesmo tempo, do esgotamento q eu sinto por ficar andando em círculos nos meus relacionamentos.
E q se o preço q eu tenho de pagar prá conseguir andar é esse, q eu tb sou a fim de fazer.
Mas q a sensação de q isso só vai me machucar mais é muito forte.
Falava isso e chorava.
Eu me sentia frágil, vulnerável e ao mesmo tempo, precisava muito falar nisso, então seguia chorando e contando.
Ela disse q se meu coração me diz, eu tinha mais é q fazer e logo, porq não foi algo q alguém me sugeriu e q não era mais o meu racional dizendo q isso seria bom, e sim uma coisa profunda, de limpeza, de intuição.
Q se eu tivesse me esforçando por fazer esse movimento porq ela (ou qualquer outra pessoa) me falou, podia até ser bom prá mim, mas ia ter um lance de racionalidade.
Só q eu estou querendo dar esse passo porq eu sinto, internamente, o qto é bom prá mim.
Q ela tb enxerga o qto seria positivo e o qto isso mudaria a minha energia interna e o tipo de cara q eu iria atrair.
Eu tb disse prá ela q eu sinto q eu me envolvo com o mesmo tipo de cara q o meu pai, prá poder fazer o meu pai e a minha mãe se sentirem culpados.
Eu estou me ferrando prá castigar os dois.

Me vem a sensação q, se eu falar de toda a porcaria q ficou dentro de mim todo esse tempo, meu peito vai aliviar, e eu vou conseguir abrir caminho pra perdoar eles.
Talvez eu não os perdoe de cara, mas ... o movimento inicial vai abrir o espaço q eu preciso.

Eu não sei como vai ser fazer isso de verdade, mas ... preciso fazer sem expectativas, sem cobranças, mas fazer o movimento.

Voltei prá casa, liguei prá minha mãe, pedi o número dele, ela me deu, eu comecei a ligar, dava sempre ocupado. Liguei prá ele o sábado todo e sempre dava ocupado, e depois eu liguei prá minha irmã, expliquei q queria falar com ele, ela me deu outro número de celular e eu comecei a ligar e dava sempre como desligado. Acabei enviando uma mensagem e ele me ligou, disse q tinha visto a mensagem, q tinha deixado o telefone desligado porq trabalhou no final de semana e marcamos de nos ver no sábado q vem.
Foi estranho falar com ele ao telefone.
Faziam 16 anos q eu não tinha o menor cto com ele.
Ele começou a ligação meio preocupado, perguntou o q eu queria conversar, eu disse q tinha de ser pessoalmente, depois ele me disse q ficava feliz q eu quisesse vê-lo depois de tanto tempo, e eu disse q era dificil mas q eu precisava fazer isso.
Ele comentou q tinha tentado ir na casa da mãe, mas q tinha se perdido,
e eu lembrei q a mãe havia comentado algo assim e respondi q eu soube dessa tentativa mas, q pelo q eu sabia, ele tava bêbado e por isso não se achou.
Ele riu, disse q eu continuava direta e dura, como sempre.
Foi esquisito ele me dizendo isso.
Eu era assim com ele: dura, raivosa, fazendo o possível prá machucar
(tanto é, q eu podia ter poupado de fazer o comentário sobre o fato dele estar bêbado
mas não segurei, só depois me dei conta).
Mas fiquei com a sensação q ele não faz a menor noção da dor q tudo isso traz pra mim.
Ele ignora completamente o qto tem dor dentro de mim, na relação com ele.
Com a minha mãe é diferente...
Eu sinto que ela sabe o tamanho do pepino que vai vir na hora que eu começar a falar.
E ela preferia que eu não falasse nada.
Ela não consegue ver que pode ficar melhor prá todos nós,
depois que despejar a porcaria prá fora.
Eu senti nela o medo, a culpa, o remorso, e um esforço de me fazer
sentir injusta e culpada por querer que ela ouça falar nisso agora.
Foi sempre esse o jogo dela. Me fazer sentir culpada, exigente, injusta, má, egoísta.
E ela fez isso de novo essa semana.
Tanto é que ela entrou em estado depressivo desde segunda-feira,
quando eu disse que vou falar com meu pai.
E eu me deixo pegar nesse rolo. Eu vi isso com clareza nessa semana.
Tenho q estar atenta para não desistir dessa história pra que ela não fique magoada comigo.
Mas eu, apesar de ficar meio atrapalhada por sentir isso nela,
ainda estou mais preocupada comigo.

Me dei conta que não reconheço a voz do meu pai.
Eu não consigo lembrar de como é o rosto dele.
Eu fiz muita força prá colocar tudo isso escondido no lugar mais fundo,
prá esquecer dele e de tudo q isso causava prá mim.
E eu esqueci do rosto dele mas não dos sentimentos ruins que existiam.
Tá tudo aqui, na ponta do iceberg, pronto prá explodir,
precisando sair prá fora, sob pena de eu me detonar mais e mais.

Nunca fui o tipo de pessoa que enche a cara, toma um porre,
usa drogas, come até explodir, etc., etc.
Minha forma de me detonar é engolir meus sentimentos e
ficar doente. É assim que eu me destruo.
Não sou mais a fim disso prá mim.

No final das contas, decidi que vou para o sítio no final de semana,
ficar com a galera,
fazer o trabalho de final de semana (Clube da Luluzinha e Bolinha)
e me preencher.
E, na semana que vem, vou enfrentar o meu monstro.
Foi assim que eu vi essa história a vida inteira ...
um monstro que eu precisava
fingir que nunca tinha existido.
Queria me convencer - como a minha mãe tenta se convencer até hoje,
e também a mim, que se eu nunca mais tocar no assunto
e fingir que nada aconteceu, isso vai deixar de existir.
Não funcionou.
Na real, nunca funciona fingir que uma emoção que tu tem, não existe.
Pode até demorar um tempo, mas o monstrinho, que tinha o tamanho de um camundongo, vai ficando maior e tomando conta do teu coração e te deixando mal, te limitando os movimentos, te impedindo de ver com clareza, de agir com esponeidade, de ser/fazer /viver o q vc for a fim. E eu já acumulei muito lixo nesse meu tempo de silêncio e fuga.
Tenho 34 anos de idade, e pelo menos tenho todo esse lixo trancado a sete chaves e me impedindo de amadurecer de verdade.
Foi estranho porq depois de começar a me mover, prá limpar essa história passei por uma semana em que tive de tudo: fiquei sensível, tive tosse, fiquei sem tosse, tive vontade de chorar, algumas vezes chorei, depois fiquei extremamente animada, tudo se alternando.
Consegui não ficar furiosa com isso (já foi uma mudança e tanto).

Ontem tava tirando tarô prá mim, sobre isso, e pedi uma dica das deusas.
E a resposta: tenho de celebrar as mudanças que eu já atingi e tb tenho de viver essa dor, colocar toda prá fora, prá poder me expandir, descobrir que o meu espaço é bem mais amplo do que eu acreditei até hoje.
Achei tão bonito!!! Eu vou me expandir!
Tô precisando ... tenho me sentido sufocada
dentro da vidinha limitada e cheia de medos que eu me permiti viver até hoje.
Não tenho mais vocação prá ser um 'bernardo-eremita'.
Tem um lado da minha pessoa, que tá precisando se expandir.
Como diz o Pranshu, eu tenho muito mais prá dar (e parece que pela primeira vez na vida, eu sinto que isso pode ser verdade - e eu nunca tinha achado que isso fosse possível).
Tô com medo tb, mas ... não vou desistir de mim.
Já fiz isso várias vezes.
Eu sei q desistir de mim, só me leva prá lugar nenhum.

Legal mesmo tem sido, sentir o amor das pessoas quando eu conto o que estou passando.
Não fazia idéia do quanto o carinho das pessoas é fortificante.
Não fazia idéia do quanto é menos difícil falar do que eu estou vivendo,
do que viver tudo sozinha, duvidando que as pessoas pudessem me aceitar com o que
eu vivi, com o que eu sinto.
Ainda tenho dificuldades de falar de tudo, mas estou falando.
E nem tem sido um esforço tão difícil.
Algumas vezes é muito bom!!!

Até depois ...
Namastê!!!!

sábado, maio 21, 2005

Amauri

Um tempão sem ter a mínima paciência prá escrever.
E mesmo hoje, só estou escrevendo porq preciso descansar e ficar em casa me deixa um pouco entediada, e daí, resolvi sentar na frente do computador.

Estive a semana toda brigando com as minhas questões da saúde. Dessa vez a asma, a tosse. Um saco! Detesto quando isso começa! Principalmente, porque me bate um receio de que eu acabe tendo de ficar no hospital, de novo, como no ano passado. Mas tenho me cuidado, tomado as homeopatias, me preservado do frio e da umidade sempre que posso fazer algo a respeito. Tenho tomado muito líquido, me alimentado com muita fruta, principalmente as que tem vitamina C. Estou sendo cuidadosa comigo, disso eu tenho certeza. Não estou sendo irresponsável e descuidada como já fui muitas vezes. Não tenho a mais remota intenção de me descuidar de mim mesma. Mas ... existem momentos em que eu não consigo fazer muito mais do que isso.

Ontem, eu me sentia fisicamente esgotada.
Parecia que desde a hora em que saí da cama, eu já estava pronta prá voltar prá baixo das cobertas. Nem sei como fiquei de pé e ainda consegui trabalhar.
Eu tava cansada, mal humorada, passei o dia inteiro dizendo prá todo mundo que eu não estava me sentindo legal, que estava contando os minutos prá ir embora.
Normalmente, não sou assim. Pelo menos, não me comporto como ontem.
Normalmente, se estou de mal humor fico quieta, fazendo o possível prá ninguém chegar perto. Ontem, eu tava de mal humor por ter de trabalhar e passei o dia inteiro falando nisso.
Achei esquisito mas continuei falando.

De noite, cheguei em casa, liguei para o Namastê
e avisei que não tava em condições de ir para o grupo de bio, e fui deitar.
Quase não sentia forças prá ficar de pé. Tava muito esgotada.
Uma sensação de que eu precisava de repouso, como se meu corpo pedisse desesperadamente um descanso. Só me levantei prá fazer uma miojo prá jantar, prá não ir dormir de barriga vazia, e também porque fui falar com a Lu por telefone. De resto, só a cama me seduzia. Mas foi legal, acordei um pouco menos cansada. Ainda me sinto um pouco cansada, mas não é tanto.

Ah... mas eu queria falar de outra coisa...

Na semana passada, eu vi o Amauri, depois de um tempão que a gente não se encontrava. Nossa ... eu tomei um choque! Eu senti o quanto o cara mexe comigo ainda, na hora em que coloquei o olho nele. Fiquei abaladíssima, não tinha noção do tamanho do negócio prá mim!
Ao mesmo tempo uma certa alegria de vê-lo de novo!
Enfim, o cara ainda mexe, e muito, comigo!
Passei a semana mexida com isso.
Principalmente, porque eu achava que já tinha superado.
Tinha até rolado um clima entre eu e o Pablo, e eu achei que estava dando novos passos em direção a novas pessoas, tava tão contente.
Não, eu não me apaixonei pelo Pablo. Mas tinha sido legal, me mover na direção de uma pessoa que me chamou atenção. E ele tem uma energia legal, eu tava curtindo.

Mas quando vi o "Gringo" ... ui, fiquei mexida!

Eu tive uma sensação física de vontade de estar com aquele homem, que eu nunca tinha sentido, ou pelo menos, nunca tinha identificado em mim com tanta força.
Era um lance de vontade corporal, que era impossível não reconhecer.
Parecia que gritava dentro de mim, e a minha cabeça achou aquilo um absurdo,
afinal o cara não é a fim, e se é a fim, não banca essa vontade,
e um monte de coisas passou pelo cabeção.
E daí nessa semana, eu fiz a única coisa que me pareceu plausível.
Atendi a vontade corporal.
Liguei para o Amauri, na terça-feira de noite, e convidei ele prá jantar comigo, prá gente conversar (conversar na verdade, era a minha menor das vontades, mas tudo bem, também fazia parte das minhas vontades em relação a ele).
Ele não podia jantar, tinha aula, ia chegar tarde de volta em Porto Alegre, mas ...
podia passar lá em casa depois, a gente se via, conversava mesmo que fosse só um pouco,
e daí, ficamos combinados ... ele viria aqui em casa depois da aula.

Eu fiquei com os guris (Vini, Rêna, Michel - fomos jantar no "Tudo pelo social"), já tava no rolo da tosse, precisando de descanso, de repouso.
E o "gringo" veio.
E na hora que a gente ficou na frente um do outro, eu senti, de novo.
A vontade física, a energia de tesão que eu tenho por ele, forte.
E (na minha opinião, a parte mais legal de todas) identifiquei que,
com ele a coisa também pegava.
E, a essa altura do campeonato, já tava relaxada.
Tinha conseguido fazer o que eu era a fim, que era chamar o cara,
e ainda por cima conseguia não ficar embananada com a chegada dele, e
ainda mais, conseguia sentir a energia ao meu redor e confiar no que eu sentia.
Tava tranquila, e daí foi só deixar acontecer.
Claro que eu não queria conversa, né?!?!?!
E conversa foi o que menos rolou.
E tenho que admitir: Eu e ele temos uma liga ... Q coisa boa!

Eu tava com vontade de ter aquela sensação física que eu tenho quando a gente fica junto, de prazer, de tesão, de satisfação. E de ver que essa sensação bate nele também.

Eu tava com vontade de deitar na cama com um cara,
e sentir o abraço dele sem sufocamento e ao mesmo tempo sem ficar distante.

Acho um saco, dormir com um cara depois da transa, e ele ficar grudado na minha cara, e eu acabo me sentindo sufocada e não conseguindo respirar e começo a me angustiar e quero sair de perto o mais rápido possivel, mas ...

também acho um saco dormir com um cara, que depois da transa, vira para o lado e desliga completamente do fato de que, em algum momento, teve alguém ali, do lado dele.

Com o Amauri, sempre rolou um lance de ficar junto, "dormir empernado" como ele diz, mas sem a coisa de sufocar, deixar sem espaço. Eu sempre curti isso de monte.
Engraçado ...
a história com ele me ensinou um monte de coisas a meu respeito.
Acho q eu nem sabia antes, que eu gostava de dormir empernada, corpos entrelaçados.
Na verdade, eu até curtia um certo distanciamento prá dormir.

As pessoas mudam ...
conhecem a si mesmas,
isso é bom!
Ao mesmo tempo, deixa a gente inquieta.
Hoje, eu não sei se rola alguma coisa entre eu e o Amauri, e na verdade,
não tô muito encucada com isso. Curti demais ficar com ele na terça!
Eu acho que a gente precisa conversar mas ... o importante naquele dia, foi permitir a mim mesma, ir atrás do que eu desejava e me dar aquilo que me traria prazer.
Importante mesmo,
foi que eu não pensei com aquela cabecinha pequena e mesquinha
de que não é legal um mulher ligar para um homem que ela é a fim
e dizer que ela é a fim de encontrar com ele.
Bom, já tagarelei demais.
Amanhã, ou depois, tanto faz, ... a gente conversa.

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